terça-feira, 1 de abril de 2025

Nosso país não está entre os 30 mais quentes do mundo

Ondas de Calor no Brasil: Nosso país está entre os 30 mais quentes do mundo?
Quando pensamos nos países mais quentes do mundo, é normal achar que essas nações ficam próximas ao deserto do Saara ou no Oriente Médio. Claro, muitos países dessas regiões entraram no top 30, mas você sabia que certas ilhas estão entre os países mais quentes do mundo? E não importa se é verão ou não, esses lugares tendem a ser quentes o ano todo. E o Brasil, onde será que se coloca nesse ranking?

Nesta galeria, olhamos para a temperatura média anual dos 30 países mais quentes do mundo, além de sua temperatura mais alta já registrada. Clique para ver quais nações entraram na lista!

30. Emirados Árabes Unidos

Temperatura média anual: 26,65°C

Maior temperatura registrada: 52,1°C

29. Samoa

Temperatura média anual: 26,7°C

Maior temperatura registrada: 35,3°C

28. Guiné-Bissau

Temperatura média anual: 26,75°C

Maior temperatura registrada: 45°C

27. São Vicente e Granadinas

Temperatura média anual: 26,8°C

Maior temperatura registrada: 33,9°C

26. Camboja

Temperatura média anual: 26,8°C

Maior temperatura registrada: 48,7°C

25. Bahrein

Temperatura média anual: 26,8°C

Maior temperatura registrada: 42,6°C

24. Brunei

Temperatura média anual: 26,85°C

Maior temperatura registrada: 38°C

23. Sudão

Temperatura média anual: 26,9°C

Maior temperatura registrada: 49,7°C

22. Sri Lanka

Temperatura média anual: 26,95°C

Maior temperatura registrada: 39,8°C

21. Nigéria

Temperatura média anual: 27°C

Maior temperatura registrada: 46,4°C

20. Somália

Temperatura média anual: 27,05°C

Maior temperatura registrada: 47,8°C

19. Seychelles

Temperatura média anual: 27,15°C

Maior temperatura registrada: 34,8°C

18. Togo

Temperatura média anual: 27,15°C

Maior temperatura registrada: 47,5°C

17. Níger

Temperatura média anual: 27,15°C

Maior temperatura registrada: 49,5°C

16. Catar

Temperatura média anual: 27,15°C

Maior temperatura registrada: 50,4°C

15. Kuwait

Temperatura média anual: 27,15°C

Maior temperatura registrada: 53,9°C

14. Gana

Temperatura média anual: 27,2°C

Maior temperatura registrada: 43,8°C

13. Ilhas Marshall

Temperatura média anual: 27,4°C

Maior temperatura registrada: 35,6°C

12. Singapura

Temperatura média anual: 27,5°C

Maior temperatura registrada: 37°C

11. Gâmbia

Temperatura média anual: 27,5°C

Maior temperatura registrada: 49°C

10. Benin

Temperatura média anual: 27,55°C

Maior temperatura registrada: 44,9°C

9. Palau

Temperatura média anual: 27,6°C

Maior temperatura registrada: 35°C

8. Tuvalu

Temperatura média anual: 27,65°C

Maior temperatura registrada: 48°C

7. Mauritânia

Temperatura média anual: 27,65°C

Maior temperatura registrada: 56°C

6. Senegal

Temperatura média anual: 27,85°C

Maior temperatura registrada: 50,5°C

5. Maldivas

Temperatura média anual: 28°C

Maior temperatura registrada: 36,8°C

4. Djibouti

Temperatura média anual: 28°C

Maior temperatura registrada: 46,1°C

3. Kiribati

Temperatura média anual: 28,2°C

Maior temperatura registrada: 50°C

2. Mali

Temperatura média anual: 28,25°C

Maior temperatura registrada: 49,8°C

1. Burkina Faso

Temperatura média anual: 28,29°C

Maior temperatura registrada: 47,2°C

Brasil

Apesar de sentirmos muito calor em terras tupiniquins, o Brasil está bem longe de ser um dos países mais quentes do planeta, ocupando o 70º lugar no ranking. A média de temperatura em todo território nacional é de 25,45°C e o pico de temperatura oficialmente registrado é de 44,8°C. (msn)

segunda-feira, 31 de março de 2025

Brasil investirá US$ 6 trilhões no setor de energia até 2050 para zerar emissões

Brasil precisa investir US$ 6 trilhões no setor de energia até 2050 para zerar emissões, diz BNEF.

