O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
sábado, 27 de junho de 2009
Denúncia de Ecochato é para essas coisas
Coisas simples como NVIDIA 2.53 GHz e Serial ATA, que apesar de ininteligíveis sempre nos convenceram de que estamos diante de um computador de última geração, não basta para explicar as vantagens do MacBook Pro, o novo notebook da Apple. Ele vem com um relatório ambiental, duro de ler como qualquer manual técnico, mas igualmente incontroverso.
Gráficos mostram quanto CO2 o notebook despejará na atmosfera: 560 quilos, mais ou menos a metade do que cada ser humano emite ao longo de sua passagem pelo planeta. Mas isso o relatório não diz, talvez para não melindrar os fregueses. Basta acreditar que é bem menos do que exalava na geração passada. E o MacBook Pro, por mais sucesso que faça, não inundará o mercado com números tão avassaladores quanto os da população mundial, que já passa dos 6,7 bilhões.
Ele nasce com tudo previsto. Declara que emitiu 51% de sua cota de CO2 antes de sair da fábrica. Gastarão outros 38% nas mãos do proprietário. E 1% quando chegar à reciclagem. Até lá, seu consumo de eletricidade será contido por 87,9% de eficiência energética. Seu corpo, com 730 gramas de alumínio e 122 de vidro, “materiais desejados por recicladores”, tende a deixar pouco resíduo para trás. Sua embalagem tem pouco plástico e muito papel - mais uma aposta na reciclagem.
Seus monitores livraram-se de arsênico e de mercúrio. Aposentou-se a substância química que usava para retardar a propagação do fogo em suas carcaças. Tudo isso, dois anos depois que o Greenpeace reprovou a política ambiental da Apple, botando-a em último lugar entres os fabricantes mundiais de computadores portáteis com base em testes que mediram os teores de poluentes escondidos “sob o desenho elegante” dessas engenhocas aparentemente inofensivas.
Apanhada pelo Greenpeace no momento em que preparava o lançamento do primeiro iPhone, a Apple engoliu a seco o humor azedo. Publicado como caricatura, o resultado da pesquisa saiu na ocasião como se fosse um anúncio do “iLixo”.
A Apple acusou o golpe. Seu presidente, Steve Jobs, prometeu limpar as telas de cristal líquido dos MacBooks, e aproveitou para reformulá-lo de alto a baixo. Reagiu depressa para não deixar a marca inovadora à sombra do atraso ambiental. E, ao piscar primeiro, deixou claro que os ambientalistas estão aprendendo como o mercado funciona. E vice-versa.
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