Meio Ambiente
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
sábado, 23 de maio de 2026
quinta-feira, 21 de maio de 2026
terça-feira, 19 de maio de 2026
Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia
A
consolidação do El Niño no segundo semestre de 2026 deve aumentar a influência
da região Sul na formação dos preços de energia no Brasil, relata a Tempo OK.
Com previsão de maior volume de chuvas no Sul, o subsistema ganha peso na
redução da pressão sobre os custos, enquanto outras regiões podem enfrentar
escassez.
Impactos
do El Niño 2026 no Setor Elétrico:
Protagonismo
do Sul: O aumento das chuvas na região Sul tende a aumentar o armazenamento
hídrico, tornando-o um fator determinante para os preços (PLD - Preço de
Liquidação das Diferenças).
Volatilidade
e Contraste: Enquanto o Sul pode ter chuvas acima da média, o fenômeno pode
gerar seca no Norte/Nordeste, exigindo maior despacho termelétrico e gerando
volatilidade.
Formação
de Preços: A definição dos preços ainda dependerá do nível dos reservatórios no
Sudeste e do comportamento da carga, mas o Sul assume papel central no
monitoramento.
Alternativas
Renováveis: A incerteza climática impulsiona a busca por diversificação, com
destaque para a energia solar como alternativa para mitigar riscos de preços
elevados.
Apesar
do alívio hídrico no Sul, a Aneel projeta desafios nos custos gerais de energia
para 2026 devido a encargos setoriais.
El Niño deve impactar a distribuição de chuvas e a dinâmica de preços do setor elétrico brasileiro em 2026, ampliando diferenças regionais e reforçando o papel do Sul na formação de preços.
O subsistema elétrico Sul pode ganhar maior relevância na dinâmica de preços da energia, especialmente em cenários de maior contraste hidrológico regional nos próximos meses com a tendência de consolidação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, segundo análise da consultoria meteorológica Tempo OK.
“O
aumento das chuvas na região pode contribuir para aliviar parte da pressão
sobre os preços da energia. No entanto, a formação de preços ainda depende de
outros fatores estruturais, como os níveis de armazenamento no Sudeste, o
despacho de termelétricas, o comportamento da carga e eventuais restrições
operativas do sistema”, afirma o meteorologista Mateus Nunes, da Tempo OK.
O
El Niño deve alterar o regime de chuvas no país, com concentração de
precipitações no Sul e maior frequência de episódios intensos, enquanto o Norte
das regiões Norte e Nordeste tende a registrar redução de chuvas. O fenômeno
também está associado a temperaturas acima da média em grande parte do país,
especialmente no centro-leste e interior, o que pode elevar a demanda por
energia.
No sistema elétrico, a dinâmica do Sul é influenciada pelas características de seu parque hidrelétrico, composto majoritariamente por usinas a fio d’água, com baixa capacidade de armazenamento e resposta rápida às variações de vazão. Esse perfil permite recuperação mais acelerada em períodos chuvosos.
Inflação em 2026: El Niño pode levar bandeira vermelha, subir conta de luz e pressionar alimentos.
Além
da guerra com o Irã, El Niño forte pode apertar a inflação no Brasil em 2026:
energia mais cara, risco para alimentos e alerta sobre bandeiras vermelhas
colocam o governo em atenção máxima já.
Segundo
dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a energia armazenada
(EAR) no subsistema Sul estava em 29,35% em 23/04/2026. “Mesmo após um
março menos favorável, a recuperação pode ocorrer em poucas semanas com a
consolidação do El Niño”, diz o meteorologista.
Esse
comportamento tende a ampliar a volatilidade e gerar diferenças mais marcadas
entre os submercados. “Devemos observar um descolamento de preços do Sul em
relação às demais regiões, refletindo as diferenças hidrológicas ao longo do
período”, afirma o meteorologista.
Com isso, o intercâmbio energético entre submercados pode ganhar relevância, condicionado à disponibilidade de transmissão e à otimização operativa do sistema. O Sul pode assumir papel mais ativo no atendimento da demanda do Sudeste em momentos de maior pressão sobre a carga. Ainda assim, a resposta rápida dos reservatórios também pode intensificar oscilações de curto prazo. “Dependendo da evolução das chuvas, o Sul pode contribuir pontualmente para moderação de preços, mas seus efeitos dependem da integração operativa com o restante do SIN, especialmente das condições estruturais do Sudeste/CO.”, acrescenta.
