Meio Ambiente
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
domingo, 1 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
As tecnologias de um futuro que já começou
Aqui estão as principais
tecnologias de um futuro que já começou:
1. IA Generativa e Agentes
Inteligentes
A inteligência artificial
evoluiu de simples chatbots para agentes autônomos (Agentic AI) capazes de
realizar tarefas complexas, tomar decisões estratégicas em tempo real e
personalizar experiências.
Impacto: Automatização de
processos, criação de conteúdo e suporte hiperpersonalizado.
2026: Previsão de que 40% das
aplicações corporativas incluam agentes de IA específicos para tarefas.
2. Robótica Humanoides e
Física (Physical AI)
Robôs com forma humana, como
o Engine Ait800, já estão sendo implantados em fábricas e armazéns, operando
com movimentos dinâmicos e coordenação para tarefas pesadas.
IA Física: A convergência de
IA com robótica permite que máquinas naveguem e manipulem objetos em ambientes
industriais não estruturados.
3. Computação Espacial
(RA/RV)
A mistura do físico com o
digital (Realidade Aumentada e Virtual) consolidou-se como ferramenta de
trabalho e design, não apenas entretenimento.
Uso: Treinamentos imersivos,
design industrial e colaboração remota.
4. Tecnologias Verdes e
Sustentabilidade Digital
Em 2025, a sustentabilidade
digital tornou-se prioridade, com o desenvolvimento de tecnologias para reduzir
a pegada de carbono do setor de TI.
Exemplos: Baterias de estado
sólido (mais eficientes e seguras), captura de carbono e otimização energética
por IA.
5. Edição Genética e
Biotecnologia
A biotecnologia está
avançando rapidamente, com destaque para a edição genética e o uso de IA para
descoberta de novos medicamentos.
Biotecnologia: O mercado
global deve se expandir, impactando profundamente a saúde e a agricultura.
6. Cibersegurança Proativa
(Cybersecurity Mesh)
Com o aumento da IA, a
cibersegurança deixou de ser apenas defensiva para se tornar uma estratégia de
continuidade de negócios, utilizando IA para antecipar ameaças.
7. Conectividade e Computação
Avançada
O 5G, junto com a Computação
em Borda (Edge Computing), permite processamento de dados quase instantâneo,
essencial para a Internet das Coisas (IoT) e veículos autônomos.
A transformação digital tem
se consolidado como uma das principais pautas em empresas, instituições e governos
em todo o mundo. O conceito envolve o uso de tecnologias digitais para
aprimorar ou reinventar processos, estruturas e modelos de negócio, com o
objetivo de gerar novos valores para usuários, clientes e demais públicos.
Entre os exemplos mais
recorrentes estão a automação de processos, o uso de grandes volumes de dados
(Big Data), a aplicação de inteligência artificial (IA), a computação em nuvem
(Cloud Computing) e a integração de dispositivos conectados à Internet das
Coisas (IoT). As chamadas tecnologias emergentes são o alicerce desse processo.
Elas representam inovações ainda em fase de desenvolvimento ou de adoção
inicial, mas com alto potencial de impacto em mercados e na sociedade. Entre as
mais relevantes estão:
Inteligência Artificial (IA)
e Aprendizado de Máquina (Machine Learning);
Internet das Coisas (IoT);
Blockchain;
Computação Quântica;
Redes móveis de nova geração
(5G e 6G);
Computação em Nuvem e Edge
Computing.
Essas tecnologias permitem avanços em diferentes setores, promovendo eficiência, conectividade e inteligência nos processos.
Aplicações práticas em diferentes setores
Na saúde, a transformação
digital se reflete no uso de telemedicina, dispositivos vestíveis conectados e
na análise de dados para diagnósticos mais precisos e tratamentos
personalizados. Na educação, plataformas de ensino online integram IA e Big
Data para personalizar jornadas de aprendizado e formar profissionais mais
capacitados. Tecnologias como realidade aumentada (AR) e realidade virtual
(VR), combinadas às redes 5G e 6G, oferecem experiências imersivas e
interativas.
Na indústria e manufatura, a
chamada Indústria 4.0 se apoia em IoT, IA e conectividade avançada para
monitorar operações, prever falhas e tomar decisões em tempo real, com alta
confiabilidade e baixa latência. No varejo, chatbots inteligentes e sistemas de
recomendação baseados em IA estão transformando o atendimento ao cliente e a
experiência de compra online.
Mais do que tecnologia: uma
mudança cultural
A transformação digital
também envolve uma mudança de mentalidade. Empresas que adotam uma cultura de
inovação contínua incentivam seus colaboradores a explorar novas ferramentas e
propor soluções. Plataformas colaborativas e o trabalho remoto exemplificam
como a tecnologia pode impulsionar uma cultura organizacional mais ágil e
integrada. Entre os principais benefícios, destacam-se:
Maior eficiência operacional,
por meio da automação e da otimização de recursos;
Personalização de produtos e
serviços, com base na análise de dados e comportamento dos usuários;
Inovação constante, abrindo
espaço para novos modelos de negócio e mercados globais.
