sexta-feira, 19 de junho de 2009

EUA admitem impactos do aquecimento

Efeitos são sentidos no presente, diz o primeiro relatório da gestão Obama. Um relatório divulgado em junho de 2009 pela Casa Branca, indica que os efeitos perigosos das mudanças climáticas já atingiram os Estados Unidos e vão piorar nos próximos anos. Esse é o primeiro documento do gênero divulgado pela administração Obama, com ênfase não vista nas versões anteriores, da administração Bush. Segundo o relatório, o país sofre com tempestades mais frequentes, aumento da temperatura e do nível dos oceanos, retração de glaciares e alteração em rios. “Já há em certos algumas consequências sérias”, disse o coautor, Anthony Janetos, da Universidade de Maryland. “Não se trata de algo teórico que acontecerá em 50 anos. Os efeitos estão acontecendo agora.” O documento, um relatório sobre a situação climática requerido periodicamente pelo congresso, não traz nenhuma pesquisa nova sobre o assunto. Mas apresenta as informações com uma tinta muito forte do que a usada nos últimos anos, o último relatório produzido na administração passada, aliás, só foi divulgado por decisão judicial. Ele serve de base para o documento desse ano. Impactos Os autores estimam que a temperatura média dos Estados Unidos pode ser até 11˚C mais alta no fim do século. “Limites serão ultrapassados, o que levará a grandes mudanças no clima e nos ecossistemas”, escrevem. Isso inclue, por exemplo, a sobrevivência das espécies. A água, em demasia ou de menos, é um tema recorrente. O sudoeste do país, por exemplo, pode se tornar mais quente e mais seco a ponto de haver uma crise ambiental. Ondas de calor extremo também podem ser mais comum, ano sim, ano não, e não a cada 20 anos, como hoje. A costa leste americana será bastante afetada pela subida dos oceanos. O conselheiro científico da Casa Branca, John Holdren, disse em um comunicado que o documento mostra a necessidade de o país agir para reduzir o ritmo do aquecimento global. “Ele nos fala por que ações corretivas são necessárias mais cedo em vez de mais tarde.” O ex- presidente americano George W. Bush era contrário a medidas duras de mitigação do problema e mantinha uma posição refratária a qualquer debate sobre aquecimento.

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