1. O tempo em que Cubatão se
tornou sinônimo de devastação
A cidade, que concentrava um
dos mais importantes polos industriais do país durante as décadas de 1970 e
1980, tornou-se também o retrato mais brutal de uma industrialização sem
controle efetivo sobre seus impactos. O município reunia atividades de refino
de petróleo, siderurgia, petroquímica, fertilizantes, cimento e química pesada,
com destaque histórico para a Refinaria Presidente Bernardes, a Companhia
Siderúrgica Paulista (Cosipa) e grandes unidades do setor químico e de
fertilizantes. Esse parque industrial altamente concentrado operava, além
disso, em uma área cercada pela Serra do Mar e sujeita a condições que
dificultavam a dispersão dos poluentes, o que agravava ainda mais os efeitos da
contaminação atmosférica sobre a cidade e seu entorno. Foi da combinação entre
esse complexo industrial, o controle ambiental insuficiente e essas condições
geográficas que emergiu o quadro extremo de poluição que marcaria Cubatão.
Não foi por acaso que se
espalharam expressões como “Vale da Morte”, “cidade mais poluída do mundo” e
outras formulações semelhantes que procuravam dar conta da gravidade do quadro.
Décadas depois, essa memória continuaria tão forte que uma reportagem da BBC
News Brasil, publicada em 2017, ainda retomaria esses epítetos para lembrar como
Cubatão se tornou referência internacional de degradação ambiental antes de
iniciar sua lenta recuperação. A própria memória oficial recente do município
reconhece que Cubatão ficou conhecida como uma das regiões mais poluídas do
planeta e que sua reversão começou apenas a partir de rigorosos programas de
controle ambiental implantados nos anos 1980.
A situação era tão severa que
o problema não podia ser reduzido a fumaça visível ou mau cheiro. Tratava-se de
um sistema de contaminação disseminado, alimentado por emissões atmosféricas,
despejos industriais e resíduos oriundos de um complexo produtivo altamente
concentrado, que atingia o ar, os rios, a vegetação e a saúde humana ao mesmo
tempo. Trabalhos acadêmicos sobre a degradação e a recuperação ambiental de
Cubatão mostram que, até julho de 1984, o Rio Cubatão recebia cerca de 64
toneladas por dia de poluentes, o que ajuda a dimensionar a violência da
degradação hídrica. Ao mesmo tempo, dados da Companhia Ambiental do Estado de
São Paulo (CETESB) registram que, nos anos mais críticos, as indústrias
lançavam diariamente quase mil toneladas de poluentes na atmosfera, produzindo
níveis considerados absolutamente críticos.
As características
geográficas de Cubatão também contribuíam para agravar esse quadro. Cercada
pela Serra do Mar e sujeita a condições desfavoráveis à dispersão dos
poluentes, Cubatão funcionava, em larga medida, como uma espécie de armadilha
atmosférica. O material tóxico permanecia concentrado sobre a cidade e suas
áreas vizinhas, intensificando a exposição da população e multiplicando os
danos ambientais. Não se tratava, portanto, apenas de uma cidade industrial com
problemas ambientais relevantes, mas de um território em que a combinação entre
concentração produtiva, localização geográfica e fragilidade do controle
público produziu uma situação excepcionalmente destrutiva.
Os efeitos sobre a saúde
pública foram decisivos para transformar o caso de Cubatão em escândalo
nacional e internacional. Relatos e estudos da época associaram a poluição
intensa ao aumento de internações e mortes por doenças respiratórias, a lesões
dermatológicas ligadas à chuva ácida e a uma alta prevalência de câncer de
pulmão. Mas foi sobretudo a repercussão dos casos de anencefalia e outras
malformações congênitas que chocou a opinião pública. Um texto memorialístico
de Paulo César Naoum, recuperando aquele contexto, recorda que a cidade passou
a ser conhecida pela mídia nacional e internacional como “vale da morte” e
menciona o episódio em que um coveiro, após sucessivos enterros de
recém-nascidos com deformações, denunciou a situação, contribuindo para ampliar
a visibilidade da tragédia ambiental. Mesmo levando em conta o estilo narrativo
desse testemunho, ele ajuda a compreender o grau de comoção produzido pelo caso
Cubatão.
