sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mudas plantadas em São Paulo já morreram

Mudas plantadas no Largo da Batata e na Marginal já morreram
Maioria não alcançou nem 50 cm; para especialistas, faltam fiscais e planos que considerem impactos de obras em série.
Nem um ano se passou e as jabuticabeiras plantadas para compensar a retirada de 80 árvores do Largo da Batata, em Pinheiros, morreram "bebês", antes de alcançar 50 cm. A promessa da Prefeitura era dobrar a área verde do local.
"Cansei de ver gente pisando em cima das mudas, urinando no canteiro, jogando lixo. Não existe muda que resista", relata Maria Augusta Prado, de 42 anos. O replantio das mudas deve ocorrer só na segunda fase das obras, a partir do segundo semestre.
A morte de mudas usadas na compensação ambiental se repete em outras obras públicas realizadas na cidade nos últimos dois anos. O caso mais evidente ocorreu na Marginal do Tietê. Jequitibás-rosa, ipês brancos e roxos, jatobás, paus-brasil, ingás e sibipirunas plantados ao longo dos 24 quilômetros morreram durante o processo de retirada e replantio dos novos canteiros da via, no início de 2010. Parte das mudas secou antes de florescer.
A Dersa tem feito o replantio para compensar as 817 árvores retiradas das margens do rio durante a ampliação das novas pistas. Ao todo estão previstas 17 mil novas mudas ao longo do rio.
A Marginal e a Rodovia Anhanguera também perderam 1.400 árvores para a construção das novas alças de acesso entre a estrada e a região da Lapa, na zona oeste. O replantio de mudas foi feito nas margens do Tietê, perto do Cebolão, até o encontro com o Rio Pinheiros, no Jaraguá. Em casos como esses, técnicos da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente deveriam fiscalizar se as mudas plantadas realmente cresceram - a pasta conta atualmente com 28 fiscais. O número, entretanto, é considerado pequeno por especialistas.
Erro
Para o ambientalista Carlos Bocuhy, o maior erro é que a compensação para cada um dos empreendimentos é analisada de forma separada. No Morumbi, por exemplo, Bocuhy diz que o bairro sofre hoje um impacto mais forte por causa do conjunto de obras. "Aquela região é um refúgio de pássaros em extinção. O desmatamento ali deveria demandar estudo mais profundo, que considere os impactos cumulativos", diz. (OESP)

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