Meio Ambiente
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Poluição provoca uma morte a cada 45 segundos
Impactos da Poluição do
Tráfego
• Veículos pesados: Ônibus e
caminhões a diesel formam a principal fonte de fuligem nas cidades.
• Crianças: O ar sujo inflama
os brônquios e gera milhares de diagnósticos de asma todos os dias.
• Projeção futura: Sem
limites rígidos de emissão, os danos à saúde podem subir drasticamente até a
metade do século.
Caminhos para a Solução
• Eletrificação: A troca
rápida por uma frota de veículos com emissão zero é apontada como a principal
forma de reverter o quadro.
• Combustíveis limpos: Reduzir a dependência de motores a diesel em áreas urbanas densas.
Veículos pesados são os principais responsáveis pela poluição rodoviária
A poluição causada pelos
veículos rodoviários é responsável por uma morte prematura a cada 45 segundos e
por um novo caso de asma infantil a cada dois minutos. O alerta é do Conselho
Internacional de Transporte Limpo (ICCT), que acaba de divulgar o estudo
"Benefícios para a saúde do transporte de emissões zero até 2050".
Segundo o levantamento,
somente em 2024 a poluição do transporte rodoviário contribuiu para quase 700
mil mortes prematuras e 250 mil novos casos de asma infantil em todo o mundo.
"O que torna isso
especialmente preocupante é a trajetória: à medida que países de alta renda
limpam suas frotas de veículos, países de baixa e média renda estão no caminho
para suportar uma parcela crescente dos danos, ampliando, e não reduzindo, a
desigualdade global em saúde", disse o autor principal, Lingzhi Jin.
Nos países de renda mais
alta, a previsão é de uma redução de 48% nas mortes prematuras até 2050. Já nos
países de renda média e baixa, a estimativa é de um aumento de 50% e 200%,
respectivamente.
O Brasil também deve
enfrentar um agravamento desse cenário. Segundo estimativa do ICCT, o número de
mortes prematuras causadas pela poluição dos veículos rodoviários no país
deverá crescer 47% até 2050.
Só em 2024, o Brasil
registrou 8 mil mortes prematuras relacionadas à exposição à poluição do
transporte rodoviário e cerca de 9,2 mil casos de asma pediátrica.
Para o ICCT, apenas uma
eletrificação ampla da frota seria capaz de reduzir drasticamente novos óbitos
e casos de asma infantil nas próximas décadas.
Dois cenários para 2050
Para projetar o impacto da
eletrificação na saúde pública, o estudo trabalhou com dois cenários distintos.
O primeiro, chamado Momentum,
considera todas as metas atuais de eletrificação, inclusive aquelas que ainda
não são obrigatórias. Nesse cenário, o Brasil teria 57% das vendas de veículos
leves novos compostas por veículos elétricos até 2050.
Já os pesados, responsáveis
por cerca de 60% de toda a emissão global de poluentes entre os veículos
rodoviários, teriam apenas 12% das suas vendas compostas por modelos elétricos
em 2050.
O segundo cenário, denominado
Ambicioso, prevê que praticamente 100% das vendas globais de veículos leves e
pesados sejam compostas por modelos de emissão zero. Segundo o instituto, esse
é o único cenário capaz de reduzir de forma significativa as mortes prematuras
e os casos de asma infantil.
Globalmente, esse cenário
poderia reduzir em até 80% os óbitos prematuros, o equivalente a 8,8 milhões de
mortes evitadas, além de diminuir em 63% os casos de asma infantil.
A meta oficial da Associação
Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) é que veículos elétricos e híbridos
representem 30% do mercado nacional em 2030. Ainda assim, segundo o ICCT, esse
ritmo de eletrificação não seria suficiente, em escala global, para reduzir de
forma relevante os impactos da poluição sobre a saúde.
Para alcançar o cenário mais
otimista, o Brasil precisaria ter 61% das vendas de veículos leves compostas
por modelos de emissão zero já em 2035 e atingir 100% em 2045. Entre os
veículos pesados, essa participação deveria chegar a 64% em 2035 e, também,
alcançar 100% em 2045.
Embora os números representem
um crescimento expressivo do mercado brasileiro de eletrificados, eles mostram
que o ritmo atual ainda está longe do necessário para atingir o cenário mais
ambicioso traçado pelo ICCT e reduzir de forma significativa os impactos da
poluição veicular sobre a saúde pública até 2050. (biodieselbr)
Onda de calor extrema pressiona economia europeia e força medidas drásticas
A sucessão de ondas de calor
extrema na Europa em 2026 — após os meses de junho e julho mais quentes já
documentados pelo observatório Copernicus — ameaça custar cerca de €$ 180 bilhões à economia regional, o equivalente a 1% do
PIB, forçando governos e indústrias a adotarem restrições severas de consumo e
de infraestrutura.
