segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Especialistas estimam que a elevação do mar em 2 metros é inevitável

A maioria dos cientistas espera um aquecimento do planeta de pelo menos 2º C, provavelmente mais. Uma elevação de pelo menos dois metros no nível dos oceanos é praticamente inevitável, disseram especialistas numa conferência realizada na Universidade Oxford em setembro de 2009. “O ponto da questão do nível do mar é que ele começa muito devagar, mas uma vez que tenha ganhado impulso, é praticamente impossível de deter”, disse o especialista Stefan Rahmstorf, do Instituto Potsdam da Alemanha. Reportagem da Agência Reuters. “Não há um modo que eu consiga ver para parar essa elevação, mesmo se fôssemos à emissão zero”. Rahmstorf disse que o melhor resultado seria que, após a estabilização das temperaturas, os mares subissem a uma taxa contínua “pelos próximos séculos”, sem acelerar. A maioria dos cientistas espera um aquecimento de pelo menos 2º C, provavelmente mais, como resultado da mudança climática provocada por atividade humana. No último século, a temperatura média global subiu em torno de 0,7º C. Rahmstorf estimou que, mesmo se o aquecimento parasse em 1,5º C, a elevação de 2 metros no nível dos oceanos ainda ocorreria nos próximos séculos, levando alguns países insulares a desaparecer. Sua melhor estimativa é de uma elevação de 1 metro neste século, pressupondo um aquecimento de 3º C, e até 5 metros nos próximos 300 anos. “Não há nada que possamos fazer para parar isso, a menos que consigamos resfriar o planeta. Isso exigiria retirar o dióxido de carbono da atmosfera. Não há modo conhecido de se fazer isso na escala necessária, hoje”. Cientistas explicam que o derretimento das geleiras é um processo que acelera a si mesmo, porque com menos gelo na superfície da Terra, menos radiação do Sol é refletida de volta ao espaço, e o planeta se aquece mais, derretendo mais gelo.

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...