quarta-feira, 29 de abril de 2026

Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos

Super El Niño: fenômeno pode ser o mais forte em 140 anos e trazer calor recorde.
Um possível "Super El Niño" em 2026 pode se tornar o mais intenso em 140 anos, com aquecimento acima de no Pacífico Equatorial, alertam especialistas. O fenômeno ameaça trazer calor recorde global até 2027, causando secas severas no Norte do Brasil e chuvas intensas no Sul.

Principais Impactos Esperados:

Calor Extremo: Risco de 2026 e 2027 registrarem temperaturas nunca antes vistas.

Brasil: Secas no norte/nordeste e ondas de calor/inundações no sul e sudeste.

Global: Secas na Austrália, Indonésia e Filipinas; tempestades na América do Sul.

Agricultura: Riscos à produção agrícola e pecuária devido à irregularidade de chuvas e altas temperaturas.

O fenômeno, que pode intensificar respostas atmosféricas globais, exige monitoramento, pois aumenta a pressão sobre o clima já sob aquecimento global. O pico do fenômeno é aguardado entre o final de 2026 e o início de 2027.

A nova previsão do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas aponta para um evento de intensidade rara que pode elevar as temperaturas globais a patamares históricos até 2027.

Uma atualização nos modelos climáticos globais acendeu o alerta para a formação de um Super El Niño ainda este ano. De acordo com o novo boletim do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), as chances de uma versão intensificada do fenômeno climático aumentaram, dobrando as apostas feitas no mês anterior.

Diferente de um El Niño comum, a variante “super” ocorre em média a cada 10 ou 15 anos. Ela é caracterizada pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial em mais de 2°C acima da média, o que desencadeia uma resposta atmosférica global muito mais persistente e severa.

O que esperar de um Super El Niño?

O fenômeno altera drasticamente o regime de chuvas e temperaturas ao redor do globo. De acordo com o Washington Post, os impactos podem superar os registros do evento de 2015, até então o mais intenso já monitorado.

Especialistas como Paul Roundy, professor da Universidade Estadual de Nova York em Albany, sugerem que este pode ser o El Niño mais forte dos últimos 140 anos no Oceano Pacífico.

Principais impactos previstos até outubro:

• Américas: secas severas na América Central e no norte do Brasil. Em contrapartida, Peru e Equador podem enfrentar inundações, enquanto o sul dos EUA e partes da América do Sul devem registrar ondas de calor frequentes.

• Ásia e Oceania: risco elevado de seca na Índia (prejudicando a agricultura), Indonésia, Filipinas e Austrália.

• Oceanos: aumento na formação de ciclones e tufões no Pacífico, mas uma redução na atividade de furacões no Atlântico.

• Europa e África: verão com calor acima da média e umidade elevada em grande parte da Europa e do centro da África.

Recordes de temperatura em 2027

Um dos pontos mais críticos levantados pelos meteorologistas é o efeito “escada” no aquecimento global. Devido à alta concentração de gases de efeito estufa, o planeta não consegue dissipar todo o calor liberado por um Super El Niño antes que o próximo ciclo comece.

Como o pico do fenômeno costuma ocorrer entre dezembro e janeiro, a tendência é que 2027 quebre os recordes de temperatura estabelecidos em 2024.

“O sistema climático não consegue exaurir efetivamente o calor liberado em um grande evento de El Niño antes que o próximo venha e empurre a base de temperatura para cima novamente”, explicou Eric Webb, meteorologista do Departamento de Defesa dos EUA.

Além do calor extremo, a atmosfera mais quente aumenta a capacidade de retenção de umidade, o que potencializa o risco de tempestades catastróficas e inundações em regiões específicas, redesenhando o mapa de riscos climáticos para os próximos 2 anos.

Por que 2027 pode ser o ano mais quente da história?

Embora o recorde de intensidade do El Niño no oceano pertença a 2015 (quando as águas subiram 2,8°C), o planeta como um todo viveu seu ano mais quente em 2024.

O perigo agora é que os modelos para 2026/27 indicam um fenômeno ainda mais potente que o de 2015. Se isso se confirmar, a combinação desse “superaquecimento” do mar com a crise climática atual deve fazer de 2027 o novo recordista absoluto de calor, superando as marcas históricas do ano passado.

Um fenômeno climático raro pode estar prestes a mudar o clima do planeta nos próximos meses.

‘Chance séria do El Niño mais forte em mais de 140 anos’ seca severa e calor são esperados a partir do final do verão. (olhardigital)

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