Impactos Setoriais e
Econômicos
• Produtividade e Indústria:
Queda acentuada no rendimento do trabalho ao ar livre e em fábricas sem
refrigeração adequada.
• Energia e Logística: Níveis
críticos em rios importantes, como o Reno, dificultam o transporte de
matérias-primas e comprometem a refrigeração de usinas nucleares.
• Turismo e Agricultura:
Cancelamentos de viagens e perdas drásticas em lavouras devido à seca severa
que assola o sul e o centro do continente.
Medidas de Adaptação
• Emergência Energética:
Estados de alerta declarados e pedidos de redução voluntária ou obrigatória de
eletricidade e gás.
• Infraestrutura Urbana:
Fechamento temporário de escolas, restrições de velocidade em ferrovias devido
à dilatação dos trilhos e alertas vermelhos em grandes cidades.
Já tensionada por tarifas dos EUA e guerra no Oriente Médio, temperaturas escaldantes podem custar à economia €$ 180 bilhões.
Pessoas se refrescam perto da fonte da Trafalgar Square
As temperaturas escaldantes
estão forçando medidas drásticas na Europa, onde ondas de calor sucessivas
pressionam uma economia já sob pressão das tarifas dos EUA, da concorrência
chinesa e dos preços mais altos de energia em razão da guerra no Irã.
A Nuclearelectrica, produtora
nuclear estatal da Romênia, começou a desconectar seu único reator operacional
da rede elétrica devido aos níveis recordes de baixa das águas do Danúbio,
essenciais para o resfriamento de seus equipamentos, confirmou a empresa à CNN.
O país declarou estado de
emergência energética durante todo o mês de agosto e pediu a empresas e
residências que reduzissem voluntariamente o consumo, informou a Reuters.
Em outros países, França e
Hungria tiveram de reduzir a produção nuclear devido aos baixos níveis dos rios
e às altas temperaturas. As condições de seca também estão alimentando
incêndios florestais devastadores e custosos, além de reduzir a produtividade
das colheitas, ameaçando elevar os preços dos alimentos.
O verão escaldante da Europa
pode custar à economia €$180 bilhões (US$208
bilhões) neste ano, ou 1% do PIB (Produto Interno Bruto, aproximadamente o
crescimento econômico total esperado para a União Europeia, segundo estimativa
do Triodos Bank, com sede nos Países Baixos.
"A queda na
produtividade do trabalho provavelmente terá o maior impacto econômico, ao lado
das perturbações na agricultura, energia e transporte", afirmou o banco em
relatório divulgado.
Grandes extensões da Europa
enfrentam sua 5ª onda de calor do ano nesta semana, com partes da Grã-Bretanha,
França, Espanha e Itália sob alertas de calor extremo.
A mais recente onda de calor
ocorre após a Europa Ocidental registrar o junho e julho mais quentes já
documentados, de acordo com o Copernicus, o monitor climático da União
Europeia. Em Paris, o calor extremo levou a Torre Eiffel e o Louvre a fecharem
mais cedo em alguns dias.
Embora alguns analistas
duvidem que o calor terá um impacto significativo no crescimento econômico
neste ano, apontando para a melhora na confiança empresarial em julho e o aumento
do PIB no primeiro semestre, o clima quente não é a única ameaça econômica.
Os europeus também enfrentam
a perspectiva de aumento nas contas de energia neste inverno, à medida que os
preços do gás natural O preço dos contratos futuros de referência de gás
natural foi negociado próximo aos níveis mais altos desde o início da guerra no
Irã nesta semana, e quase o dobro do registrado no mesmo período do ano
passado.
A guerra no Oriente Médio
tornou as cargas mais escassas e, consequentemente, mais caras, aumentando as
perspectivas de uma nova crise energética.
O calor intenso também elevou
a demanda por ar-condicionado, impulsionando o consumo de gás natural em um
momento em que os estoques precisam ser reabastecidos antes do inverno.
O Danúbio não é a única
hidrovia europeia crítica que está secando em consequência de uma seca
prolongada.
Na Alemanha, maior economia
da Europa, os níveis recordes de baixa do Rio Reno — uma importante rota de
transporte para produtos industriais como aço e produtos químicos — podem
reduzir em 0,3 ponto percentual o crescimento do PIB do país neste ano, segundo
economistas do banco pan-europeu ING.
Isso seria um golpe pesado
para uma economia que cresce menos de 1% ao ano.
A BASF, gigante alemã do
setor químico, afirmou que pode ser incapaz de cumprir pedidos de alguns
compostos químicos porque os baixos níveis de água do Reno restringiram o
fornecimento de certas matérias-primas essenciais.
