domingo, 31 de janeiro de 2010

UE e EUA formalizam adesão ao ‘Acordo de Copenhague’

UE e EUA formalizam adesão ao ‘Acordo de Copenhague’, compromisso voluntário de redução de emissões de CO2. EFE – Comissão Europeia reafirma que só ampliará seu compromisso se outros países também assumirem cortes. União Europeia (UE) formalizou, perante as Nações Unidas, o compromisso com a redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) para 2020 mediante uma carta, na qual também anunciou seu apoio oficial à Declaração de Copenhague. A Espanha, que exerce a Presidência rotativa da UE, e a Comissão Europeia (CE) notificaram de maneira conjunta à ONU a intenção comunitária de reduzir até 2020 as emissões de CO2 em 20%. Também propuseram reduzir até 30%, caso outros “grandes emissores aceitem assumir uma parte justa dos esforços de redução global”. A UE espera que os países industrializados “se comprometam com reduções proporcionais das emissões” e que as nações em desenvolvimento “contribuam de forma adequada de acordo com suas responsabilidades e capacidades”. A carta enviada pela UE envolve também o apoio oficial ao acordo da cúpula de Copenhague em dezembro/2009, que entre outras coisas obrigava os países a notificarem seus compromissos com a redução de CO2 antes de 31 de janeiro/2010. “Estamos trabalhando conjuntamente com nossos parceiros a fim de iniciar os elementos do Acordo de Copenhague o mais breve possível e construir o caminho para conseguir uma Conferência das Partes bem-sucedida no México”, assegurou em comunicado a ministra do Meio Ambiente espanhola, Elena Espinosa. “A UE tem uma responsabilidade histórica, além das capacidades e experiência para integrar a mudança climática em seu modelo de crescimento e desenvolvimento, assim como em sua relação com terceiros”, acrescentou. Em linhas gerais, a carta também reitera o compromisso de continuar trabalhando por um acordo internacional sobre mudança climática que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 1º de janeiro de 2013. Além disso, reconhece que para respeitar o objetivo dos dois graus as emissões globais deverão ter chegado a seu ponto mais alto como muito tarde em 2020 e ser reduzidas à metade em 2050 em comparação com os níveis de 1990 e continuar essa tendência daí em diante. Para consegui-lo, e em linha com as recomendações do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC), os países industrializados devem cortar as emissões de CO2 à atmosfera entre 25% e 40% até 2020. As nações em desenvolvimento, por sua vez, devem limitar o crescimento de suas emissões entre 15% e 30%, reconhece a carta. “A UE está decidida a pôr rapidamente em andamento o acordo de Copenhague”, assegurou em comunicado o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso. Os líderes europeus analisarão os resultados da cúpula de Copenhague e os passos a seguir até a do México, em novembro, em reunião informal no dia 11 de fevereiro. EUA adotam oficialmente acordo climático de Copenhague REUTERS – Os Estados Unidos notificaram oficialmente a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira de que adotaram o Acordo de Copenhague, estabelecendo objetivos não obrigatórios para reduzir as emissões de gases-estufa que foram negociados no mês passado. Todd Stern, o principal negociador de clima do governo de Barack Obama, também destacou que, como era esperado, o país vai almejar uma redução de 17 por cento nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo aquecimento global até 2020, com 2005 como o ano base.Um objetivo final de redução de emissões será submetido, disseram os EUA, assim que o Congresso promulgar a legislação interna exigindo as reduções de poluição de carbono. Mas essa legislação tem destino incerto no Senado.

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...