sábado, 19 de dezembro de 2015

Abra lança diagnóstico da reciclagem animal no Brasil

Suinocultura Industrial
A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) lançou em 10/12/15, o 2º Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal. O estudo apresenta dados atualizados do setor, com informações sobre a produção de farinhas e gorduras feitas a partir do processamento de coprodutos animais. Além disso, traz os números de exportações, empregos e impostos gerados pelas indústrias desse segmento. Mais de 60 pessoas participaram do evento.
Esse é o segundo estudo completo sobre o setor feito pela Abra. O primeiro foi divulgado em 2011. Os objetivos são mostrar uma fotografia atual do segmento, apontar o potencial econômico da reciclagem animal no país e destacar a importância ambiental dessa atividade. A entidade espera ainda indicar os principais desafios a serem enfrentados pelas indústrias nos próximos anos.
O 2º Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal foi apresentado pelo economista Ricardo Caldas. Ele destacou o potencial do setor e afirmou que o Brasil ainda precisa ser mais atuante e impositivo, com sua qualidade de produção, no mercado externo. Caldas também ressaltou dados referentes ao número de empregos gerados pela reciclagem animal: são 40 mil postos diretos de trabalho. Para ele, o desafio agora é realizar um levantamento seguro de quantos empregos indiretos o setor gera e sustenta. Dessa forma, a reciclagem animal ganhará cada vez mais força junto ao governo para reivindicar políticas públicas.
Durante o evento, a professora da Universidade de São Paulo (USP), Masaio Mizuno, apresentou o estudo “Mitigando riscos na coleta de carcaça de suíno”, que vai embasar projetos pilotos a serem desenvolvidos em breve no Paraná e em Santa Catarina. Já o coordenador técnico da Abra, Lucas Cypriano, apresentou o site do programa Abra que Aqui Tem Qualidade (AATQ), mais um instrumento lançado para auxiliar a cadeia de reciclagem animal brasileira.
As indústrias de reciclagem animal são vitais para toda a cadeia produtiva de carnes brasileira. Em 2014, elas processaram 12,4 milhões de toneladas de coprodutos, como vísceras, sangue e ossos de bovinos, suínos e aves. Foram 5,3 milhões de toneladas de farinhas e gorduras produzidas no Brasil, ingredientes importantes para fabricação de rações, biodiesel, produtos de higiene e cosméticos, fertilizantes e itens como vernizes e lubrificantes.
Sem o processamento, os resíduos dos abates em frigoríficos e abatedouros seriam descartados no meio ambiente. (biodieselbr)

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