terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Setor do vidro propõe modelo de coleta

Inspirada em países europeus, gerenciadora centralizaria coleta de vidro e embalagens de papel e de metal.
O primeiro setor a propor um modelo para o funcionamento do sistema de logística reversa para embalagens é o do vidro. A Abividro, entidade que reúne os fabricantes do material, apresentou ao Ministério do Meio Ambiente um modelo inspirado nas práticas de reciclagem adotadas nos países europeus.
A proposta sugere a implementação, em território nacional, de uma gerenciadora que ficará responsável pela logística reversa de todos os tipos de embalagens. Além do vidro, a gerenciadora centralizaria a coleta de outros materiais, como garrafas PET, embalagens de papel e de metal.
"A gerenciadora dos resíduos será uma instituição sem fins lucrativos que vai intermediar as relações com as prefeituras, empresas de coleta de lixo e cooperativas de catadores. Além disso, terá a incumbência de negociar as operações de compra e venda dos materiais recicláveis que passarão por triagem nas cooperativas", diz Lucien Belmonte, superintendente da Abividro.
O modelo foi desenvolvido com base na experiência bem sucedida de países europeus. Na Espanha, o modelo de gerenciadoras permitiu que a reciclagem de materiais crescesse de 5% em 1997 para 62% em 2008. Na Itália, passou de 30% para 67% no mesmo período e, na Alemanha, de 37% em 1991 para 67% em 2007. "O sistema funciona em 31 países e pode ser uma inspiração para o Brasil, mesmo com nossas dimensões continentais", diz Belmonte.
O setor de vidro pretende investir R$ 10 milhões na criação da gerenciadora. A expectativa é que em quatro anos o sistema funcione de maneira integrada. Segundo Belmonte, para a indústria vidreira, a reciclagem é importante do ponto de vista econômico e ambiental.
“A reciclagem do vidro permite um aproveitamento de 100% do material. Uma tonelada de cacos se transforma em uma tonelada de vidro novamente, sem perdas no processo. Além disso, a reciclagem é uma alavanca também para a redução das emissões de CO2”, diz. (OESP)

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