"Estamos… transferindo
volumes para modais alternativos de transporte, como caminhões e
ferrovias", disse a empresa à CNN, observando que também está utilizando
um número maior de embarcações especificamente projetadas para navegar em águas
rasas.
Vários estados alemães
suspenderam temporariamente as proibições de circulação de caminhões aos
domingos em um esforço emergencial para mitigar a perturbação na cadeia de
suprimentos.
A Comissão Europeia afirmou no início deste ano que os estados-membros da UE deveriam investir cerca de €$ 70 bilhões (US$ 81 bilhões) por ano até 2050 em adaptação climática — gastos que poderiam impulsionar as economias, mas que também exerceriam pressão sobre os orçamentos governamentais já sobrecarregados.
Algumas empresas já começaram
a se adaptar de maneiras inovadoras. Na Inglaterra, uma região notoriamente
chuvosa, a Rookery Farm, de propriedade familiar, está colhendo sua safra às 3hs para garantir que ela tenha teor de umidade suficiente.
"A colheita não é mais apenas uma questão de escapar da chuva — agora estamos nos adaptando a culturas que podem ficar secas demais, o que significa mais colheitas noturnas para atender aos padrões de qualidade exigidos pelos nossos clientes", disse a agricultora Eleanor Gilbert em um vídeo publicado no Instagram.
Altos preços de energia à frente
Enquanto a Europa enfrenta
sucessivas ondas de calor, ela também se depara com a perspectiva de uma crise
energética no inverno.
Os níveis de armazenamento de gás em toda a UE estavam 59% cheios, de acordo com dados do Gas Infrastructure Europe — bem abaixo da média para esta época do ano e em linha com os níveis observados durante o verão de 2021, quando a Rússia havia começado a restringir as exportações para o continente.
"Estou muito preocupada", disse Anne-Sophie Corbeau, pesquisadora do Center on Global Energy Policy da Columbia University, sobre a capacidade da UE de repor os estoques reduzidos.
"Houve muito poucos
carregamentos… saindo pelo Estreito de Hormuz. Todos eles estão indo para a
Ásia", ela disse à CNN.
O verão é a época de pico na Europa para o abastecimento de gás antes dos meses mais frios do inverno, quando os preços costumam ser consideravelmente mais altos. No entanto, o Estreito de Hormuz ainda está efetivamente fechado, bloqueando ⅕ do fornecimento mundial de gás natural liquefeito — uma forma líquida do combustível transportada por navios-tanque.
Os carregamentos restantes,
como os provenientes dos Estados Unidos, também têm maior probabilidade de se
dirigir à Ásia do que à Europa, dizem analistas, porque a demanda lá é
particularmente forte e os compradores estão pagando mais.
Mas isso "não é uma
crise de '22'", disse Christoph Halser, analista sênior de pesquisa de gás
e GNL da Rystad Energy, referindo-se aos históricos picos de preços naquele ano
na Europa após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.
Desde então, o continente
reduziu significativamente suas importações do gás de Moscou — a maior parte
das quais chegava por gasodutos — além de ter reduzido seu consumo geral.
"A demanda de gás na
Europa hoje é aproximadamente 20% menor do que, digamos, em 2021", disse
Halser à CNN.
Massimo Di Odoardo,
vice-presidente de pesquisa de gás e GNL da Wood Mackenzie, também está
confiante de que a Europa evitará um cenário grave de escassez de energia e
apagões.
O preço do contrato de
referência de gás natural da Europa fechou a €$61 ($70) por megawatt-hora, bem acima dos €$32 ($37) registrados no mesmo dia em 2025, de acordo
com dados da Intercontinental Exchange.
Durante o inverno, "a
Europa deveria estar realmente preocupada com uma situação em que o Estreito de
Hormuz não seja aberto, pois isso certamente poderia resultar em preços extremamente
altos", disse Di Odoardo. (cnnbrasil)
sábado, 5 de setembro de 2026
Aquecimento global é uma emergência de saúde pública que bate à nossa porta
Impactos Diretos na Saúde
• Calor extremo: Provoca
desidratação rápida, exaustão e sobrecarga cardiovascular.
• Doenças infecciosas:
Temperaturas altas expandem as áreas de reprodução de mosquitos da dengue, zika
e chikungunya.
• Problemas respiratórios: A
poluição do ar agravada por queimadas afeta pulmões e vias aéreas.
• Segurança alimentar: Secas
e tempestades reduzem a safra de alimentos e contaminam a água potável.
Grupos de Risco e Desafios
• Populações vulneráveis:
Crianças, idosos e pessoas com males crônicos sofrem mais com as variações
bruscas.
• Pressão hospitalar:
Desastres climáticos geram picos de atendimento e risco de falhas estruturais
em postos de atendimento.