Economia brasileira sente El Niño entre exportações, trigo e turismo, com reflexos no campo, nos preços e na atividade regional.
Pouca
gente sabe, mas El Niño, chuvas intensas e extremos climáticos podem mexer
diretamente com a economia brasileira em 2026, influenciando safras de
commodities como soja, milho e trigo, afetando exportações, preços dos
alimentos e até o ritmo de setores como turismo.
Apesar
de o oceano ainda se encontrar em condição de neutralidade, já há sinais
consistentes de formação do El Niño, com o aquecimento das águas do Pacífico equatorial,
especialmente em sua porção leste, próximo à América do Sul. De acordo com a
Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a probabilidade do
fenômeno é de 61% entre maio e julho.
A
Tempo OK projeta que o evento ganhe força ao longo do segundo semestre,
atingindo intensidade forte a muito forte, com pico previsto para novembro.
O
meteorologista destaca eventos recentes têm ocorrido em intervalos
relativamente menores, embora sua recorrência continue sujeita à variabilidade
climática natural. “Tivemos El Niños em 1982/83, 1997/98, 2015/16 e 2023/24.
Agora, há expectativa de um novo evento em 2026/27, indicando um intervalo mais
curto entre ocorrências recentes”, afirma.
O cenário ainda é incerto e depende da forma como o El Niño se consolidará nos próximos meses, além da interação com outros sistemas climáticos, como o comportamento do Oceano Atlântico. “Por isso, o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas é essencial para reduzir incertezas e apoiar a avaliação de possíveis impactos no setor elétrico”, completa o meteorologista.
Entre junho e agosto/2026, o Oceano Pacífico Equatorial deve entrar em processo de aquecimento, abrindo espaço para a possibilidade de atuação do El Niño. A chance de ocorrência do fenômeno aumenta gradualmente e pode superar 60% entre agosto e outubro/2026.
Ao
mesmo tempo, a expectativa para o Brasil é de um inverno menos rigoroso, mais
quente do que o de anos anteriores e com aumento na frequência de chuvas. Esse
conjunto já basta para colocar o setor produtivo em alerta.
(pv-magazine-brasil)
Futuro do Pantanal depende da restauração de áreas degradadas
A restauração de áreas degradadas é vital para a sobrevivência do Pantanal, focando na recuperação de nascentes, controle de incêndios e manejo sustentável para conter a savanização e a perda de biodiversidade. Ações nas cabeceiras e a conservação do ciclo hídrico são essenciais para manter o maior bioma úmido do mundo.
Prioridades de Restauração: O foco principal está nas cabeceiras do Pantanal para aumentar a disponibilidade hídrica, evitar o assoreamento de rios como o Taquari e proteger o solo.
Ameaças e Impactos: Com 46% da área antropizada e baixo potencial de regeneração natural em certas regiões, o bioma enfrenta ameaças críticas de queimadas e secas severas, tornando a intervenção técnica necessária.
Projetos Ativos: Iniciativas como o "[Restaura Pantanal]" realizam plantio de espécies nativas e conservação na Estação Ecológica de Taiamã e em nascentes.
Soluções Baseadas em Ciência: Estudos da Embrapa e parcerias com a Mupan/Wetlands International Brasil fornecem guias para a restauração ecológica, aliando o conhecimento técnico às práticas tradicionais de pecuária sustentável.
Com as chuvas cada vez mais irregulares nas Cabeceiras do Pantanal, devido aos impactos das mudanças e variabilidades climáticas, garantir a disponibilidade e a qualidade de água depende de ações imediatas.
3 estudos realizados pelo WWF-Brasil em parceria com a Aegea, lançados em junho/2025, evidenciam que ações de restauração, além de recuperarem áreas degradadas, melhoram a infiltração de água no solo, reduzem o assoreamento de rios e garantem mais água de qualidade para a população da paisagem, além de evitarem prejuízos econômicos.
O diagnóstico é importante e urgente. Até 2023, 59% da paisagem já foi modificada pelas atividades humanas e 67% das pastagens estavam degradadas.
O objetivo dos estudos é mostrar que ter vegetação no solo não representa perda da área produtiva, mas sim um investimento com retorno econômico — especialmente quando se consideram custos com adubação, tratamento de água e perda de produtividade em áreas degradadas.
