quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cantareira sobe mais e vai a 8,3% da capacidade

Cantareira novamente tem maior alta desde o início da crise hídrica.
Pelo segundo dia, principal manancial subiu 0,5% e opera com 8,3% da capacidade; este foi o 12° aumento seguido.
O Sistema Cantareira, principal reservatório que abastece a capital paulista e a Grande São Paulo, registrou pelo segundo dia consecutivo a maior alta desde o início da crise hídrica, em janeiro de 2014. O nível do manancial subiu 0,5% e opera com 8,3% da capacidade em 17/02 ante 7,8% em 16/02/15, de acordo com relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Esta foi a 12ª vez seguida que o Cantareira registrou aumento do volume de água represada. Nos 17 primeiros dias de fevereiro, a pluviometria acumulada é de 228,4 milímetros, cerca de 14% a mais do que o esperado para todo o mês (199,1 mm). Só entre 16 e 17/02/15 choveu sobre as represas que compõem o Cantareira 22,3 mm.
As primeiras chuvas que caíram sobre o manancial após o longo período de estiagem serviram apenas para umedecer o solo. Agora, já há acúmulo de água.
As primeiras chuvas que caíram sobre o Cantareira após a estiagem serviram apenas para umedecer o solo; agora, há acúmulo de água
Outro fator que explica as altas consecutivas do manancial, responsável por atender 6,2 milhões de pessoas, é que a quantidade de água retirada dos reservatórios pela Sabesp tem sido gradativamente reduzida. Em dezembro, a vazão média no Cantareira era de 18,5 mil litros por segundo. Dois meses depois, o número está em 11,9 mil l/s - redução de mais de 35%.
Em comparação com 1º de janeiro, quando os reservatórios tinham 7,2% da capacidade, a alta foi de 1,1%. O atual cálculo da Sabesp, porém, envolve duas cotas do volume morto - uma de 182,5 bilhões de litros de água, adicionada em maio, e outra de 105 bilhões, em outubro. Com a quantia extra, o Cantareira saltou artificialmente primeiro de 8,2% para 26,7% e, depois, de 3% para 13,6%.
Outros mananciais
O nível dos outros cinco reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo subiu. Proporcionalmente, o Sistema Rio Grande teve o maior aumento, de 0,9% e passou de 81,1% para 82%.
Já o Alto Tietê subiu 0,6 ponto porcentual nesta terça-feira após registrar 17,5 mm de chuvas, variando de 14,6% para 15,2% da capacidade. Atualmente, o cálculo da Sabesp inclui 39,4 bilhões de litros de água do volume morto, adicionados em dezembro.
Por sua vez, o Guarapiranga aumentou 0,3% e operou em 17/02 com 55,6% da capacidade, contra 55,3% do dia anterior. E os Sistemas Alto Cotia e Rio Claro subiram 0,2 e 0,4%, respectivamente, e estão com 34,7% e 33,2% da capacidade. (OESP)

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