• Ações locais: Especialistas
cobram vigilância genômica e redes de atendimento preparadas para surtos
repentinos.
Como as mudanças climáticas
estão reescrevendo o mapa das doenças infecciosas e o que podemos fazer para
nos preparar.
Relatório revela que o planeta em ebulição não transforma apenas o clima. Ele acelera a propagação de vírus, bactérias e fungos que antes estavam longe de nós. A boa notícia é que a ciência já sabe como agir.
A estação que não reconheço mais
Você já parou para reparar
que o outono parece cada vez mais um verão prolongado? Que o inverno chega
tarde e vai embora cedo, deixando um rastro de dias quentes onde antes era
frio? Não é impressão sua. Eu também tenho sentido isso nas últimas temporadas
e não estou falando apenas de desconforto térmico. Estou falando de algo muito
mais silencioso e perigoso.
Essa virada no ritmo da
natureza não está apenas bagunçando nossos calendários. Está reescrevendo, em tempo
real, o mapa das doenças que nos cercam. O que antes era um problema de
geleiras e ursos polares agora entrou pela porta da frente, no posto de saúde
mais próximo, no boletim de dengue da sua cidade.
O relatório global “Role of Climate Change on Emerging and Reemerging Infectious Diseases: From Attribution to Action in Global Health Preparedness”, colocar isso em números e em palavras que não podemos mais ignorar: a mudança climática antropogênica, aquela que alimentamos a cada dia com nossa forma de produzir, consumir e viver, tornou-se uma ameaça fundamental à saúde pública. Não é uma ameaça futura. É atual, presente, e já está fazendo vítimas.
O motor invisível das epidemias
Quando falamos em aquecimento
global, costumamos imaginar ondas de calor, secas, enchentes. Raramente
pensamos em vírus. Mas a ciência hoje é categórica ao afirmar que o clima não é
o cenário onde a vida acontece; ele é o motor principal da dinâmica das doenças
infecciosas.
Microrganismos que antes
estavam confinados a regiões tropicais, equilibrados por cadeias ecológicas
estáveis, estão encontrando novos lares. Mosquitos migram para altitudes mais
altas, pulgas sobrevivem a invernos mais curtos, fungos se adaptam a
temperaturas que antes os inativariam. Não é ficção científica. É ecologia em
movimento, impulsionada por nós.
O relatório me chamou a
atenção para um campo que considero fascinante e ao mesmo tempo assustador: a
Ciência da Atribuição. Diferente das afirmações vagas de que “o calor favorece
doenças”, os cientistas estão agora quantificando com precisão o quanto de cada
surto pode ser debitado diretamente à nossa interferência no clima.
Sabe aquela sensação de que
todo ano a dengue chega mais forte? Ela tem lastro matemático. Os pesquisadores
estimam que cerca de 18% da carga global de dengue entre 1995 e 2014 pode ser
atribuída às mudanças climáticas. Não é um detalhe. É quase um quinto de todas
as infecções. Em 2023, o Ciclone Yaku no Peru desencadeou chuvas extremas que
tornaram o maior surto de dengue da história daquele país, 189% mais provável
justamente por causa da interferência humana no clima.
Não são números frios. São leitos de UTI, famílias de luto, crianças com febre, idosos desidratados. Cada porcentagem ali tem um rosto.
Doenças que nunca pediram visto
O relatório elenca uma lista
de velhos conhecidos que estão ganhando novo fôlego. O Vírus do Nilo Ocidental,
que considerávamos um problema restrito a algumas regiões da África e Oriente
Médio, agora se espalha pela Europa, aproveitando verões mais longos e invernos
que não matam mais seus vetores. A própria peste, a mesma que dizimou
populações na Idade Média, está reemergindo em focos pontuais porque roedores e
pulgas encontram condições favoráveis em climas alterados.
Mas o que mais me impactou
foi o alerta sobre infecções fúngicas invasivas, como a candidemia. Fungos
sempre foram uma ameaça para pessoas imunossuprimidas, mas agora estão se
adaptando ao calor do nosso planeta. E, como sabemos, fungos são
particularmente difíceis de tratar. Há poucos medicamentos disponíveis e a
resistência aumenta.
Parece um enredo de filme de suspense, mas é a realidade da pesquisa médica hoje. O calor ensina os patógenos a sobreviverem dentro de nós.
O que a COVID-19 nos ensinou e ainda não colocamos em prática
Se tem uma coisa que a
pandemia de COVID-19 deixou muito clara é que sistemas de saúde frágeis e a
desinformação matam tanto quanto o próprio vírus. Mas também nos mostrou o
poder da ciência quando ela age rápido, de forma colaborativa e transparente.