Brasil precisa investir US$ 6 tri para zerar emissões até 2050, diz BloombergNEF.

O Brasil, que já conta com um dos setores de energia mais limpos do G20, precisará investir US$ 6 trilhões de agora até 2050 para acelerar a descarbonização de toda a economia.

País precisa escalar rapidamente seus esforços de descarbonização para se tornar uma economia de emissões líquidas zero até meados do século. Dentro do setor de energia do Brasil, o transporte responde por 53% das emissões, a maior parte dos investimentos para zerar as emissões, portanto, deveria ser direcionada para veículos elétricos. No cenário base, em que nenhuma política adicional é introduzida, a capacidade solar instalada atinge 200 GW até 2050.
O Brasil precisa escalar rapidamente seus esforços de descarbonização para se tornar uma economia de emissões líquidas zero (net zero) até 2050, de acordo com o New Energy Outlook: Brazil, divulgado pela BloombergNEF (BNEF). O relatório se baseia nos resultados do estudo principal New Energy Outlook 2024 da BNEF e examina a trajetória de descarbonização do Brasil usando modelagem de baixo para cima nos setores de energia, transporte, indústria e edifícios até 2050.

Com base nos cenários climáticos e de energia mais recentes da BNEF, as emissões relacionadas à energia do Brasil respondem por metade das emissões totais do país; agricultura (excluindo uso da terra), mudança no uso da terra e silvicultura contribuem para a metade restante. Dentro do setor de energia do Brasil, o transporte responde por 53% das emissões, seguido pela indústria com 25%, energia elétrica e energia combinadas com 11% e edifícios com 6%.

Energia Renovável: O Caminho Sustentável para o Futuro

US$ 6 trilhões até 2050 com foco na eletrificação do transporte

No Net Zero Scenario (NZS) da BNEF, que mapeia um caminho para emissões líquidas zero globalmente até 2050, o investimento necessário para o país atingir o net zero é de US$ 6 trilhões entre hoje e meados do século. No entanto, isso é apenas 8% maior do que os gastos necessários no cenário de transição econômica (ETS), o caso base da BNEF, que descreve como o setor de energia evolui como resultado de mudanças tecnológicas baseadas em custos e assume que nenhuma intervenção política adicional é feita. Dois terços do investimento do NZS estão no lado da demanda de energia, particularmente nas vendas de veículos elétricos.

O futuro net zero do Brasil requer uma gama de tecnologias diferentes, com a eletrificação servindo como o principal impulsionador nos esforços do país para descarbonizar. A partir de 2040, a eletrificação se torna a principal força por trás da redução de emissões, principalmente na descarbonização do transporte rodoviário, edifícios e indústria. A eletrificação sozinha é responsável por 55% das reduções de emissões entre agora e 2050, em comparação com um cenário de “nenhuma transição” em que a descarbonização e a eficiência energética permanecem estagnadas.

Solar e eólica são política “sem arrependimentos”

O progresso do Brasil até o momento na descarbonização da energia, sob o ETS, a energia limpa ainda responde por 38% das reduções de emissões entre hoje e 2050. Priorizar a implementação de tecnologias maduras, como eólica e solar, continua sendo uma opção de política “sem arrependimentos” no curto prazo, com base em uma perspectiva econômica.

“O Brasil tem uma matriz elétrica limpa, o que coloca o país em uma boa posição para descarbonizar sua economia por meio da eletrificação. No entanto, metade do uso final de energia hoje ainda vem de combustíveis fósseis. Alguns setores difíceis de abater, como aviação e aço, exigem soluções diferentes e, por isso, não há net zero no Brasil sem bioenergia, hidrogênio verde e captura de carbono”, diz o autor principal do relatório, Vinicius Nunes.