60% do litoral fluminense é vulnerável à elevação do nível do mar
A
maior parte da costa do estado do Rio de Janeiro pode sofrer com as
consequências das mudanças do clima.
A
conclusão é de um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) que calcula
60% do litoral com vulnerabilidades médias e elevadas, o que indica riscos de
inundações e de erosão causada por ondas.
A
pesquisa foi desenvolvida pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em
Dinâmica dos Oceanos e da Terra Igor Rodrigues Henud, com orientação do
professor Abílio Soares. Segundo Henud, soluções naturais, como a restauração
de ecossistemas e a ampliação de áreas protegidas, podem ser eficazes para
enfrentar os impactos climáticos.
“O
intuito foi mostrar que existem regiões e populações vulneráveis. Só que a
vegetação e os habitats naturais, englobando dunas, restingas, manguezais, Mata
Atlântica, ainda exercem uma influência positiva nessa proteção e, por isso,
eles precisam ser preservados”, disse Igor Henud à Agência Brasil.
Reconhecendo
essa influência positiva, o estudo defende a implementação de soluções baseadas
na natureza (NbS, na sigla em inglês) como a estratégia mais eficaz para
enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Isso
envolve a restauração de ecossistemas, o manejo adaptativo do território e a
proteção de habitats naturais. Além de reduzir riscos, as NbS oferecem
benefícios adicionais, como a melhoria da qualidade da água, a mitigação de
poluentes atmosféricos e o aumento da resiliência a desastres.
Henud
acredita que essas soluções “são ecologicamente sensíveis, economicamente viáveis
e sustentáveis no longo prazo”, ao contrário das infraestruturas convencionais.
Maior
parte do litoral do RJ é vulnerável às mudanças climáticas
A
pesquisa considera impactos já observados no litoral fluminense, como ressacas
mais frequentes, tempestades intensas e a elevação do nível do mar.
De
acordo com o estudo, as duas regiões que estão mais propensas a sofrer impactos
das mudanças do clima são o Norte Fluminense e as Baixadas Litorâneas, também
conhecidas como Região dos Lagos.
Nessas
regiões, características naturais como ventos, ondas e relevo se somam à
fragmentação de habitats costeiros, como a remoção de restingas e manguezais, o
que aumenta significativamente o alto risco dessas áreas.
Henud
e o professor Abílio Simões chegaram a essa conclusão utilizando metodologia
desenvolvida por uma universidade nos Estados Unidos, que reúne variáveis
ambientais e socioeconômicas.
Foram
coletadas várias informações, como dados da Marinha sobre ventos e ondas, dados
globais de profundidade dos oceanos, dados de plataforma continental e de
vegetação, inseridas depois no software InVEST, que simula o que acontece
naturalmente, informou Henud.
Os resultados indicam que a
supressão contínua de habitats naturais intensifica os riscos ambientais e
amplia a exposição do estado do Rio de Janeiro a desastres de maior magnitude
no futuro.
Niterói
aparece no mapa de risco da mudança climática; 60% da orla do estado está
vulnerável.
Fatores
Com
cerca de 1.160 quilômetros de extensão, a zona costeira fluminense abriga 33
municípios e concentra aproximadamente 83% da população do estado,
configurando-se como um território ao mesmo tempo sensível e fundamental para o
desenvolvimento socioeconômico.
Essa
faixa enfrenta pressão crescente da urbanização desordenada, do turismo de
massa e da exploração econômica intensiva, fatores que aceleram a degradação
ambiental e comprometem a capacidade de resposta aos eventos extremos.
Por
isso, é preciso pensar no fator da proteção porque, quanto mais vegetação
houver, maior vai ser a proteção que se vai ter na linha de costa, reforçou.
Ele esclarece que não se conseguirá alterar a força das ondas ou o relevo, mas
é possível alterar o local onde aquelas populações que estão vulneráveis vão se
localizar. A adoção de soluções baseadas na natureza é a maneira de minimizar o
impacto das mudanças climáticas, conclui.
Soluções
cinzas e verdes
Henud
explica ainda que a mitigação das consequências das mudanças climáticas conta
com diferentes ferramentas, e algumas soluções foram denominadas soluções
cinzas e outras, de soluções verdes.
“O
cinza vem do concreto, da parte mais urbana”.
As
verdes, por sua vez, priorizam o reflorestamento, ou seja, usar a natureza em
benefício do ser humano e da própria natureza. (ecodebate)
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