O relatório sugere que o
caminho para nos prepararmos para o que vem pela frente não é construir muros,
mas sim pontes. Pontes entre laboratórios e comunidades, entre dados ambientais
e registros médicos, entre governos e cidadãos.
Isso significa investir em diagnósticos acessíveis. Soa básico, mas muitas comunidades carecem dos testes mais simples para identificar um surto antes que ele se alastre. Significa também Vigilância Genômica, o monitoramento do material genético de patógenos, inclusive no esgoto das cidades, para detectar ameaças quando ainda são apenas um sinal fraco. E, acima de tudo, significa união global e local. O clima não respeita fronteiras e as doenças também não. Dados abertos, compartilhamento justo, cooperação entre países e entre vizinhos de bairro.
O que eu posso fazer?
É a pergunta que sempre faço
quando o tema parece grande demais. Mudança climática, emergência sanitária,
vigilância genômica, aparecem assuntos de cientistas em jalecos brancos e
diplomatas em salas fechadas. Mas o relatório enfatiza que a transformação
passa pelo engajamento comunitário.
E isso inclui você e eu
Profissionais de saúde
precisam ser treinados para reconhecer essas “novas” doenças que estão
ressurgindo e nós, como cidadãos, precisamos confiar na ciência, mas também
cobrar políticas públicas de adaptação. Exigir que nosso posto de saúde tenha
testes rápidos. Apoiar a ciência aberta. Entender que o ar que respiramos e a
água que bebemos não são vetores de medo, mas de vida e que protegê-los é uma
escolha coletiva.
A ciência da atribuição já
nos mostra os números. A ciência da convergência nos mostra o caminho: integrar
climatologia, medicina, ecologia e ciências sociais. Não dá mais para tratar
cada área separadamente.
Um futuro que ainda podemos
escrever
Fecho o relatório com uma
mistura de inquietação e esperança. Inquietação porque os dados são
incontornáveis. Esperança porque a ciência já sabe o que fazer. Diagnósticos
acessíveis, vigilância genômica inteligente, sistemas de resposta rápida e,
acima de tudo, humanidade.
Não é uma tarefa para laboratórios. É uma escolha de cada um de nós, todos os dias, ao votar, ao consumir, ao cobrar, ao cuidar do quintal e da saúde do vizinho.
O planeta está aquecendo, sim. Mas nosso coração e nossa razão também podem aquecer, no sentido de se mover, de agir, de se antecipar.
Porque, no fim, a maior
vacina contra as doenças do amanhã é o conhecimento compartilhado hoje. E a
melhor barreira contra o caos é a solidariedade. (ecodebate)
Super El Niño 2026: 10 fatos que você precisa saber
Os impactos do El Niño no
Brasil costumam incluir o agravamento de secas, enchentes, ondas de calor,
incêndios florestais, branqueamento de corais e aumento no preço de alimentos.
Na última passagem do El Niño, em 2024, o país enfrentou a maior estiagem da
história — com rios secos, queimadas intensas e muita fumaça na Amazônia e no
Pantanal — e fortes chuvas, como as causadoras das enchentes no Rio Grande do
Sul, o pior desastre climático do estado.
Quando esses eventos extremos se combinam com falta de planejamento público, os prejuízos sociais, econômicos e ambientais aumentam.
1. Como o El Niño afeta as regiões do Brasil?
Os impactos do El Niño variam
entre as regiões. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o fenômeno agrava a seca,
o calor extremo e as queimadas. No Sudeste, favorece ondas de calor, baixa
umidade e insegurança hídrica. No Sul, geralmente provoca chuvas acima da
média, enchentes e deslizamentos. Em todo o Brasil, os preços dos alimentos, da
água e da energia podem aumentar.
2. O que significa El Niño?
Segundo a agência científica
NOAA, o nome El Niño surgiu há cerca de 200 anos, quando pescadores peruanos
observaram que as águas do Oceano Pacífico ficavam mais quentes em determinados
períodos, geralmente próximos ao Natal. Em homenagem ao Menino Jesus, eles
passaram a chamar o fenômeno de “o menino” em espanhol.
3. Qual a relação entre El
Niño e mudanças climáticas?
O El Niño está associado ao
aquecimento das águas do oceano. Em um planeta mais quente devido às emissões
de gases de efeito estufa (GEE), os oceanos absorvem cerca de 90% do excesso de
calor gerado pela crise climática, influenciando regimes de chuva e vento, e
potencializando eventos extremos.
4. Super El Niño não é
alarme, é alerta
Ainda não é possível prever a intensidade do El Niño, mas os sistemas de monitoramento indicam que o fenômeno chegou e que precisamos de ação climática urgente, como mostram os efeitos das fortes chuvas, secas e ondas de calor nos últimos anos. De acordo com a plataforma Adapta Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), 65% dos municípios brasileiros têm baixa capacidade de adaptação climática, um alerta do quanto precisamos nos antecipar antes das tragédias acontecerem.
