domingo, 11 de janeiro de 2026

2025 foi o 3° ano mais quente dos últimos 120.000 anos

2025 foi o terceiro ano mais quente dos últimos 120 mil anos.

O ano de 2025 marcou o aniversário de uma década do Acordo de Paris, mas ao invés de reduzir, houve um aumento do aquecimento global. O ano registrou uma temperatura de 1,47ºC acima da média do período pré-industrial (1850-1900), provavelmente, o terceiro ano mais quente dos últimos 120 mil anos.

O aquecimento global é a maior ameaça existencial à humanidade. Se nada for feito, a maior parte da população mundial pagará um alto preço

O ano de 2025 marcou o aniversário de uma década do Acordo de Paris, mas ao invés de reduzir, houve um aumento do aquecimento global.

O ano registrou uma temperatura de 1,47ºC acima da média do período pré-industrial (1850-1900), provavelmente, o terceiro ano mais quente dos últimos 120 mil anos.

A anomalia da temperatura em 2025 ficou abaixo apenas de 2024 (com 1,6ºC) e de 2023 (com 1,48ºC), sendo que a média da anomalia dos últimos três anos ficou em 1,52ºC, portanto, acima do limite mínimo do Acordo de Paris, conforme mostra o gráfico abaixo.

Um aquecimento global de 1,5ºC em relação ao período pré-industrial tem uma ampla gama de efeitos em escala global, afetando ecossistemas, sociedades e economias. Os principais efeitos são:

• Alterações nos Padrões Climáticos (Mudanças no ciclo das chuvas, correntes oceânicas e padrões de vento).

• Acidificação dos Oceanos (Diminuição do pH da água, prejudicando organismos marinhos como corais, moluscos e outras espécies que dependem de carbonato de cálcio).

• Impactos na Biodiversidade (Extinção de espécies que não conseguem se adaptar, migração de outras para novas áreas e desequilíbrios ecológicos).

• Consequências para a Saúde Humana (Aumento de doenças respiratórias, surtos de dengue, malária e outros problemas relacionados ao clima).

• Impactos Econômicos (Perdas agrícolas, carestia, insegurança alimentar, aumento dos custos de seguros, deslocamento de populações e pressão sobre recursos financeiros globais).

• Crises Humanitárias e Deslocamentos (Migração climática, xenofobia, conflitos por recursos e aumento da desigualdade global).

• Ondas letais de calor (Maior risco de incêndios florestais, estresse térmico em humanos e animais, aumento da mortalidade e diminuição da expectativa de vida).

• Derretimento de Gelo e Elevação do Nível do Mar (Inundações em áreas costeiras, perda de habitat, e aumento da vulnerabilidade de cidades e ilhas).

Segundo o climatologista James Hansen o Planeta deve atingir 1,7ºC acima da média da temperatura do período pré-industrial e a marca de 2ºC pode ser atingida até o ano de 2040. Ultrapassar a anomalia de 2°C acima dos níveis pré-industriais representa um ponto crítico de risco sistêmico para o planeta e a economia global.

O limite de 2°C foi estabelecido no Acordo de Paris (2015) como o teto máximo aceitável para evitar os piores impactos das mudanças climáticas — e mesmo essa meta já era considerada arriscada. Superá-la amplifica exponencialmente os perigos ambientais, sociais e econômicos.

O gráfico abaixo mostra que estamos em vias de retroceder o relógio climático em mais de 50 milhões de anos e próximos de reverter uma tendência de resfriamento de milhões de anos em apenas dois séculos.

Uma “Terra estufa” (superquente) e com menos biodiversidade será não só um lugar mais triste para se habitar, como poderá ser a Era de um colapso civilizacional e de um apocalipse ambiental. Assim como o desenvolvimento sustentável se tornou uma contradição em termos, o tripé da sustentabilidade virou um trilema, conforme argumentam Martine e Alves (2015).

A 6ª extinção em massa das espécies e o agravamento do aquecimento global são o prelúdio da possibilidade de um colapso ecossocial.

O aquecimento global é a maior ameaça existencial à humanidade. Se nada for feito, a maior parte da população mundial pagará um alto preço.

No ritmo atual, como mostrou o jornalista David Wallace-Wells, ano a ano, estaremos cada vez mais perto de uma “Terra inabitável”. (ecodebate)

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