quinta-feira, 27 de março de 2025

Ondas de calor intensa pressionam a infraestrutura elétrica

Ondas de calor em fevereiro/25 pressionaram a infraestrutura elétrica no país.

Em 17/02/25 Sudeste e Centro Oeste bateram recorde na demanda média, alcançando 54.599 MWmed. Com a previsão de temperaturas até 7°C acima da média nos próximos dias, segundo a Climatempo, as distribuidoras de energia enfrentam um grande desafio.
A onda de calor que atingiu o Brasil se estendeu até o final de fevereiro/25. Tendência é que as temperaturas permaneçam elevadas em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, com temperaturas entre 5ºC e 7ºC acima da média de fevereiro que já é elevada.

O calor intenso e prolongado traz um desafio para o planejamento das distribuidoras de energia, que veem a demanda crescer, podendo gerar sobrecarga e superaquecimento em equipamentos como transformadores, subestações e cabos elétricos, o que reduz a sua eficiência e pode causar interrupções segundo alerta a Climatempo, empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo.

Um novo recorde na demanda média de carga no Sudeste/Centro-Oeste foi registrado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em 17/02/25, de 54.599 MWmed. Em menos de 30 dias, esta é a segunda vez que houve registro de recorde de demanda média, superando em 1,1% os 53.997 MWmed de 22 de janeiro.

Em nível nacional, o ONS registrou em 12/02/25 mais uma quebra de recorde na demanda de carga instantânea no Sistema Interligado Nacional (SIN), que alcançou a marca de 103.785 MW. Foi o terceiro recorde do ano, superando os patamares aferidos em 11/02/25 (103.335 MW) e 22/1 (102.810 MW).

“Para minimizar impactos, é essencial um acompanhamento contínuo da previsão climática, com destaque para previsões mensais, que auxiliam as distribuidoras no planejamento e na operação do sistema elétrico”, explica a meteorologista e especialista da Climatempo para o setor elétrico, Marcely Sondermann.

Calor extremos tem se tornado mais frequente

Calor extremo pressiona sistema elétrico e bate recordes de consumo no Brasil.

Uma onda de calor ocorre quando as temperaturas ficam ao menos 5°C acima da média durante 5 dias consecutivos. Nos últimos anos, essas ondas têm sido cada vez mais frequentes e intensas devido às mudanças climáticas, e fenômenos naturais como o El Niño (aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, que ocorreu em 2023 e 2024), também favorecem a ocorrência de ondas de calor.

A meteorologista lembra que, atualmente, estamos sob a influência do La Niña, caracterizado pelo resfriamento do Pacífico equatorial. “No entanto, outros oceanos permanecem muito aquecidos, intensificando as ondas atmosféricas e favorecendo a formação de bloqueios atmosféricos – como o que estamos enfrentando agora em fevereiro. Esses bloqueios atmosféricos estão associados a massas de ar seco e quente, que favorecem a ocorrência de ondas de calor”, conta.

Apesar do calor intenso, a chuva ainda deve ocorrer nos próximos dias, mas de forma isolada. As pancadas serão mais esparsas e terão pouco efeito na redução do calor. Isso acontece porque a massa de ar quente inibe a formação de nuvens carregadas, favorecendo dias mais secos e quentes na maior parte das regiões impactadas.

De acordo com a Climatempo, faltando pouco para o fim do verão, a tendência é a que o período de chuva retorne amenizando o calor mais forte. Mas, ainda poderá ter alguns novos episódios de onda de calor até o fim do verão. (pv-magazine-brasil)

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