sábado, 7 de agosto de 2010

O lixo não cabe mais embaixo do tapete

A gestão dos resíduos é um dos grandes desafios do desenvolvimento sustentável: os EUA é o campeão da sujeira: descartam 230 milhões de toneladas de resíduos sólidos anualmente (em 2008). Japão, Alemanha, Inglaterra, França e Espanha também são grandes produtores de lixo, segundo o Compromisso Empresarial para a Reciclagem. No Brasil, a produção de resíduos é de 240 mil toneladas diárias em 2009 (87,6 milhões anuais), sendo que apenas 13,8% (760) dos municípios utilizam aterros sanitários. Dos 5507 municípios brasileiros, 63,6% encaminham os resíduos sólidos para lixões, 18,4% para aterros controlados, 13,8% para aterros sanitários e 4,2% utilizam queima controlada e centrais de triagem e reciclagem. Os Mecanismos de Desenvolvimento Limpos (MDL) estabelecidos através de acordos e metas internacionais da ONU no Protocolo de Kyoto facilitam a gestão dos resíduos sólidos, oportunizando a elaboração de projetos sustentáveis de redução de emissões de gases poluentes como o CO2 (gás carbônico), CH4 (metano) e N2O (óxido nitroso). Apesar do fracasso da COP-15 que deveria reafirmar os acordos e redefinir as metas e de fraudes nas emissões de créditos de carbono, principalmente na Alemanha, as próximas negociações da ONU devem estabelecer alguns mecanismos internacionais de incentivo à gestão dos resíduos sólidos. O governo brasileiro, através do Ministério das Cidades em cooperação com o Banco Mundial e o governo japonês, incentiva projetos de MDL nos 200 municípios de maior população, responsáveis por 60% do total de resíduos sólidos urbanos do país. A conscientização das administrações públicas, empresas e consumidores para a gestão adequada dos resíduos, reciclagem, reutilização, redução, racionalização e incentivos a programas e projetos que preservem os recursos e paisagens naturais é indispensável à qualidade de vida e manutenção da biodiversidade. (EcoDebate)

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