terça-feira, 11 de agosto de 2020

Amazônia tem o 14º mês seguido de aumento de desmate

Amazônia tem 14º mês seguido de aumento de desmate, e derrubada em junho/2020 é a maior desde 2016.
Crescimento constante ocorre em meio a operações do exército e a pressão internacional.

O desmatamento na Amazônia teve mais um mês de alta em relação ao ano anterior, o 14º seguido, e é o maior desde 2016, segundo dados do Deter, programa do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O sistema mede a derrubada de floresta praticamente em tempo real e é usado para auxiliar ações do IBAMA de combate a crimes ambientais.

O crescimento ocorre mesmo com a propagandeada ação Verde Brasil 2, que colocou o Exército na floresta para ajudar no combate ao desmatamento, e com a pressão de investidores internacionais por ações do governo para combate ao desmate.

A destruição da floresta cresceu cerca de 10% em relação ao mesmo mês de 2019 e atingiu o maior valor de km² destruídos da série histórica recente, que começou em 2015.

O Deter também pode ser usado para acompanhar a tendência de desmatamento na Amazônia, que tem sido crescente desde antes do início do governo Jair Bolsonaro.

Em relação a anos anteriores, os dados de junho de 2020 são ainda maiores. Em comparação com 2018, o desmatamento no mês passado cresceu quase 112%. Comparado a 2017, o aumento foi de 70%.

Em 2019, os alertas de desmatamento do Deter -e também os alertas de queimadas- foram colocados, sem apresentação de explicações, em dúvida pelo presidente e sua equipe ministerial. No fim do ano, quando o INPE apresenta o dado consolidado de quanto desmate ocorreu na floresta, veio resultado: mais de 10.000 km² destruídos, o recorde da década.

O conhecimento constante do desmatamento tem feito aumentar a desconfiança internacional em relação à vontade do Brasil de frear a destruição. Frente às questões internacionais, é comum membros do governo criticarem as críticas. (selecoes)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...