domingo, 25 de janeiro de 2026

As tecnologias de um futuro que já começou

O futuro tecnológico não é mais uma projeção distante; ele já está integrado ao cotidiano em 2025 e 2026, com foco em inteligência artificial avançada, sustentabilidade e conectividade. Tecnologias que antes pareciam ficção científica, como robôs humanoides funcionais e computação espacial, já operam em setores industriais e corporativos.

Aqui estão as principais tecnologias de um futuro que já começou:

1. IA Generativa e Agentes Inteligentes

A inteligência artificial evoluiu de simples chatbots para agentes autônomos (Agentic AI) capazes de realizar tarefas complexas, tomar decisões estratégicas em tempo real e personalizar experiências.

Impacto: Automatização de processos, criação de conteúdo e suporte hiperpersonalizado.

2026: Previsão de que 40% das aplicações corporativas incluam agentes de IA específicos para tarefas.

2. Robótica Humanoides e Física (Physical AI)

Robôs com forma humana, como o Engine Ait800, já estão sendo implantados em fábricas e armazéns, operando com movimentos dinâmicos e coordenação para tarefas pesadas.

IA Física: A convergência de IA com robótica permite que máquinas naveguem e manipulem objetos em ambientes industriais não estruturados.

3. Computação Espacial (RA/RV)

A mistura do físico com o digital (Realidade Aumentada e Virtual) consolidou-se como ferramenta de trabalho e design, não apenas entretenimento.

Uso: Treinamentos imersivos, design industrial e colaboração remota.

4. Tecnologias Verdes e Sustentabilidade Digital

Em 2025, a sustentabilidade digital tornou-se prioridade, com o desenvolvimento de tecnologias para reduzir a pegada de carbono do setor de TI.

Exemplos: Baterias de estado sólido (mais eficientes e seguras), captura de carbono e otimização energética por IA.

5. Edição Genética e Biotecnologia

A biotecnologia está avançando rapidamente, com destaque para a edição genética e o uso de IA para descoberta de novos medicamentos.

Biotecnologia: O mercado global deve se expandir, impactando profundamente a saúde e a agricultura.

6. Cibersegurança Proativa (Cybersecurity Mesh)

Com o aumento da IA, a cibersegurança deixou de ser apenas defensiva para se tornar uma estratégia de continuidade de negócios, utilizando IA para antecipar ameaças.

7. Conectividade e Computação Avançada

O 5G, junto com a Computação em Borda (Edge Computing), permite processamento de dados quase instantâneo, essencial para a Internet das Coisas (IoT) e veículos autônomos.

Essas inovações marcam uma era onde a inteligência artificial, a automação e a sustentabilidade moldam o mercado de trabalho e a sociedade.
Transformação digital e tecnologias emergentes: o futuro que já começou

A transformação digital tem se consolidado como uma das principais pautas em empresas, instituições e governos em todo o mundo. O conceito envolve o uso de tecnologias digitais para aprimorar ou reinventar processos, estruturas e modelos de negócio, com o objetivo de gerar novos valores para usuários, clientes e demais públicos.

Entre os exemplos mais recorrentes estão a automação de processos, o uso de grandes volumes de dados (Big Data), a aplicação de inteligência artificial (IA), a computação em nuvem (Cloud Computing) e a integração de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT). As chamadas tecnologias emergentes são o alicerce desse processo. Elas representam inovações ainda em fase de desenvolvimento ou de adoção inicial, mas com alto potencial de impacto em mercados e na sociedade. Entre as mais relevantes estão:

Inteligência Artificial (IA) e Aprendizado de Máquina (Machine Learning);

Internet das Coisas (IoT);

Blockchain;

Computação Quântica;

Redes móveis de nova geração (5G e 6G);

Computação em Nuvem e Edge Computing.

Essas tecnologias permitem avanços em diferentes setores, promovendo eficiência, conectividade e inteligência nos processos.

Aplicações práticas em diferentes setores

Na saúde, a transformação digital se reflete no uso de telemedicina, dispositivos vestíveis conectados e na análise de dados para diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados. Na educação, plataformas de ensino online integram IA e Big Data para personalizar jornadas de aprendizado e formar profissionais mais capacitados. Tecnologias como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR), combinadas às redes 5G e 6G, oferecem experiências imersivas e interativas.

Na indústria e manufatura, a chamada Indústria 4.0 se apoia em IoT, IA e conectividade avançada para monitorar operações, prever falhas e tomar decisões em tempo real, com alta confiabilidade e baixa latência. No varejo, chatbots inteligentes e sistemas de recomendação baseados em IA estão transformando o atendimento ao cliente e a experiência de compra online.

Mais do que tecnologia: uma mudança cultural

A transformação digital também envolve uma mudança de mentalidade. Empresas que adotam uma cultura de inovação contínua incentivam seus colaboradores a explorar novas ferramentas e propor soluções. Plataformas colaborativas e o trabalho remoto exemplificam como a tecnologia pode impulsionar uma cultura organizacional mais ágil e integrada. Entre os principais benefícios, destacam-se:

Maior eficiência operacional, por meio da automação e da otimização de recursos;

Personalização de produtos e serviços, com base na análise de dados e comportamento dos usuários;

Inovação constante, abrindo espaço para novos modelos de negócio e mercados globais.