Também a vegetação da Serra
do Mar foi severamente atingida. Pesquisas e reconstituições históricas sobre
Cubatão mostram que a poluição atmosférica contribuiu para a degradação de
extensas áreas de cobertura vegetal, tornando visível, nas encostas, o impacto
cumulativo das emissões industriais. O desastre ambiental de Cubatão não se
expressava apenas em indicadores técnicos. Ele era perceptível na paisagem, na
saúde da população, nos rios e no cotidiano da cidade. Seus efeitos atingiam
simultaneamente os ecossistemas locais e as condições de vida da população.
Por isso, quando Cubatão
recebeu aqueles epítetos tão duros, não se tratava apenas de sensacionalismo
jornalístico. Havia exageros em algumas formulações, como costuma ocorrer em
situações-limite, mas o núcleo do diagnóstico era verdadeiro. Cubatão havia se
transformado em símbolo do que acontece quando crescimento econômico,
concentração industrial e omissão regulatória avançam sem contenção. O
município se tornou, naquele momento, a demonstração mais contundente de que o
desenvolvimento pode produzir riqueza e, ao mesmo tempo, destruir as condições
mínimas de vida de uma cidade inteira.

Cubatão: cidade da Baixada
Santista vista do alto
2. A recuperação não foi
instantânea, foi construída
A reversão do quadro de
Cubatão não ocorreu de forma súbita, nem pode ser atribuída a um gesto isolado
de governo ou de empresa. Ela começou a ser construída quando a gravidade do
problema deixou de poder ser ignorada e passou a exigir resposta institucional
contínua. A partir dos anos 1980, a atuação da CETESB, a pressão pública, a
maior visibilidade nacional e internacional do desastre e a necessidade de
impor controles ao polo industrial abriram caminho para um processo longo de
enfrentamento da poluição. O ponto central dessa mudança foi simples de
enunciar, mas difícil de executar, reduzir emissões, controlar efluentes,
monitorar fontes poluidoras e restaurar áreas degradadas. Isso significou impor
mudanças reais ao funcionamento das grandes fontes emissoras do polo
industrial, inclusive refinaria, siderúrgica e unidades químicas, rompendo com
uma longa fase em que a atividade econômica operava com custos ambientais
amplamente externalizados para o território e para a população.
Esse processo, porém, não foi
obra exclusiva dos órgãos de controle e da burocracia ambiental. Estudos sobre
a trajetória de Cubatão mostram que, ao lado da CETESB, a sociedade civil teve
papel central na evolução do enfrentamento da poluição. A pressão de moradores,
entidades locais e grupos organizados ajudou a impedir que o desastre fosse
tratado como custo normal da industrialização. Entre essas organizações, merece
destaque a Associação das Vítimas da Poluição e das Más Condições de Vida de
Cubatão, cuja atuação deu visibilidade pública ao sofrimento social produzido
pela degradação ambiental e contribuiu para sustentar a cobrança por mudanças
concretas.
Os resultados começaram a
aparecer de maneira gradual. Reconstituições históricas baseadas em dados da
CETESB indicam que o programa de controle implantado em Cubatão levou, ao longo
do tempo, a uma redução próxima de 98% das cargas poluidoras atmosféricas
industriais monitoradas. No caso da água, também houve queda expressiva da
carga orgânica lançada no Rio Cubatão em comparação com o período mais crítico.
Esses números não significam que os problemas tenham desaparecido por completo,
mas mostram que houve transformação concreta, mensurável e sustentada ao longo
de décadas.
Essa mudança foi importante
também porque alterou a relação entre indústria e território. Durante o período
mais grave, o parque industrial funcionava como vetor de prosperidade econômica
e, ao mesmo tempo, como fonte permanente de adoecimento e destruição ecológica.
