sexta-feira, 11 de março de 2011

As Águas Superficiais

As águas superficiais são representadas pelas drenagens e rios que coletam as águas das chuvas que não se infiltram e não evaporam. As águas das chuvas também são conhecidas como águas freáticas.
Em hidrologia, a ciência que estuda as águas superficiais, é bem conhecida a equação denominada balanço hídrico. Esta contabilidade representa a quantidade de chuva de uma determinada região, que após descontar as águas que sofrem infiltração nos solos e evapotranspiração, representa a disponibilidade de águas de uma bacia hidrográfica.
As águas que sofrem escoamento superficial, denominado “run off”, e que acabam em drenagens e rios, representam as reservas hídricas superficiais disponíveis. As águas superficiais das bacias hidrográficas são gerenciadas atualmente pelos comitês de bacias hidrográficas e se destinam prioritariamente às necessidades de consumo humano, servindo posteriormente, para as atividades agrícolas e industriais.
Conforme as características físicas dos solos e rochas do substrato que compõe a bacia hidrográfica considerada, temos a interação entre os rios e os lençóis freáticos ou subterrâneos adjacentes. Considerando principalmente a variável permeabilidade, que é a capacidade das águas de migrarem em um determinado meio físico e medida em cm/s, temos os estabelecimentos dos regimes fluviais.
Em geral, na estação de baixa pluviosidade, as águas migram dos rios para o interior dos solos e das rochas, caracterizando um regime denominado de influente, dependendo das demais variáveis, evidentemente.
Nas estações de alta pluviosidade, as águas tendem a realimentar os rios a partir dos solos e rochas, constituindo o denominado regime efluente.
Este fenômeno, muito evidente, explica porque a poluição dos continentes atinge os rios, e a poluição dos mananciais hídricos atinge os lençóis freáticos (de águas das chuvas) ou subterrâneos (de águas acumuladas nas rochas em profundidades).
Este fenômeno comprova mais uma vez, a complexidade e a inter-relação de todas as variáveis dos meio físicos, biológico e antrópico que formam o meio ambiente. A água, com suas características de solvente universal é o grande promotor da disseminação da poluição, através de ocorrências conhecidas como plumas de contaminação.
Agora é fácil entender que não se despolui um rio, sem controlar a poluição nos continente e vice versa. Na despoluição do rio Tamisa na Inglaterra e no Sena em Paris, a ideia não é tratar a água do rio, isto é impossível, tirar a água dos rios, tratar e colocar de volta.
Os objetivos foram de tratar todos os esgotos domésticos e efluentes industriais, antes de fazer as águas retornarem aos sistemas hídricos superficiais.
Assim, sem receber mais cargas poluidoras juntamente com águas servidas, os rios sofreram recuperação natural e a qualidade das águas melhorou muito. E com esta melhora pode se afirmar que houve melhoria da qualidade de vida das populações afetadas.
Este é o princípio que deve nortear toda recuperação de drenagens superficiais, tratar as águas tanto domésticas quanto industriais, para que não carreguem mais cargas poluidoras para o interior dos cursos de água. Dar destinação adequada aos resíduos sólidos, tanto domésticos quanto industriais para que não mais poluam as águas dos continentes, porque é nítido entender que os lençóis aquíferos estão inter-relacionados. (EcoDebate)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...