quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Agricultura mais sustentável combaterá fome e mudanças climáticas


Agricultura deve ser mais sustentável para combater fome e mudanças climáticas, diz FAO.


Em evento em Brasília com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediu adaptação da produção e do consumo de alimentos, diminuição do desperdício e melhorias na gestão dos solos e recursos naturais.


No evento em Brasília para comemorar o Dia Mundial da Alimentação — celebrado em 16 de outubro —, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediu adaptações das práticas produtivas da agricultura para garantir a segurança alimentar da população num futuro marcado pela ameaça das mudanças climáticas.
O representante nacional da agência da ONU, Alan Bojanic, alertou que são as pessoas mais pobres do mundo, entre elas, muitos agricultores e pescadores, as mais afetadas pela elevação das temperaturas e pelo aumento da frequência de desastres naturais ligados às transformações do clima.
“Por isso, precisamos mudar nossas posturas atuais, o que inclui novas formas de praticar a agricultura, alterar os padrões de consumo, diminuir o desperdício e as perdas de alimentos. Cabe a nós implementar a gestão sustentável dos recursos naturais, melhorar a gestão e fertilidade dos solos, melhorar a captação de CO2 em florestas, entre outros”, afirmou o especialista.
Realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, o encontro contou com a participação do chefe da pasta, Osmar Terra, que ressaltou que a segurança alimentar não deve sair da pauta dos governos.
“Todos esses compromissos de fortalecer a segurança alimentar já estão no novo Plano de Segurança Alimentar e Nutricional para o período 2016/2019”, afirmou.
Também presente, o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, Raimundo Deusdará Filho, destacou a necessidade de promover uma gestão adequada dos recursos naturais.

“Floresta em algum momento é plantar e colher. Isso tem todo um simbolismo e relevância quando se fala em mudanças climáticas. Somos solidários com esse dia e reafirmamos o compromisso com a FAO, com a qual realizamos vários projetos em conjunto, desenvolvendo estratégias para o uso sustentável da floresta”, disse.
Todos os alimentos oferecidos aos convidados durante a comemoração eram da agricultura familiar e os lanches valorizaram os produtos típicos do cerrado.
O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Maurício Lopes, lembrou do Programa ABC Agricultura de Baixo Carbono, uma das maiores iniciativas do planeta, segundo ele, voltadas para a promoção da sustentabilidade na agricultura.
O representante do organismo iniciativa também chamou atenção para o Sistema Integração, Lavoura e Pecuária — estratégia que une aumento da produtividade com conservação de recursos naturais em áreas já desmatadas que passam por uma intensificação de seus usos.
Mulheres no campo
O evento também celebrou o Dia Internacional das Mulheres Rurais e contou com a participação da oficial da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino, que lembrou que o público feminino representa quase metade da força de trabalho agrícola no mundo.
“A segurança alimentar passa necessariamente pelas mulheres rurais e todos os países devem fortalecer e criar políticas de apoio ao trabalho dessas agricultoras”, enfatizou. (ecodebate)

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