Recuperação do Pantanal “demandará esforços e custos elevados”
Restauração é chave para resiliência hídrica e sustentabilidade no Pantanal.
Áreas com vegetação nativa, assim como pastagem com boa cobertura de gramíneas e arborizadas, geram muitos benefícios para a paisagem, especialmente na proteção e manutenção dos recursos hídricos das Cabeceiras, que têm influência direta na resiliência hídrica do Pantanal.
“Os estudos mostram o que já víamos no campo. Que ter vegetação no solo é essencial para garantir água, produtividade e viabilidade para agropecuária. Os dados deixam evidente que investir em restauração custa menos do que remediar os danos depois”, explica Veronica Maioli, especialista em Conservação no WWF-Brasil.
Os resultados obtidos pelos estudos oferecem subsídios valiosos para orientar ações práticas no campo e apoiar estratégias de atuação de diferentes atores na paisagem, como proprietários rurais, empresas e a população em geral. Entre as evidências levantadas, destaca-se que a restauração da vegetação nativa reduz significativamente os riscos de erosão e enchentes, melhora a qualidade da água e gera retornos financeiros positivos, além de preservar a saúde dos corpos hídricos.
Pastagens bem manejadas e arborizadas podem reduzir em até 40% a perda de água e em até 59% a perda de solo, em comparação com áreas degradadas, como solo exposto. Além disso, o investimento em restauração e em boas práticas agropecuárias que conservem o solo mostra-se economicamente vantajoso: cada R$ 1 aplicado pode gerar até R$ 8 em retorno, tornando essa uma estratégia eficaz tanto para a resiliência ambiental quanto para o desenvolvimento sustentável da região.
A realização dos estudos contou com o apoio da Aegea, e foi fundamental para viabilizar a produção de conhecimento técnico e científico sobre a região. A iniciativa reforça o quanto é essencial que o setor privado apoie ações que geram evidências e orientam decisões mais estratégicas, sustentáveis e eficazes.
“O apoio ao WWF-Brasil reforça o compromisso da Aegea com soluções para o enfrentamento dos desafios impostos ao saneamento nas regiões onde atuamos. O restauro da paisagem na área das Cabeceiras do Pantanal é muito valioso para nós como uma empresa de saneamento, garantindo maior resiliência hídrica num cenário onde o regime de chuvas é cada vez mais incerto.
Prezar pela qualidade da água, reduzindo custos no tratamento e na distribuição, e protegendo um dos maiores patrimônios naturais do país, é como gostamos de encarar a sustentabilidade nos negócios”, comenta Édison Carlos, Presidente do Instituto Aegea.
“As chuvas são influenciadas por diferentes fatores e eventos climáticos. Os estudos mostram que, frente às variações do clima e à crescente transformação da paisagem, a tendência é de diminuição das chuvas e, consequentemente, das vazões dos rios.
Recuperação do Pantanal “demandará esforços e custos elevados”
Nesse cenário, as Soluções
Baseadas na Natureza, como a restauração da vegetação nativa e a conservação do
solo, desempenham um papel fundamental para amortecer e minimizar os impactos
de eventos extremos, promovendo a infiltração da água, a redução da erosão e a
manutenção (ou aumento) da recarga de água subterrânea, que mantêm o fluxo dos
rios na época de estiagem, comenta Maria Eduarda Coelho, analista de
Conservação no WWF-Brasil. (ecodebate)
domingo, 17 de maio de 2026
Demanda global por carne bovina impulsiona o desmatamento da Amazônia
Principais Impactos e Causas:
Pecuária Extensiva: É o
principal vetor de destruição, transformando floresta nativa em pasto.
Destino da Produção: Uma
parte significativa da carne produzida em áreas desmatadas atende ao mercado
interno, enquanto o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais.
Ilegalidade: Estima-se que
75% do desmatamento em terras públicas na Amazônia esteja relacionado à criação
de gado.
Cadeia de Suprimentos: As
cadeias produtivas são complexas, tornando difícil a rastreabilidade e
facilitando a entrada de carne proveniente de áreas desmatadas ilegalmente no
mercado.
Impactos Ambientais: A
pecuária na região causa emissão de metano, degradação do solo, poluição da
água e perda de biodiversidade.
