quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Mundo vive dramas da crise financeira e da climática

O futuro do capitalismo está relacionado com combate ao aquecimento global. A Agência Americana de Oceanos e Atmosfera soou o alarme: a temperatura no Ártico está 5°C acima da média, um recorde que demonstra uma forte diminuição do banco de gelo, provocada pelo aquecimento global. O fenômeno, divulgado em meio a crise econômica americana é preocupante. Nenhum cientista imaginou aumento da temperatura nesse patamar. O mundo só fala da crise financeira. O fenômeno é tão terrível quanto a questão econômica e ninguém está dando atenção. A crise é preocupante, os governos e a sociedade devem ter a mesma atenção com a crise climática, deve haver uma mudança radical na produção econômica e no estilo de vida moderno para reverter o aquecimento global. Não há dúvida que precisamos nos adaptar rápido a um novo tipo de vida. O mundo vive dois dramas: a crise financeira e a crise climática. As duas estão interligadas, deve existir uma relação mais tênue entre economia e ecologia. Deve-se buscar um sistema de produção baseado no uso progressivo de energias alternativas, não poluentes, como a solar. O que acontecerá com o capitalismo depois desta crise ninguém sabe. A única saída para a humanidade é o uso de energias renováveis, tal como o etanol. Compartilhamos com ponderação da opinião de uma corrente de ambientalistas, que ataca o uso do etanol, porque as plantações de cana-de-açúcar, beterraba, milho e trigo roubam espaço da produção de alimentos. Olhando com discernimento, procuraremos buscar um equilíbrio entre os agricultores e os ambientalistas. As emissões de CO2 atingiram níveis mais preocupantes que os piores cenários previstos. Dados do programa da ONU para o meio ambiente (Pnume) mostram que o crescimento nas emissões é de 3,5% ao ano; a pior estimativa, até então, era de 2,7%. Se continuarmos com estilo de vida com base no carro, se nossa arquitetura não se adaptar ao clima de cada região e se não reduzirmos o uso de energia, nosso futuro não será bom. São mudanças que se fazem ao longo de 30 anos. Mas só depende de nós. Nós somos os arquitetos do nosso futuro. O prêmio Nobel da Paz de 2007 e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, pede solução global para crises financeira e climática, comparando a "crise" climática com a crise financeira atual e considerou que em ambos casos a solução deve ser global. A mudança climática, segundo destacou Gore, é "real" e pode chegar a ser "catastrófica", mas conseguindo se reduzir as emissões de CO2, o processo pode ser "reversível". Nesse caso, continuou, "as nações que se adaptem mais rápido a uma economia baixa em carbono serão as que prosperarão". Em seu discurso, Al Gore, que também recebeu um Oscar pelo documentário sobre a mudança climática intitulado "Uma Verdade Inconveniente", relacionou a atual crise financeira com o que denominou a "crise" climática. Neste sentido, assegurou que enquanto a primeira começou pelo "derrubada das hipotecas lixo" e afetou de forma global a todo o planeta, a segunda também sofrerá a “derrubada dos ativos de carbono lixo" e requer, além disso, uma solução global. "Afrontamos a crise mais perigosa de toda a história da humanidade", afirmou, "e é preciso evitar que se beneficiem as empresas que se transferem a regiões com menos limites nas emissões de CO2". A solução também passa por mudar os sistemas de produção de energia e, neste ponto, apostou pelas energias renováveis (solar, eólica e geotérmica), enquanto opinou que a energia nuclear "tem um papel a desempenhar, mas não será destacado".

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