A legislação generosa de medição líquida, ou o sistema de compensação de créditos de energia, alimentou um boom solar de pequena escala no Brasil. No cenário de caso base, a capacidade solar instalada atinge 200 gigawatts até 2050, dos atuais 52 GW.

Novas tecnologias para descarbonização

Outros caminhos importantes para atingir o zero líquido incluem captura e armazenamento de carbono (CCS), hidrogênio e bioenergia, que juntos respondem por 27% das reduções de emissões, principalmente em setores de uso final. O transporte responde por mais da metade da demanda de hidrogênio em 2050. O transporte marítimo e a aviação combinados atingem 2,3 milhões de toneladas métricas de demanda de hidrogênio no Brasil em 2050, embora a categoria de crescimento mais rápido seja o hidrogênio como um agente de craqueamento para produzir combustíveis de aviação sustentáveis de base biológica.

A demanda de hidrogênio do Brasil aumentaria cinco vezes dos dias atuais até 2050 na NZS, atingindo 8,3 milhões de toneladas métricas em meados do século. Setores difíceis de abater, como aço, alumínio, cimento e produtos químicos, enfrentam dificuldades para descarbonizar em um cenário impulsionado pela economia sem mais intervenção política.

Brasil investirá US$ 6 trilhões para alcançar net zero até 2050.

No cenário de referência, capacidade instalada de energia solar atingirá 200 GW, diz BNEF.

Futuro net zero do país exige tecnologias diferentes, com a eletrificação sendo o principal impulsionador nos esforços do país rumo à descarbonização. A partir de 2040, a eletrificação se tornará o principal fator de redução das emissões, principalmente por meio da descarbonização dos setores industrial, de transporte rodoviário e do consumo em edifícios. (pv-magazine-brasil)

sábado, 29 de março de 2025

Mudança climática e o aquecimento global 2025

Em 2025 o Brasil deverá ter um clima quente na maior parte do país, mas com a possibilidade de frio no Sul. O mês de janeiro/25 foi o mais quente já registrado na história.

Previsões climáticas

Verão termina em 20 de março

Outono começa em 20 de março e termina em 20 de junho

O inverno começa em 20 de junho e termina em 22 de setembro

Impactos do aquecimento global

O aquecimento global aumenta a frequência e a intensidade de fenômenos extremos do clima

O aquecimento global leva o ciclo da água a novos extremos

Desafios climáticos

Conscientizar sobre a importância da diversidade de espécies e dos ecossistemas

Realizar projetos de reflorestamento e proteção de habitats

Restaurar ecossistemas

Promover a agricultura regenerativa

Fortalecer a bioeconomia

Gerir resíduos sólidos

Gerar energia a partir dos resíduos

Descarbonizar a economia

Educar as comunidades sobre o meio ambiente

O que se pode esperar do clima para o Brasil em 2025

‘Estamos vivenciando os primeiros impactos de um mundo a +1,5ºC’, diz pesquisador sobre mudança climática

Johan Rockstrom, do Instituto Potsdam, afirma que efeitos globais são 'advertência severa' sobre impactos reais.

Equipes de resgate combateram incêndio em Los Angeles/USA. Inúmeras pessoas morreram e milhares ficaram fora de casa.

Mudanças climáticas explicam pior incêndio da história de Los Angeles (USA)

Pela primeira vez, desde 2024, estamos vivendo em um planeta com média de temperatura acima de1,5ºC. O mundo sofreu um aumento do limite simbólico estabelecido pelo Acordo de Paris para combater a mudança climática, uma situação que exige uma "ação climática pioneira", segundo a ONU.

Os efeitos reais do aquecimento global atual não têm precedentes em pelo menos 120 mil anos. É uma "advertência severa", disse Johan Rockstrom, do Instituto Potsdam, que pesquisa o impacto da mudança climática. "Estamos vivenciando os primeiros impactos de um mundo a +1,5ºC", disse.

