segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Aquecimento do clima pode reduzir a absorção de carbono pelas árvores

Um dos argumentos utilizados pelo ecocéticos das mudanças climáticas é que o aumento de CO2 na atmosfera seria benéfico às florestas, ao ‘adubar’ as árvores, permitindo o crescimento de sua massa vegetal. Há quem, deliberadamente, misture crescimento de massa com aumento de área, para justificar o desmatamento crescente. No entanto, ao contrário destes argumentos, um novo estudo [Longer growing seasons lead to less carbon sequestration by a subalpine forest] sugere que as florestas subalpinas absorverão menos carbono em razão das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. O estudo, que será publicado na edição de fevereiro da revista Global Change Biology, foi realizado por pesquisadores da University of Colorado at Boulder, em conjunto com o Instituto Cooperativo de Investigação em Ciências Ambientais (Cooperative Institute for Research in Environmental Science – CIRES), contradiz estudos realizados em outros ecossistemas que indicam o crescimento florestal a partir da maior absorção de carbono. Os pesquisadores identificaram que a redução da disponibilidade de água, em razão da redução da neve e do consequente degelo, tornou as árvores menos eficientes na conversão de CO2 em biomassa. Chuvas de verão não conseguiram compensar a diferença. De acordo com o estudo, no caso das florestas subalpinas, a neve é muito mais eficaz do que a chuva no fornecimento de água para estas florestas e mesmo que o aquecimento traga mais chuva, isso não vai compensar o potencial de absorção de carbono perdidos devido ao degelo em declínio. Além do mais, florestas mais secas também são mais suscetíveis à infestação de besouros e incêndios florestais. Os pesquisadores foram capazes de distinguir entre a neve da primavera e a chuva de verão, na matéria vegetal, através da análise de pequenas variações em átomos de hidrogênio e oxigênio nas moléculas de água.A questão é delicada porque as florestas subalpinas respondem por 70% dos sumidouros de carbono, ou áreas de armazenamento de carbono do oeste dos Estados Unidos. Sua distribuição geográfica inclui grande parte das Montanhas Rochosas, Sierra Nevada e áreas montanhosas do noroeste do Pacífico.

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