Dinâmica do Desmatamento:
O desmatamento e o aumento do
rebanho na Amazônia crescem de forma quase paralela, com o Pará destacando-se
como um dos maiores produtores de carne. O manejo das pastagens muitas vezes é
ineficiente, levando ao abandono das áreas após poucos anos e à busca por novas
áreas de floresta, perpetuando o ciclo. Estudos indicam que o desmatamento para
pasto é 5 vezes maior que o de outros produtos.
Desafios e Contexto:
A pesquisa demonstra como a
demanda do consumidor em diversos países está diretamente ligada ao
desmatamento no Brasil, frequentemente por meio de cadeias de suprimentos
complexas e de difícil regulamentação. Combinando análises econômicas e
ambientais, o estudo revela por que os esforços atuais para conter o
desmatamento não conseguem acompanhar a demanda global.
As conclusões foram
publicadas na revista Competition & Change.
O que o estudo descobriu?
A pesquisa concentra-se na
Amazônia brasileira, onde a pecuária é uma das principais causas do
desmatamento. Ela demonstra que as decisões tomadas pelos agricultores são
influenciadas por uma forte combinação de demanda do mercado global, preços da
terra e políticas governamentais.
Em muitos casos, o desmatamento na verdade aumenta o valor da terra, criando um ciclo em que o desmatamento leva ao lucro e a mais desmatamento. Ao mesmo tempo, as normas ambientais e as iniciativas de sustentabilidade muitas vezes não chegam plenamente às pessoas que tomam as decisões sobre o uso da terra no terreno.
Por que isso é importante para as pessoas?
Embora a Amazônia possa
parecer distante, o estudo destaca como o consumo cotidiano está ligado às
mudanças ambientais. A carne bovina vendida em supermercados e restaurantes ao
redor do mundo pode ser relacionada a decisões de uso da terra na floresta
tropical.
As consequências são globais.
A Amazônia desempenha um papel vital no armazenamento de carbono e na regulação
do clima. O desmatamento contribui para as mudanças climáticas, a perda de
biodiversidade e padrões climáticos mais extremos em todo o mundo.
O que torna este estudo
diferente?
A maioria das pesquisas analisa sistemas econômicos ou sistemas ambientais isoladamente, mas raramente ambos em conjunto. Este estudo apresenta uma nova abordagem que conecta cadeias de suprimentos globais com ecossistemas locais, mostrando como eles se influenciam mutuamente em tempo real. Ele revela que os danos ambientais não são apenas um efeito colateral não intencional — eles estão intrínsecos ao funcionamento dos sistemas de produção globais.
Desmatamento na Amazônia é pressionado por soja e carne
Quais são os maiores
desafios?
Uma questão fundamental é a
fragmentação dos sistemas de governança. Governos, empresas e organizações
ambientais frequentemente atuam de forma separada, com pouca coordenação.
Por exemplo, grandes empresas
de carne podem impor regras de sustentabilidade aos fornecedores diretos, mas
os fornecedores indiretos — onde ocorre grande parte do desmatamento — podem
ficar de fora.
Ao mesmo tempo, os pequenos
agricultores muitas vezes não têm acesso a crédito ou apoio técnico, o que
torna mais difícil para eles adotarem práticas mais sustentáveis.
Quais são as soluções?
O estudo destaca diversas
oportunidades importantes para reduzir o desmatamento:
Fortalecimento da aplicação
das leis ambientais
Melhorar a rastreabilidade em
toda a cadeia de suprimentos.
Apoio aos agricultores com
financiamento e formação.
Recompensar a conservação por
meio de incentivos como pagamentos por serviços ecossistêmicos.
É importante destacar que a pesquisa demonstra que nenhuma solução isolada funcionará por si só — o progresso depende de uma melhor coordenação entre os sistemas globais e locais.
Por que esta pesquisa é importante agora?
Com o aumento da demanda
global por carne bovina, a pressão sobre a Amazônia também deverá crescer. Os
pesquisadores afirmam que suas descobertas oferecem um roteiro mais claro para
formuladores de políticas, empresas e organizações que buscam equilibrar o
crescimento econômico com a proteção ambiental, além de apresentar uma nova
maneira de enfrentar um dos desafios ambientais mais urgentes do mundo.