5. Risco de queimadas e fumaça
A maioria dos incêndios
florestais tem origem humana. Em anos de El Niño, as queimadas tendem a se
intensificar, como foi em 2024, quando a fumaça atingiu 10 estados da Amazônia
e do Pantanal, aumentando problemas respiratórios, especialmente entre
populações indígenas, ribeirinhas e periféricas. Relatório do Greenpeace mostra
que a qualidade do ar violou as diretrizes da Organização Mundial da Saúde
(OMS). O desmatamento e a degradação da floresta favorecem a propagação do
fogo, que amplia as emissões, retroalimentando a crise climática.
Apoie o Greenpeace Brasil e
faça a diferença!
6. Conta mais cara: comida,
água e luz
A chuva intensa e a seca
severa afetam a produção agrícola e pressionam o preço dos alimentos. No El
Niño de 2015, por exemplo, gastos com comida subiram 12%. Seca prolongada
também reduz a geração hidrelétrica e pode elevar as tarifas de energia. No
Sudeste, há risco de insegurança hídrica semelhante ao cenário de São Paulo em
2015, com reservatórios em níveis baixos.
7. Seca severa e ondas de
calor
O Brasil enfrentou a pior seca de sua história no último El Niño, que atingiu mais de 80% dos municípios do país em 2024. Para 2026 e 2027, especialistas alertam sobre a possibilidade de novos períodos de estiagem intensa e temperaturas acima da média. O calor extremo também tem se tornado cada vez mais frequente: há 60 anos, o Brasil registrava 7 dias de ondas de calor por ano; hoje, esse número chega a 52 dias. Mais de 48 mil brasileiros morreram em duas décadas em decorrência do calor extremo, principalmente idosos, mulheres, pessoas negras e de baixa escolaridade (Fiocruz, 2024).
8. Fim dos combustíveis fósseis
Reduzir o uso de petróleo,
carvão e gás e frear novas explorações, como na Foz do Amazonas, ajudam a
conter a intensificação da crise climática. A queima de combustíveis fósseis é
a principal causa do aquecimento global e grande parte desse calor é absorvida
pelos oceanos, agravando fenômenos climáticos como o El Niño. Ecossistemas
marinhos, como os recifes de coral, ajudam a proteger o litoral — onde mora a
maioria dos brasileiros — contra tempestades e erosões, mas o aumento de
temperatura do oceano pode causar seu branqueamento, como ocorreu em 2024,
gerando um impacto em cadeia: prejudica a renda de pequenos pescadores e a
segurança alimentar da população, já que a pesca artesanal é responsável por
mais de 60% dos pescados no país.
9. Agronegócio: vilão e
vítima
A agricultura está entre os
setores mais afetados pelos eventos climáticos extremos. Ao mesmo tempo, o
avanço da agropecuária sobre os biomas brasileiros impulsiona o desmatamento,
principal fonte de emissões do país, agravando os impactos do El Niño. Em vez
de fortalecer ações de adaptação e mitigação, a bancada ruralista tem promovido
medidas que enfraquecem a proteção ambiental, como mudanças no licenciamento
ambiental e ameaças à Moratória da Soja.
10. Saiba o que fazer diante
do El Niño
Em ano de eleição, devemos
lembrar que o El Niño é natural, mas a gravidade de seus impactos não. União,
estados e municípios têm responsabilidade de agir antes do pior acontecer,
investindo em ciência, infraestrutura, defesa civil e proteção ambiental para
reduzir danos e perdas humanas. Além de acompanhar alertas meteorológicos,
cobre da prefeitura, da escola e dos órgãos públicos a existência de planos de
adaptação climática e prevenção a desastres, principalmente para as famílias
vulnerabilizadas.
A chegada do El Niño foi
confirmada pela agência climática dos Estados Unidos. A dúvida agora é se o
fenômeno terá força recorde, conforme os cálculos e projeções.
O anúncio era aguardado por
meteorologistas, já que os principais indicadores vinham apontando, há semanas,
a consolidação do fenômeno.
O El Niño nasce do
aquecimento anormal das águas do Pacífico e pode alterar o padrão de chuva e
calor em diferentes partes do mundo.
Agência dos EUA prevê
fortalecimento do fenômeno nos próximos meses. No Sul do Brasil, evento irá
aumentar o risco de extremos climáticos. As projeções climáticas apontam que o
El Niño deve continuar ganhando força ao longo dos próximos meses. Segundo a
NOAA, há 63% de probabilidade de que o episódio alcance intensidade muito forte
entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Caso o cenário se confirme, o fenômeno poderá figurar entre os mais intensos registrados desde o início das medições modernas, em 1950.