O processo de recuperação exigiu justamente quebrar essa lógica de impunidade
ambiental. Essa mudança também foi favorecida pelo fato de que a degradação
deixará de ser um problema silencioso e passara a gerar reação pública
organizada, com participação de grupos da sociedade civil que denunciavam seus
efeitos sobre a vida cotidiana da população. Não se tratava apenas de
reconhecer danos, mas de obrigar empresas e poder público a assumir padrões
mínimos de controle, tratamento e responsabilidade. Cubatão passou então a
representar, ainda que de forma imperfeita, um caso em que a regulação
ambiental deixou de ser obstáculo ao desenvolvimento e passou a ser condição
para tornar a vida urbana minimamente compatível com a atividade econômica.
Outro aspecto importante é
que a recuperação não pode ser lida apenas como uma história de engenharia
ambiental ou de eficiência técnica. Ela foi também uma reconstrução lenta da
capacidade de o território voltar a sustentar vida em melhores condições. A
redução de emissões e de despejos poluentes abriu espaço para a regeneração
parcial de áreas naturais, para a diminuição de alguns impactos mais agudos
sobre a saúde e para a própria mudança da imagem pública da cidade. O que antes
aparecia como exemplo extremo de degradação começou, pouco a pouco, a oferecer
sinais de que a reversão não era impossível.
É
justamente aí que reside uma das lições mais fortes do caso de Cubatão. A
recuperação ambiental real não se confunde com melhora cosmética, propaganda
institucional ou mudança de linguagem. Ela depende de tempo, investimento,
fiscalização, produção de dados e continuidade administrativa. No caso
cubatense, o que se consolidou foi um processo cumulativo, com avanços que só
se tornaram mais visíveis porque houve persistência. É esse caráter construído,
gradual e politicamente sustentado que torna a trajetória da cidade relevante
para além de sua história local.
Passeio de 7,66 km leva a
cachoeira de água cristalina em Cubatão (SP), seja de dia ou de noite
Cidade brasileira que já foi
a mais poluída do mundo virou símbolo de recuperação ambiental após tragédia
que matou 93 pessoas na década de 80.
3. O retorno do guará e os
sinais visíveis da recuperação
A recuperação ambiental de
Cubatão começou a adquirir outro significado quando deixou de aparecer apenas
em relatórios técnicos e passou a se tornar visível na própria paisagem. Nenhum
sinal teve força simbólica maior do que o retorno do guará-vermelho (Eudocimus
ruber) aos manguezais da região. Ausente por décadas, a ave passou a
representar, para além da dimensão biológica, a possibilidade concreta de que
um território historicamente associado à devastação voltasse a sustentar formas
visíveis de vida silvestre. Em Cubatão, esse significado foi tão forte que o
guará acabou incorporado à imagem pública do município, sendo tratado
oficialmente como ave-símbolo da cidade e como emblema de sua recuperação
ambiental.
Esse retorno não deve ser
lido como detalhe ornamental nem como simples curiosidade da fauna. O
guará-vermelho é uma espécie profundamente ligada à saúde dos ecossistemas de
mangue e estuário, ambientes decisivos para a reprodução de espécies, para a
dinâmica costeira e para o equilíbrio ecológico da Baixada Santista. Quando uma
ave com esse perfil volta a ocupar um território de forma perceptível, ela
sinaliza que processos ecológicos fundamentais voltaram a operar em algum grau.
Isso não significa restauração plena nem equilíbrio definitivo, mas indica
mudança real de trajetória. Em uma cidade marcada por décadas de poluição
atmosférica, degradação hídrica e comprometimento dos manguezais, a presença do
guará passou a funcionar como evidência concreta de que a vida começava a
reencontrar espaço.
