quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Incentivos impulsionam emissões de gasses

Incentivo à energia e agricultura impulsionam emissões de CO2 no Brasil
Os incentivos fiscais ao transporte, à energia e à agricultura no Brasil, promovidos pelo governo para impulsionar a economia, favorecem o aumento das emissões de gases de efeito estufa, revela um estudo divulgado em 05/11/13.
Na última década, o governo diz ter reduzido em 80% o desmatamento na Amazônia e, com isso, cortado consideravelmente as emissões de gases de efeito estufa no País.
"Mas a emissões dos setores de energia e agropecuária aumentaram e hoje somam 67% das emissões", destacou o estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), tomando como base dados do ministério da Ciência e Tecnologia.
O estudo destaca que os incentivos do governo à indústria de veículos automotores e os subsídios à gasolina e ao diesel têm uma relação direta com o alto crescimento do parque automotivo e o consumo de combustíveis.
Os incentivos fiscais aumentaram 69% ao ano na última década para o setor da energia, 38% para a agricultura e 18% para os carros, reforçou o informe.
O ministério calcula que as emissões de CO2 derivadas de energia e agropecuária, grandes setores beneficiados por incentivos fiscais, aumentaram respectivamente 41% e 24% entre 1995 e 2005, e 21% e 5% entre 2005 e 2010.
Esta mesma correlação se dá entre os incentivos e o uso de termelétricas a carvão e gás natural.
No caso da agroindústria brasileira, denuncia que "se de um lado o governo fez esforços para fomentar a agricultura de baixo carbono, de outro (tem favorecido) exonerações fiscais na importação e comercialização de fertilizantes".
"Conseguimos estabelecer uma primeira correlação clara entre incentivos e aumento das emissões, que nos serve para reivindicar do governo que a política tributária seja coerente com outras orientadas ao desenvolvimento sustentável", disse à AFP o coordenador do estudo, André Lima.
O estudo, apresentado na terça-feira, defende uma reorientação gradual dos benefícios fiscais a favor de atividades como recuperação de florestas, agroecologia, energias renováveis, veículos elétricos e transportes públicos com matriz energética de baixa emissão, entre outros. (yahoo)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...