sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Primeiro navio de carga autônomo e com zero emissão de carbono

O jornal Wall Street Journal noticiou que o primeiro navio de carga automatizado sem tripulação do mundo será lançado em 2018. O Yara Birkeland, construído na Noruega, usará GPS, radar, câmeras e sensores para navegar em torno de outras embarcações e transitará por conta própria. As baterias serão recarregadas quando estiver estacionado para carga e descarga.
A previsão é que o navio custe cerca de US$ 25 milhões (o que é aproximadamente três vezes mais caro do que um navio-contêiner padrão do mesmo tamanho). Mas os investidores dizem que sem a necessidade de combustível ou tripulação, os custos operacionais anuais serão reduzidos em até 90%.
O navio se tornará autônomo por etapas, disse Yara. Em 2018, operará inicialmente como uma embarcação tripulada, passando para operação remota em 2019 e espera-se que seja capaz de realizar operações totalmente autônomas a partir de 2020. O Yara Birkeland está sendo desenvolvido conjuntamente pela empresa agrícola Yara International e pela empresa de tecnologia Kongsberg Gruppen.
Foi apelidado de “Tesla dos mares” e está programado para começar a entregar fertilizantes de uma instalação de produção para o porto de Larvik a cerca de 37 milhas de distância, no final de 2018. A perspectiva dos fabricantes é que o navio também reduza as emissões. A empresa diz: “Queremos ter emissão zero”.
O lançamento do Yara Birkeland vem reforçar a tendência de veículos autônomos, que é uma das promessas da Revolução 4.0. Ainda não está claro quais seriam os benefícios de todos os avanços tecnológicos incorporados no transporte autônomo. Mas parece que é uma tendência que veio para ficar e terá muitos impactos sobre o emprego na área de transporte.
O setor de transporte, em geral e o marítimo, em particular, são caros e poluidores. Se as inovações vierem para melhorar o setor de transporte de cargas e para descarbonizar sua pegada ecológica, poderão trazer impactos positivos para a economia, a sociedade e o meio ambiente. Mas isto é só um pequeno pedaço de todas as transformações que precisam ser feitas para reduzir os efeitos degradantes da sobrecarga das atividades antrópicas sobre o Planeta. (ecodebate)

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