sábado, 21 de outubro de 2023

Infraestrutura verde sequestra carbono e reduz emissões

Árvores do Campus da USP Butantã, que possui uma floresta urbana dentro da universidade e é uma das áreas mais arborizadas de São Paulo.

Dezenas de cidades europeias poderão atingir zero emissões líquidas de carbono nos próximos 10 anos, incorporando a natureza nas suas infraestruturas, de acordo com um novo estudo.

Publicada recentemente na revista Nature Climate Change, a análise mostra as formas como as cidades podem orquestrar uma vasta gama de soluções verdes, como parques, paisagismo urbano e jardins em telhados, não só para capturar as emissões de carbono, mas também para ajudar a reduzi-las.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Suécia, dos EUA e da China. Recomenda as abordagens mais eficazes para o sequestro natural de carbono em 54 cidades da UE. E mostra como a combinação destas medidas com outras ações climáticas pode permitir que as cidades alcancem emissões líquidas zero de carbono e reduzam efetivamente as emissões numa média de 17,4%.

Fazenda Escola da UEPG reduz emissão de 400 toneladas de carbono por safra.

Por meio de técnicas empregadas desde 1985, como o plantio direto, cuidado e preservação do solo, a instituição trabalha na redução da emissão de carbono no ar. O plantio direto é uma técnica diferenciada de manejo do solo que busca diminuir o impacto da agricultura e das máquinas agrícolas.

Os resultados baseiam-se na integração de dados de estudos anteriores sobre os efeitos de soluções baseadas na natureza. Estas incluem a agricultura urbana, pavimentos permeáveis que permitem a absorção da água da chuva para o solo, estradas mais estreitas com mais vegetação e árvores, preservação do habitat da vida selvagem e criação de ambientes mais agradáveis para caminhadas e ciclismo.

Por exemplo, parques urbanos, espaços verdes e árvores promovem mais caminhadas, ciclismo e outros hábitos ambientalmente positivos que substituem a condução automóvel. Combinadas com outras soluções, como infraestruturas verdes, estas medidas podem melhorar ainda mais os microclimas urbanos, absorvendo o calor e o frio e, como resultado, reduzindo o consumo de energia nos edifícios.

Infraestrutura verde: um caminho para a sustentabilidade hídrica.

Também fornece orientações sobre quais medidas devem ser priorizadas e onde localizá-las para obter o melhor efeito, diz ela. Por exemplo, em Berlim, o estudo recomenda dar prioridade a edifícios verdes e espaços verdes urbanos, o que poderia resultar numa taxa de redução de emissões de 6% para residências, 13% na indústria e 14% nos transportes. (ecodebate)

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