A força simbólica desse
reaparecimento foi ampliada pelo modo como a cidade passou a incorporá-lo em sua
identidade pública. O guará deixou de ser apenas um indicador ecológico e se
converteu em linguagem urbana, marca cultural e referência visual da nova
imagem de Cubatão. A prefeitura passou a tratá-lo como símbolo da identidade
ecológica cubatense e da recuperação ambiental do município. Essa escolha
aparece em diferentes iniciativas recentes, como selo comemorativo oficial com
a ave estampada, projetos urbanos que destacam sua figura e até uma grande
escultura do guará na entrada da cidade, reforçando sua presença na paisagem e
no imaginário local. Em uma cidade por muito tempo associada à fumaça, ao
adoecimento e à destruição, a adoção do guará como imagem pública da nova
Cubatão tem um significado político e cultural que não deve ser subestimado.
Esse processo também ajuda a
entender por que a recuperação ambiental de Cubatão passou a ser percebida de
forma mais ampla pela população. Enquanto gráficos de emissão e índices de
qualidade do ar falam sobretudo ao mundo técnico, o retorno do guará fala à cidade
inteira. Ele torna visível uma mudança que antes parecia restrita a tabelas e
laudos. Ao mesmo tempo, o caso mostra que a reconstrução ambiental não ocorre
apenas quando os danos diminuem, mas também quando a sociedade passa a
reconhecer sinais concretos de regeneração e a incorporá-los como parte de sua
memória e de sua identidade. O guará-vermelho, nesse sentido, não é apenas
consequência da recuperação. Ele se tornou também um dos meios pelos quais essa
recuperação passou a ser compreendida publicamente.
Esse retorno, porém, não deve
ser entendido de forma triunfalista. O retorno da ave não significa que os
manguezais de Cubatão estejam livres de ameaças nem que a agenda ambiental do
município esteja concluída. Pelo contrário, pesquisas e reportagens recentes
mostram que o lixo acumulado, a contaminação e outros impactos ainda afetam o
ecossistema e interferem no comportamento e na sobrevivência do guará-vermelho.
A retomada de ações do Projeto Guará-Vermelho e os estudos sobre os efeitos dos
resíduos nos manguezais mostram que a recuperação precisa ser continuamente
protegida e aprofundada. Isso reforça a leitura mais séria do caso, o guará não
é prova de perfeição ambiental, mas sinal poderoso de que a cidade mudou o rumo
e de que essa mudança precisa ser defendida.
É
justamente por isso que o guará-vermelho ocupa um lugar tão importante na
trajetória recente de Cubatão. Durante décadas, a cidade foi conhecida
sobretudo por aquilo que destruía. Agora, parte de sua imagem pública começa a
ser reconstruída também por aquilo que voltou a abrigar. Em termos ambientais,
esse é um dado expressivo. Em termos políticos e simbólicos, é ainda mais
forte. Ele mostra que a recuperação deixa marcas na paisagem, na biodiversidade
e no modo como uma cidade passa a contar a sua própria história.
Vista parcial de Cubatão a
partir da Serra do Mar
4. Dos selos recentes à lição
política que Cubatão oferece
Os reconhecimentos recebidos
por Cubatão nos últimos anos ajudam a dar forma pública a uma transformação que
vinha sendo construída há décadas. Em março de 2025, o município passou a
integrar o programa internacional Tree Cities of the World, criado pela Arbor
Day Foundation em parceria com a FAO, agência das Nações Unidas para
alimentação e agricultura. Em abril daquele ano, recebeu oficialmente o selo.
Já em março de 2026, Cubatão voltou a ser reconhecida no mesmo programa,
consolidando sua presença entre as cidades destacadas por políticas de
arborização urbana e áreas verdes. A prefeitura também registra que a cidade
conquistou, pela primeira vez, a certificação no Programa Município Verde Azul,
do governo paulista, alcançando 80 pontos no ciclo 2025 após ter registrado
nota negativa em 2023.
Esses marcos recentes ajudam
a dimensionar publicamente uma transformação construída ao longo de décadas.
Quando uma cidade que durante tanto tempo figurou como emblema da devastação
passa a ser mencionada em programas de referência ambiental, isso sinaliza que
a recuperação deixou de ser apenas uma aspiração ou um discurso administrativo.