“Nosso estudo mostra que o
desmatamento não é apenas um problema local — ele é impulsionado pela interação
entre as cadeias de suprimentos globais e os sistemas ambientais locais. Ao
reunir governança econômica e feedback ecológico, podemos identificar melhor
onde a ação terá o maior impacto para tornar a produção global mais
sustentável”, disse o autor principal, John Loomis. (ecodebate)
Jardins de chuva e telhados frios protegem as cidades do calor e das enchentes
Jardins
de chuva e telhados frios/verdes são Soluções Baseadas na Natureza (SbN) que
combatem o calor e enchentes, atuando como "cidades-esponja". Eles
absorvem e filtram a água da chuva, reduzindo alagamentos, e diminuem ilhas de
calor ao aumentar a umidade e sombreamento, melhorando o microclima urbano.
Benefícios
Principais:
Gestão
de Enchentes: Jardins de chuva absorvem até 30% mais água que gramados comuns,
aliviando o sistema de drenagem.
Redução
de Calor: Telhados verdes e frios diminuem a reflexão solar e a temperatura do
ar, mitigando ilhas de calor.
Qualidade
Ambiental: Filtram até 90% dos nutrientes e poluentes da água da chuva, além de
promoverem a biodiversidade.
Conceito
Cidade-Esponja: Cidades como as da China e a Holanda utilizam essas infraestruturas
para reter e reutilizar a água.
Essas
soluções, como jardins de infiltração e telhados verdes, mimetizam o meio
ambiente para tornar áreas urbanas mais resilientes.
Em
um país marcado pelo calor extremo e pelas chuvas intensas, duas tecnologias simples
e acessíveis podem mudar a forma como nossas cidades lidam com o clima: os
jardins de chuva e os telhados frios
Você
já parou para observar como nossas cidades parecem “sufocadas” pelo asfalto e
pelo concreto? Em dias de chuva forte, o medo das enchentes; nos dias de sol, o
mormaço insuportável das ilhas de calor. Recentemente, mergulhei no conceito de
resiliência urbana e descobri que a solução para esses problemas pode ser mais
verde e simples do que imaginamos.
Estou falando dos jardins de chuva e dos telhados frios, tecnologias que, embora pareçam novidade, buscam resgatar processos naturais que perdemos no meio das selvas de pedra.
O que são, afinal, os jardins de chuva?
Sabe
aquela água que costuma se acumular perigosamente no asfalto? Os jardins de
chuva são projetados justamente para lidar com ela. Eles funcionam como “oásis
de drenagem”: uma rede subterrânea que atua como um reservatório, permitindo
que a água permeie o solo de forma controlada.
Mas
o que mais me encanta não é apenas a engenharia, e sim a vida que eles trazem
de volta. Esses jardins são compostos por camadas específicas que garantem sua
eficiência. Além de gerenciarem o volume hídrico, as plantas filtram os
poluentes da chuva, entregando uma água muito mais limpa para nossos rios e
córregos. É a natureza trabalhando a nosso favor para promover o retorno da
fauna e o enriquecimento da biodiversidade local.
Por
que precisamos de telhados frios?
Se
o jardim de chuva cuida do que acontece no chão, o telhado frio é a nossa
defesa contra o céu. No Brasil, temos a tradição das telhas cerâmicas
vermelhas, que absorvem um calor solar imenso. Ao optarmos por superfícies
reflexivas ou brancas, criamos uma oportunidade única de resfriamento externo.
Essa mudança simples reduz drasticamente as ilhas de calor e melhora a qualidade do ar ao nosso redor. É uma solução que une o útil ao agradável: traz vantagens econômicas (menos gasto com ar-condicionado!) e um impacto ambiental positivo imediato para o clima tropical.
Paisagismo transforma cidades e vidas
Mais
do que infraestrutura, um compromisso com a vida.
Investir
nessas áreas verdes não é apenas uma questão de paisagismo; é uma estratégia
crucial para a sobrevivência das cidades frente às mudanças climáticas. Ao adotarmos
essas práticas, reduzimos a necessidade de obras emergenciais e minimizamos o
risco de desastres naturais.
Mudar
a cor de um telhado ou plantar um jardim estratégico na calçada pode parecer
pouco, mas é assim que restauramos os processos ecológicos e hídricos do nosso
lar. Afinal, todos merecemos viver em cidades que não apenas nos abriguem, mas
que também respirem e nos ofereçam qualidade de vida. (ecodebate)
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