quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Amazônia recupera 55%

Amazônia recupera 55% da área desmatada
Dados de satélite indicam que taxa de desmate em unidades de conservação caiu nos últimos anos, mas ritmo ainda preocupa.
Uma área de mais de três vezes o tamanho da cidade de São Paulo está em regeneração em Unidades de Conservação federais na Amazônia. Isso equivale a 55% da área desmatada antes de 2008 nessas áreas de preservação da floresta, segundo análise divulgada ontem pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Chico Mendes, responsável pela administração das Unidades de Conservação.
Com base em informações obtidas por imagens de satélite, o Ministério informa que a taxa de desmatamento em Unidades de Conservação caiu entre 2009 e 2010, de 4,07% para 2,08%. O porcentual é o mais baixo desde 2003, mas o movimento das motosserras no interior das áreas protegidas mostra picos de desmatamento em 2007 e 2009. Em 2010, foram desmatados 134 quilômetros quadrados nas áreas protegidas. Na Amazônia, os satélites registraram o desmatamento de 7 mil quilômetros quadrados.
Nas Unidades de Conservação, mais de 95% da floresta encontra-se preservada, de acordo com dados do projeto. A área desmatada é de 8.570 quilômetros quadrados, quase seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O projeto TerraClass, coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), identifica o uso da terra em áreas já desmatadas e mostra que a chamada vegetação secundária alcança 45,13% do que havia sido desmatado. As áreas de regeneração com pasto somam mais 9,83%. Se computados os pastos sujos, as áreas em processo de regeneração da floresta alcançam 64%.
"É um porcentual bem maior do que o verificado na área não protegida da floresta", destaca Mauro Pires, diretor de combate ao desmatamento do Ministério do Meio Ambiente. Fora das Unidades de Conservação, a regeneração da floresta é de 20%, em média. O estudo indicou 4,76% da área desmatada ocupada pela agropecuária, e outros 2,39% são usados para atividades de mineração no interior das Unidades de Conservação.
Hoje, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também divulgou a redução em 43% do desmatamento na Amazônia em relação a setembro do ano passado. Até o final do ano, o governo divulga a taxa oficial de desmatamento, medida entre agosto de 2010 e julho de 2011. O número deverá mostrar um aumento em relação ao ano passado. Daí o esforço para mostrar que a alta a ser anunciada não indica uma tendência. O Estado do Mato Grosso lidera o ranking do desmatamento neste ano. No topo da lista dos Estados que mais desmatam, tomou o lugar do Pará. Rondônia também registrou alta em 2011. (abril)

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