Passou a ser algo reconhecível, medido e suficientemente consistente para
alterar a imagem pública do município. Em Cubatão, o peso desses selos decorre
justamente do contraste com o passado. Não se trata de um município que sempre
preservou bem suas áreas verdes e agora recebe mais uma distinção. Trata-se de
uma cidade que já foi apresentada como retrato extremo da degradação e que hoje
consegue demonstrar avanços reais em gestão ambiental.
A trajetória recente de
Cubatão também permite extrair uma lição política mais ampla. O caso mostra que
degradação ambiental extrema não deve ser tratada como destino irreversível.
Mostra também que a reversão não nasce de espontaneidade, marketing verde ou
simples troca de narrativa. Ela depende de regulação, fiscalização,
monitoramento, investimento, planejamento, restauração ecológica e continuidade
institucional. Em outras palavras, a cidade não ensina que tudo se resolve
facilmente; ensina que a recuperação ambiental exige persistência e presença do
Estado. É justamente isso que dá força ao seu exemplo em um país que tantas
vezes oscila entre o negacionismo dos danos e o improviso das respostas.
Há, portanto, uma diferença
importante entre usar Cubatão como peça de propaganda e lê-la como experiência
histórica. O caso cubatense não permite leituras simplistas. Ele não apaga o
sofrimento ambiental acumulado, não elimina a necessidade de vigilância
permanente e não permite supor que bastem alguns prêmios para considerar
encerrada a agenda ecológica local. O que ele faz, e isso já é muito, é
desmontar a ideia de impossibilidade. Em tempos de devastação naturalizada,
Cubatão
lembra que até mesmo os cenários mais críticos podem ser alterados quando a
sociedade e o poder público deixam de aceitar a destruição como custo
inevitável do progresso.
Ex- cidade mais poluída do
mundo hoje tem uma das melhores qualidades de ar de SP.
Conclusão
Cubatão interessa hoje menos
como exceção milagrosa e mais como demonstração histórica. Seu passado mostra
até onde pode chegar a devastação quando industrialização, omissão regulatória
e desprezo pelo território caminham juntos. Seu presente, por outro lado,
mostra que a recuperação ambiental não é fantasia, desde que haja controle
público, monitoramento, pressão social, investimento e continuidade
institucional. Essa é talvez a lição mais importante do caso cubatense, a
destruição pode ser extrema, mas não precisa ser aceita como destino.
Ao mesmo tempo, a trajetória
de Cubatão também adverte contra leituras simplificadoras. Os prêmios recentes,
o retorno do guará-vermelho e a melhora de indicadores ambientais não permitem
tratar essa trajetória como processo concluído. Essa cautela é importante
porque, mesmo após a recuperação expressiva iniciada nos anos 1980, reportagens
posteriores ainda registraram momentos de preocupação com a qualidade do ar e
com a necessidade de vigilância contínua, lembrando que a trajetória de Cubatão
é notável, mas não deve ser tratada como história definitivamente encerrada. O
que eles mostram é que uma cidade marcada por um dos mais graves desastres
ambientais urbanos do país conseguiu alterar sua trajetória de
forma concreta, sem apagar a memória do que ocorreu nem dispensar vigilância
permanente. O valor público desse caso está justamente aí, Cubatão oferece uma
lição de persistência política e de reconstrução ecológica lenta, difícil e
documentada.
Num
país que ainda convive com a naturalização de rios degradados, ar poluído,
áreas verdes destruídas e cidades tratadas como espaços sacrificáveis, Cubatão
lembra que recuperação ambiental exige mais do que discursos. Exige presença do
Estado, regulação, tempo e escolha política. Talvez seja por isso que sua história
continue tão atual. Ela não prova que tudo pode ser resolvido com facilidade.
Prova algo mais importante, que mesmo os cenários mais sombrios podem começar a
mudar quando a devastação deixa de ser tratada como preço inevitável do
progresso.
Recuperação ambiental de
Cubatão: de Vale da Morte a case. (ecodebate)