Entretanto, há desafios significativos: a resistência à mudança, o alto custo de implementação e a necessidade de capacitação das equipes são obstáculos comuns. Além disso, cresce a importância da cibersegurança e da adequação às regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.
A convergência entre IA, 5G, IoT e computação em nuvem já molda o futuro das redes e da interação humana. A transformação digital deixou de ser uma opção e tornou-se um caminho inevitável para a competitividade, a inovação e a sustentabilidade das organizações em um mundo cada vez mais conectado. (inatel)

60% do litoral fluminense é vulnerável à elevação do nível do mar

Maior parte da costa fluminense é vulnerável a mudanças climáticas

A maior parte da costa do estado do Rio de Janeiro pode sofrer com as consequências das mudanças do clima.

A conclusão é de um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) que calcula 60% do litoral com vulnerabilidades médias e elevadas, o que indica riscos de inundações e de erosão causada por ondas. 

A pesquisa foi desenvolvida pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em Dinâmica dos Oceanos e da Terra Igor Rodrigues Henud, com orientação do professor Abílio Soares. Segundo Henud, soluções naturais, como a restauração de ecossistemas e a ampliação de áreas protegidas, podem ser eficazes para enfrentar os impactos climáticos.

“O intuito foi mostrar que existem regiões e populações vulneráveis. Só que a vegetação e os habitats naturais, englobando dunas, restingas, manguezais, Mata Atlântica, ainda exercem uma influência positiva nessa proteção e, por isso, eles precisam ser preservados”, disse Igor Henud à Agência Brasil.

Reconhecendo essa influência positiva, o estudo defende a implementação de soluções baseadas na natureza (NbS, na sigla em inglês) como a estratégia mais eficaz para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Isso envolve a restauração de ecossistemas, o manejo adaptativo do território e a proteção de habitats naturais. Além de reduzir riscos, as NbS oferecem benefícios adicionais, como a melhoria da qualidade da água, a mitigação de poluentes atmosféricos e o aumento da resiliência a desastres.

Henud acredita que essas soluções “são ecologicamente sensíveis, economicamente viáveis e sustentáveis no longo prazo”, ao contrário das infraestruturas convencionais.

Os pesquisadores defendem também a proteção dos chamados habitats costeiros, que são considerados ecossistemas estratégicos e que estão fora do escopo de preservação oficial, mas podem ajudar a aumentar a resiliência climática.
Maior risco

Maior parte do litoral do RJ é vulnerável às mudanças climáticas

A pesquisa considera impactos já observados no litoral fluminense, como ressacas mais frequentes, tempestades intensas e a elevação do nível do mar.

De acordo com o estudo, as duas regiões que estão mais propensas a sofrer impactos das mudanças do clima são o Norte Fluminense e as Baixadas Litorâneas, também conhecidas como Região dos Lagos.

Nessas regiões, características naturais como ventos, ondas e relevo se somam à fragmentação de habitats costeiros, como a remoção de restingas e manguezais, o que aumenta significativamente o alto risco dessas áreas.

Henud e o professor Abílio Simões chegaram a essa conclusão utilizando metodologia desenvolvida por uma universidade nos Estados Unidos, que reúne variáveis ambientais e socioeconômicas.

Foram coletadas várias informações, como dados da Marinha sobre ventos e ondas, dados globais de profundidade dos oceanos, dados de plataforma continental e de vegetação, inseridas depois no software InVEST, que simula o que acontece naturalmente, informou Henud.

Os resultados indicam que a supressão contínua de habitats naturais intensifica os riscos ambientais e amplia a exposição do estado do Rio de Janeiro a desastres de maior magnitude no futuro.

“Por exemplo, se a gente falar de restinga, de manguezal e de Mata Atlântica, se a gente tem essa vegetação próxima da praia, se uma onda bater nessas regiões, ela perde força. Então, geram uma proteção, sim”, explicou o doutorando.
Em agosto/2024, em um trecho da orla de Piratininga, o mar chegou a jogar areia no calçadão e uma escada ficou praticamente toda soterrada.

Niterói aparece no mapa de risco da mudança climática; 60% da orla do estado está vulnerável.

Fatores

Com cerca de 1.160 quilômetros de extensão, a zona costeira fluminense abriga 33 municípios e concentra aproximadamente 83% da população do estado, configurando-se como um território ao mesmo tempo sensível e fundamental para o desenvolvimento socioeconômico.

Essa faixa enfrenta pressão crescente da urbanização desordenada, do turismo de massa e da exploração econômica intensiva, fatores que aceleram a degradação ambiental e comprometem a capacidade de resposta aos eventos extremos.

Por isso, é preciso pensar no fator da proteção porque, quanto mais vegetação houver, maior vai ser a proteção que se vai ter na linha de costa, reforçou. Ele esclarece que não se conseguirá alterar a força das ondas ou o relevo, mas é possível alterar o local onde aquelas populações que estão vulneráveis vão se localizar. A adoção de soluções baseadas na natureza é a maneira de minimizar o impacto das mudanças climáticas, conclui.

Soluções cinzas e verdes

Henud explica ainda que a mitigação das consequências das mudanças climáticas conta com diferentes ferramentas, e algumas soluções foram denominadas soluções cinzas e outras, de soluções verdes.

As soluções cinzas envolvem posicionar grandes pedras na região costeira ou construir muros com concreto, por exemplo. Pode-se ainda colocar sacos de cimento ou de areia para diminuir a intensidade das ondas, ou construir recifes artificiais.
Brasil possui várias cidades entre as vulneráveis para riscos da elevação do nível do mar.

“O cinza vem do concreto, da parte mais urbana”.

As verdes, por sua vez, priorizam o reflorestamento, ou seja, usar a natureza em benefício do ser humano e da própria natureza. (ecodebate)

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