O ano de 2024 foi o mais quente da história e o primeiro a romper a barreira de 1,5°C de aumento na temperatura média da Terra, estipulado como limite crítico pelo Acordo de Paris. Os dados mostram um aumento médio de 1,55ºC na temperatura média global, que chegou a 15,10°C, e foram divulgados pelo observatório europeu Copernicus.

Por isso, em 2024, o mundo potencialmente viveu "o primeiro ano civil com uma temperatura média global de mais de 1,5ºC, acima da média de 1850-1900". Isto confirma as tendências de alta de temperaturas vistas na última década.

"Temperaturas sem precedentes em 2024 exigem uma ação climática drástica em 2025", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres. "Ainda há tempo para evitar o pior da catástrofe climática", mas os líderes devem "agir agora", enfatizou Gutérres.

É improvável que o novo ano quebre esses recordes novamente, mas o Gabinete de Meteorologia Britânico alertou que 2025 pode ser um dos três anos mais quentes já registrados no planeta. Os dados também foram confirmados nos Estados Unidos pela agência de oceanos e atmosfera do país (NOAA).

Em 2025, conforme o Acordo de Paris, os países signatários devem anunciar os novos compromissos climáticos, atualizados a cada 5 anos, com os EUA, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta, sob a gestão do negacionista climático Donald Trump.

No entanto, os esforços para a redução de gases de efeito estufa estão diminuindo em alguns países ricos: apenas −0,2% nos EUA no ano passado, diz um relatório independente.

Sinal de alerta

Os incêndios devastadores na região de Los Angeles, que deixaram pelo menos dez mortos e milhares de casas queimadas, coincidiram com as previsões alarmantes.

Outros desastres agravados pela mudança climática surgiram nos últimos meses: 1.300 mortos em ondas de calor extremo na peregrinação a Meca em junho/2024, inundações históricas no Rio Grande do Sul, e também na África e na Espanha, furacões violentos nos Estados Unidos e no Caribe.

Em termos econômicos, os desastres naturais causaram US$ 320 bilhões (R$ 1,9 trilhão) em prejuízos econômicos no mundo todo em 2024, segundo a seguradora Munich Re.

No entanto, durante a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, o financiamento estabelecido para que os países em desenvolvimento possam mitigar os efeitos climáticos foi de apenas US$ 300 bilhões, e permaneceu quase em silêncio sobre as ambições de redução de gases de efeito estufa e, em particular, a eliminação de combustíveis fósseis.

Restringir o aquecimento a 1,5°C em vez de 2°C, o limite mais alto do Acordo de Paris, reduziria significativamente suas consequências mais catastróficas, segundo o IPCC, o painel de especialistas climáticos da ONU.

"Cada ano da última década [2014-2024] foi um dos dez mais quentes já registrados", alertou Samantha Burgess, vice-diretora do Serviço de Mudança Climática (C3S) do Copernicus. Os oceanos, que absorvem 90% do excesso de calor causado pela humanidade, também continuaram seu superaquecimento, atingindo um recorde no ano passado.

Média anual de temperaturas na superfície, excluindo as áreas polares, atingiu o nível inédito de 20,87°C, quebrando o recorde de 2023.

"Em nossas mãos"

Além dos impactos imediatos das ondas de calor marinhas sobre os corais e peixes, esse superaquecimento duradouro dos oceanos, o principal regulador do clima da Terra, afeta as correntes marinhas e atmosféricas.

Mares mais quentes liberam mais vapor de água na atmosfera, fornecendo energia adicional para tufões, furacões e tempestades.

O Copernicus observa, portanto, que o nível de vapor de água na atmosfera também atingiu um recorde em 2024, aproximadamente 5% acima da média de 1991-2020.

No ano passado, o mundo testemunhou o fim do fenômeno natural El Niño, que induz ao aquecimento global e aumento de eventos extremos, e uma transição para condições neutras ou o fenômeno oposto, La Niña. A Organização Meteorológica Mundial alertou em dezembro que este fenômeno seria "curto e de baixa intensidade" e insuficiente para compensar os efeitos da mudança climática.