A confirmação do fenômeno reacende a atenção no Rio Grande do Sul após a enchente histórica registrada em maio de 2024. O desastre ocorreu durante o último episódio de El Niño, que se desenvolveu entre 2023 e 2024 e provocou impactos em centenas de municípios gaúchos. (greenpeace)
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Taxa de mudança climática afeta a estabilidade da AMOC
Um estudo da Universidade de
Utrecht mostra que a estabilidade da AMOC depende da velocidade do aquecimento
global, e não apenas de um limite fixo de temperatura. Sob um aumento rápido de
CO2, a circulação pode entrar em colapso com +2°C, mas resiste a
aumentos lentos mesmo acima de +5°C.
O Impacto da Taxa de
Aquecimento
• Aquecimento rápido: Se o CO2
subir depressa, a superfície do oceano aquece antes que o calor se espalhe para
o fundo. Isso impede o afundamento da água fria e desestabiliza a esteira de
correntes.
• Aquecimento lento: Se a
mudança climática ocorrer de forma gradual, o oceano tem tempo para se adaptar,
mantendo a estabilidade da circulação por mais tempo.
• Previsão crítica:
Cientistas alertam que o ponto de ruptura pode ser alcançado por volta de 2060
se o ritmo atual de emissões mantiver uma taxa de aquecimento acelerada.
Consequências do
Enfraquecimento
• Clima regional: Mudanças
severas nos regimes de chuva e queda relativa de temperatura em partes da
Europa e do Atlântico Norte.
• Redistribuição de calor:
Altera o balanço térmico global e intensifica eventos extremos em várias
regiões do planeta.]
Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico: Um aquecimento mais rápido pode desencadear um ponto de inflexão que um aquecimento mais lento poderia evitar.
Há vários anos, cientistas do
clima vêm demonstrando que a Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico
(AMOC, na sigla em inglês) pode parar se o aquecimento global for excessivo.
Uma nova pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Utrecht mostra
que esse quadro está incompleto: o ritmo do aquecimento também determina se a
AMOC permanecerá estável. O estudo foi publicado na revista científica Nature
Climate Change.
A Circulação Meridional de
Revolvimento do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês) é o sistema de correntes
oceânicas que transporta água quente dos trópicos para o norte. Ela desempenha
um papel fundamental na redistribuição do calor pelo planeta e ajuda a manter o
clima relativamente ameno na Europa Ocidental.
Os cientistas há muito suspeitam que este “motor térmico” do Oceano Atlântico possa atingir um ponto de inflexão. Isso significa que o sistema passaria de seu estado forte atual para um estado muito mais fraco dentro de algumas décadas. Tal evento de inflexão poderia ser desencadeado por influências externas, como um aumento na quantidade de água de degelo das regiões polares ou o próprio aquecimento global.
As mudanças climáticas podem enfraquecer a AMOC
Limiar de temperatura
Até agora, acreditava-se que
a AMOC (Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico) atingia seu ponto
de inflexão e entrava em colapso em torno de um aumento de temperatura de +4°C.
Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Marinha e Atmosférica de Utrecht mostram
agora que a história é mais complexa. “Nossos resultados mostram que não existe
necessariamente uma temperatura fixa a partir da qual a AMOC inevitavelmente
entra em colapso”, afirma o autor principal, René van Westen. “A estabilidade
da circulação depende da velocidade com que o clima está mudando”.
Nossos resultados mostram que
não existe necessariamente uma temperatura fixa além da qual a AMOC
inevitavelmente entra em colapso. A estabilidade da circulação depende da
velocidade com que o clima está mudando.
Taxa de mudança climática
afeta a estabilidade da AMOC - Circulação Meridional de Revolvimento do
Atlântico, AMOC, Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico, o que é
AMOC, enfraquecimento da AMOC, Circulação Meridional de Revolvimento do
Atlântico: Um aquecimento mais rápido pode desencadear um ponto de inflexão que
um aquecimento mais lento poderia evitar. Dr. René, van Westen: Instituto de
Pesquisa Marinha e Atmosférica de Utrecht.
Aquecimento lento versus
aquecimento rápido
Para investigar como a taxa
de mudança climática afeta a intensidade da AMOC (Circulação Meridional de Revolvimento
do Atlântico), Van Westen e seus colegas executaram um modelo climático duas
vezes. Em suas simulações, eles usaram uma quantidade crescente de CO2
atmosférico, mas em velocidades diferentes. Em uma simulação, as concentrações
de CO2 aumentaram lentamente (0,5 ppm por ano); na outra, muito mais
rapidamente (2,5 ppm por ano), comparável à taxa atual.
