terça-feira, 23 de agosto de 2011

Desmate cresce 16% na Amazônia

Índice em 12 meses sugere que a taxa anual de 2011 baterá o recorde histórico do ano passado.
Em 12 meses, o desmatamento na Amazônia medido pelo sistema de alerta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) superou o do mesmo período do ano passado em 16%. O temor é que taxa oficial do ano supere os 6.451 km2 medidos em 2010, um recorde histórico.
A taxa oficial, medida pelo sistema Prodes, deverá ser divulgada em novembro, com base no desmatamento medido no mesmo período, entre agosto de 2010 e julho deste ano.
"Realmente houve um aumento", afirmou Mauro Pires, diretor do Departamento de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente. A alta interrompe a trajetória de queda registrada no País nos dois últimos anos.
Mauro Pires diz que a taxa poderia ser muito maior, diante da expectativa existente no governo a partir de abril, quando se verificou um aumento do ritmo das motosserras concentrado em Mato Grosso do Sul.
Na época, o surto do desmate no Estado foi associado às mudanças nas regras de proteção ambiental nas propriedades, discutidas na reforma do Código Florestal, e às novas regras definidas para Mato Grosso por meio do zoneamento econômico-ecológico. O recordista do desmate voltou a ser o Pará.
Cenário
No pior cenário traçado pelo governo, o desmatamento neste ano poderia superar 8 mil km2, ultrapassando o abate de árvores registrado em 2009, de 7.464 km2, quase cinco vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
A diferença entre o sistema de detecção do desmatamento em tempo real (Deter) e aqueles registrados pelo Prodes, que baseia a taxa oficial do ano, decorre da rapidez e da precisão da passagem dos satélites pelo INPE.
O Prodes é mais lento, mas capta áreas de desmatamento menores que 25 hectares. Ao mesmo tempo despreza áreas em que não houve o chamado corte raso de árvores, a forma mais radical de desmatamento.
O desmatamento ainda responde, no Brasil, pela maior parcela do lançamento de carbono na atmosfera. (OESP)

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