"O futuro está em nossas mãos: ações rápidas e decisivas ainda podem mudar a trajetória do nosso clima futuro", enfatiza Carlo Buontempo, diretor do C3S. (brasildefato)

quinta-feira, 27 de março de 2025

Ondas de calor intensa pressionam a infraestrutura elétrica

Ondas de calor em fevereiro/25 pressionaram a infraestrutura elétrica no país.

Em 17/02/25 Sudeste e Centro Oeste bateram recorde na demanda média, alcançando 54.599 MWmed. Com a previsão de temperaturas até 7°C acima da média nos próximos dias, segundo a Climatempo, as distribuidoras de energia enfrentam um grande desafio.
A onda de calor que atingiu o Brasil se estendeu até o final de fevereiro/25. Tendência é que as temperaturas permaneçam elevadas em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, com temperaturas entre 5ºC e 7ºC acima da média de fevereiro que já é elevada.

O calor intenso e prolongado traz um desafio para o planejamento das distribuidoras de energia, que veem a demanda crescer, podendo gerar sobrecarga e superaquecimento em equipamentos como transformadores, subestações e cabos elétricos, o que reduz a sua eficiência e pode causar interrupções segundo alerta a Climatempo, empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo.

Um novo recorde na demanda média de carga no Sudeste/Centro-Oeste foi registrado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em 17/02/25, de 54.599 MWmed. Em menos de 30 dias, esta é a segunda vez que houve registro de recorde de demanda média, superando em 1,1% os 53.997 MWmed de 22 de janeiro.

Em nível nacional, o ONS registrou em 12/02/25 mais uma quebra de recorde na demanda de carga instantânea no Sistema Interligado Nacional (SIN), que alcançou a marca de 103.785 MW. Foi o terceiro recorde do ano, superando os patamares aferidos em 11/02/25 (103.335 MW) e 22/1 (102.810 MW).

“Para minimizar impactos, é essencial um acompanhamento contínuo da previsão climática, com destaque para previsões mensais, que auxiliam as distribuidoras no planejamento e na operação do sistema elétrico”, explica a meteorologista e especialista da Climatempo para o setor elétrico, Marcely Sondermann.

Calor extremos tem se tornado mais frequente

Calor extremo pressiona sistema elétrico e bate recordes de consumo no Brasil.

Uma onda de calor ocorre quando as temperaturas ficam ao menos 5°C acima da média durante 5 dias consecutivos. Nos últimos anos, essas ondas têm sido cada vez mais frequentes e intensas devido às mudanças climáticas, e fenômenos naturais como o El Niño (aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, que ocorreu em 2023 e 2024), também favorecem a ocorrência de ondas de calor.

A meteorologista lembra que, atualmente, estamos sob a influência do La Niña, caracterizado pelo resfriamento do Pacífico equatorial. “No entanto, outros oceanos permanecem muito aquecidos, intensificando as ondas atmosféricas e favorecendo a formação de bloqueios atmosféricos – como o que estamos enfrentando agora em fevereiro. Esses bloqueios atmosféricos estão associados a massas de ar seco e quente, que favorecem a ocorrência de ondas de calor”, conta.

Apesar do calor intenso, a chuva ainda deve ocorrer nos próximos dias, mas de forma isolada. As pancadas serão mais esparsas e terão pouco efeito na redução do calor. Isso acontece porque a massa de ar quente inibe a formação de nuvens carregadas, favorecendo dias mais secos e quentes na maior parte das regiões impactadas.

De acordo com a Climatempo, faltando pouco para o fim do verão, a tendência é a que o período de chuva retorne amenizando o calor mais forte. Mas, ainda poderá ter alguns novos episódios de onda de calor até o fim do verão. (pv-magazine-brasil)

terça-feira, 25 de março de 2025

Cidade do litoral paulista desaparecerá com avanço do nível do mar

Muito calor? Entenda como a cidade do litoral paulista vai desaparecer com o avanço do nível do mar.
As altas temperaturas que atingem o Brasil trazem mais do que desconforto: são um alerta para os impactos das mudanças climáticas. Um estudo da Climate Central, organização norte-americana especializada no tema, revelou dados alarmantes sobre o futuro das cidades costeiras ao redor do mundo. Entre as mais ameaçadas no Brasil, está uma famosa cidade do litoral paulista, destino frequente de turistas de diversas regiões.