Sob um aquecimento lento, a AMOC permaneceu estável bem acima de +4°C e não entrou em colapso nem mesmo com um aumento de +5°C. Sob um aquecimento rápido, a AMOC entrou em colapso já por volta de +2°C. “Deliberadamente, analisamos um cenário muito mais lento do que o que estamos vivenciando hoje”, explica o coautor Reyk Börner. “Isso nos permitiu isolar o efeito da taxa de aquecimento, independentemente de quão quente o planeta fique no final”.
Resiliência
A explicação reside na
capacidade do oceano de se ajustar às mudanças. “Com um aquecimento lento, todo
o oceano, da superfície até suas camadas mais profundas, tem tempo para se
reorganizar gradualmente e se adaptar às condições em transformação”, afirma o
coautor Henk Dijkstra, professor de Oceanografia Dinâmica. “Com um aquecimento
mais rápido, o oceano simplesmente não consegue acompanhar”.
Com um aquecimento lento,
todo o oceano tem tempo para se reorganizar gradualmente e se adaptar às
mudanças. Com um aquecimento mais rápido, o oceano simplesmente não consegue
acompanhar. Henk Dijkstra: Prof. Dr. Ir. Henk Dijkstra, professor de
Oceanografia Dinâmica; Instituto de Pesquisa Marinha e Atmosférica de Utrecht
Voando para fora da estrada
Segundo os pesquisadores, a taxa crítica de aquecimento gira em torno de 0,3°C por década, um ritmo que o mundo já está atingindo. Van Westen compara a situação a dirigir um carro: “Se você está dirigindo em direção a uma parede, faz sentido contorná-la. Para isso, você precisa frear, caso contrário, você sai da estrada. Quando se trata de aquecimento global, o mundo ainda está pisando fundo no acelerador”.
Em perspectiva
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O mesmo grupo de pesquisa
publicou sobre a estabilidade do AMOC diversas vezes nos últimos anos, cada vez
sob uma perspectiva ligeiramente diferente.
Em 2024, o grupo demonstrou
que o aumento da quantidade de água de degelo no Atlântico Norte torna a AMOC
mais instável. Esse mecanismo já era suspeito há tempos, mas este estudo foi o
primeiro a demonstrá-lo em um modelo climático moderno e complexo. Os
resultados confirmaram a existência de um limiar crítico de água de degelo a
partir do qual a AMOC se torna instável. No entanto, esse limiar é
irrealisticamente alto, o que significa que é improvável que a AMOC atual se
torne instável apenas por essa contribuição. Esse estudo não levou em
consideração o aquecimento global nem sua velocidade.
Um estudo posterior examinou
diferentes cenários de aquecimento global e concluiu que a AMOC atingiria um
ponto de inflexão por volta de 2060, tanto em um cenário de emissões
intermediárias quanto em um de altas emissões. Nessas simulações, o ponto de
inflexão foi atingido com um aquecimento global de aproximadamente 2,5°C.
O novo estudo explica por que
os resultados de tais estudos podem divergir e por que os limiares de
temperatura estimados variam entre os modelos climáticos e os cenários de
emissões. Embora a AMOC (Circulação
Meridional de Revolvimento do Atlântico) possua um limiar crítico para a água
de degelo, não existe um limiar de temperatura universal. Em vez disso, a
estabilidade da AMOC depende da taxa de aquecimento: quanto mais rápido o clima
aquece, mais vulnerável a AMOC se torna, enquanto um aquecimento mais lento
permite que ela permaneça estável sob níveis substancialmente mais altos de
aquecimento global.
Política climática
Quanto mais lento o aquecimento, mais tempo o Oceano Atlântico terá para se adaptar e menor será o risco de um colapso da AMOC (Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico) a curto prazo. Isso tem implicações para a forma como pensamos sobre as políticas climáticas: muitas das políticas atuais, incluindo o Acordo de Paris, visam limitar o pico de temperatura. Isso às vezes se baseia em trajetórias de “ultrapassagem”: aquecimento global temporário além desse limite, partindo do pressuposto de que tecnologias futuras poderão, posteriormente, reduzir a temperatura.
Segundo Van Westen, essa suposição é arriscada. “Um ponto de inflexão que induza um colapso da AMOC (Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico) pode ser desencadeado já durante um pico temporário como esse. Uma vez que isso aconteça, não pode ser simplesmente revertido. É comparável aos recifes de coral: uma vez que morrem devido ao aquecimento dos oceanos, eles não voltar a crescer, mesmo que a temperatura caia novamente mais tarde”. Se as políticas públicas se concentrarem apenas no pico de aquecimento final, pode já ser tarde demais. Os pesquisadores argumentam, portanto, que as reduções de emissões destinadas a limitar a taxa de aquecimento global merecem seu próprio espaço na agenda política. (ecodebate)
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