O
El Niño deve retornar ao Brasil no fim de abril/2026, com consolidação em maio,
trazendo riscos de ondas de calor intenso e atraso no início das chuvas da
primavera (setembro/outubro). O fenômeno, que pode ganhar força
("super" El Niño), promete um inverno quente e afetar safras,
especialmente no Centro-Oeste.
Principais
Impactos no Brasil (2026/2027):
Ondas
de Calor: Temperaturas acima da média durante o outono, inverno, primavera e
verão, com destaque para o Centro-Sul e Sudeste.
Atraso
nas Chuvas: A regularização das chuvas na primavera deve ser tardia,
firmando-se apenas entre a segunda quinzena de outubro e novembro.
Impacto
Regional:
Sul:
Risco de chuvas volumosas e enchentes.
Norte/Nordeste:
Risco de secas severas.
Centro-Oeste/Sudeste:
Secas irregulares, veranicos (períodos secos) e impacto na safra de soja/milho.
Alerta:
O Cemaden alerta para possíveis "desastres térmicos" e impactos no
custo de alimentos e energia.
A
possibilidade de formação é superior a 80% para o 2º semestre de 2026.
El
Niño "superpoderoso" deve chegar ao Brasil em maio e ameaça lavouras
Fenômeno
pode provocar seca e enchentes em diferentes regiões do Brasil ao longo do
segundo semestre e ameaça produção agrícola.
Como será o clima no outono que vai marcar a volta do El Niño
El Niño no Brasil pode trazer seca severa e risco de enchente ao mesmo tempo
O
fenômeno El Niño, aquecimento das águas do Oceano Pacífico, deve chegar com
força no Brasil a partir de maio, alertam meteorologistas do mundo inteiro. A
ocorrência já era prevista desde o início do ano, mas as possibilidades de
formação aumentaram nas últimas semanas. De acordo com os órgãos de
meteorologia, o fenômeno pode ter uma maior intensidade neste ano e, por isso,
já está sendo chamado de “El Niño Superpoderoso”, com anomalias térmicas de até
2ºC.
Atualmente,
o Brasil atravessa uma fase de neutralidade climática, típica do outono. No
entanto, a transição para o fenômeno a partir de maio já coloca em alerta
produtores rurais para a finalização da colheita da safra de verão e o planejamento
da safra 2026/2027, que tem início a partir de setembro em regiões importantes
como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.
Impactos
climáticos esperados nas regiões
De
acordo com projeções da NOAA (agência oceânica e atmosférica dos EUA) e do
INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), o El Niño alterará o regime de
chuvas em todas as regiões brasileiras. No Norte e Nordeste, espera-se uma
redução drástica nas precipitações, elevando o risco de seca severa.
Em
contrapartida, o Sul do Brasil deve enfrentar excesso de chuvas, o que aumenta
o risco de enchentes e prejuízos às lavouras. Nas regiões Centro-Oeste e
Sudeste, a tendência é de aumento das temperaturas médias, com ondas de calor,
e chuvas irregulares ao longo do segundo semestre.
A transição climática afeta a
etapa final da colheita da soja, que atinge 67,7% da área nacional plantada, em
torno de 83 milhões de hectares, segundo dados da Conab. Além disso, o
desenvolvimento do milho segunda safra, conhecido como safrinha, entra em um
período crítico de definição de produtividade.
O risco de veranicos — períodos de estiagem com calor intenso durante a estação chuvosa — e temperaturas acima da média podem acelerar o ciclo das plantas. Esse estresse térmico e hídrico tende a prejudicar o enchimento de grãos e a qualidade final do produto.
Formação de El Niño deixa cientistas e autoridades em alerta na AmazôniaA
pressão sobre a safra e a logística de transporte, afetada por extremos
climáticos, pode elevar o risco inflacionário nos alimentos devido à quebra de
oferta. O acompanhamento das atualizações meteorológicas é essencial para o
manejo agrícola e para a segurança alimentar no país, visto que o pico de
intensidade deve ocorrer entre agosto e outubro de 2026. (band.com.br)



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