Segundo a pesquisa, o constante derretimento das calotas polares e o aquecimento global têm provocado a elevação do nível do mar, ameaçando praias, construções e até a existência de alguns municípios inteiros. Se nenhuma ação for tomada com urgência, esse cenário pode se tornar realidade muito antes do esperado.

A maior parte das cidades do litoral paulista possui moradias próximas da orla das praias.

A cidade do litoral paulista que pode ser engolida pelo mar

Por falar de Santos. Quem nunca passou por lá para curtir a praia, visitar o Aquário de Santos ou dar um pulo na Vila Belmiro? Santos é, sem dúvida, uma das cidades mais queridas do litoral de São Paulo. Porém, o estudo da Climate Central traz um alerta sério: a cidade pode ser uma das primeiras a ser engolida pelo mar. Se o nível do mar continuar subindo, em menos de 80 anos, Santos pode desaparecer. E isso não afetaria só quem mora na cidade, mas também todos nós que amamos seus pontos turísticos e a vibe única da região.

Orla de Santos/SP segundo o levantamento da Climate Central após o avanço do mar. Os impactos devem começar a serem sentidos a partir de 2050.

O que está sendo feito para proteger a cidade?

A prefeitura de Santos até começou a colocar barreiras de sacos de areia, as chamadas geobags, nas praias para tentar proteger a cidade das ressacas e do avanço do mar. Mas, infelizmente, isso é apenas uma solução temporária. Especialistas já alertaram que essas medidas não são suficientes para garantir a segurança da cidade a longo prazo. O que Santos realmente precisa é de um plano de adaptação climática, que proteja não só as áreas urbanas, mas também os pontos turísticos que todos nós amamos, garantindo que eles sigam de pé e fiquem bem protegidos.

Por que o nível do mar está subindo?

O vilão dessa história é o aquecimento global e o derretimento das calotas polares. O resultado disso? O nível do mar subindo e ameaçando várias cidades pelo mundo afora, incluindo várias aqui no Brasil. Entre 1993 e 2023, o nível do mar subiu 9 cm, e até 2100, a previsão é que ele suba 80 cm. No litoral paulista, desde 1950, já subiu 20 cm, e isso deixa cidades como Santos ainda mais vulneráveis.

E como as famílias serão afetadas?

Agora, o que mais preocupa são as famílias. Quem mora em Santos ou passa férias lá tem suas memórias nos pontos turísticos da cidade, como as praias e o Aquário. Se o nível do mar continuar subindo, esses lugares, que fazem parte da vida de tanta gente, podem simplesmente desaparecer. E não é só Santos, não! Outras grandes cidades, como Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Recife, também estão na mira do mar. Ou seja, o problema é real e a gente precisa prestar atenção.

O que podemos fazer como pais?

A situação é preocupante, mas ainda não estamos sem opções. Se começarmos a agir agora, podemos proteger nossas praias e pontos turísticos para que as futuras gerações também possam curtir tudo o que esses lugares oferecem. Santos é só um exemplo, mas outras cidades também correm o risco de desaparecer se o nível do mar continuar subindo. O bom é que, se todos fizerem sua parte, podemos garantir que nossos filhos e netos ainda terão a chance de aproveitar esses lugares especiais. Vamos cuidar do que é nosso para que todos, daqui a muitos anos, ainda possam viver essa mesma experiência.

Já é visível que o mar está engolindo a praia!!! (vipzinho)

Nosso país não está entre os 30 mais quentes do mundo

Ondas de Calor no Brasil: Nosso país está entre os 30 mais quentes do mundo? Quando pensamos nos países mais quentes do mundo, é normal acha...