sexta-feira, 17 de junho de 2011

Potencial de áreas degradadas tornarem-se verdes

Método desenvolvido na FAU/USP mede potencial de áreas degradadas tornarem-se verdes
Instrumento define critérios para aumentar a infraestrutura verde por meio da aquisição de áreas degradadas
Com o objetivo de auxiliar o poder público a traçar planejamentos responsáveis relacionados à infraestrutura verde da cidade, foi desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP uma ferramenta de planejamento ambiental que estima o potencial de áreas degradas se transformarem em áreas verdes, por meio de uma base de dados que cruza aspectos sociais, demográficos, físicos e ambientais.
A ferramenta criada no mestrado da arquiteta e pesquisadora Patricia Mara Sanches analisou, por meio de imagens áreas e visitas em loco, todos os terrenos vazios, abandonados ou subutilizados da cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A tese intitulada “Potencial de recuperação paisagística de áreas degradadas urbanas e seu papel na infraestrutura verde da cidade” foi defendida março deste ano e orientada pelo professor Paulo Renato Mesquita Pellegrino. Nela, foi escolhida a cidade de São Bernardo como objeto de estudo, devido a este município conter poucas áreas verdes em seu espaço urbano.
Com base neste levantamento preliminar de imagens, mais dados físicos, sociais e ambientais da região foi possível elaborar um índice de regiões atraentes para abrigar novas áreas verdes e, assim, aumentar a qualidade de vida das comunidades atendidas, diminuir a incidência de enchentes em algumas áreas e melhora da biodiversidade urbana.
“A ferramenta serve como um instrumento de avaliação preliminar para os órgãos de planejamento de qualquer cidade. Através dele será possível ampliar a infraestrutura verde das cidades por meio de critérios e responsabilidade”, afirma Patrícia.
Segundo a pesquisadora, o conceito de infraestrutura urbana deve abranger responsabilidades ambientais e sociais. Por isso, os critérios de avaliação foram divididos em quatro grupos: lazer e recreação, drenagem, biodiversidade e mobilidade.
Mapas de SBC que comparam áreas degradadas com densidade demográfica e perfil hídrico-ambiental para estimar potencial dessas regiões em fazer parte da infraestrutura verde urbanas
Para cada critério foi atribuído uma pontuação. Conforme a pontuação da área avaliada é definida seu potencial para se tornar um espaço verde dentro da cidade. “Uma cidade é algo muito complexo e sistêmico. A criação de áreas verdes em determinados locais pode tanto servir como espaço de lazer para crianças como diminuir as enchentes no entorno”, diz.
A pesquisadora ressalta que com a recuperação de áreas degradadas e sua transformação em novas áreas verdes, também permite rotas exclusivas para pedestres e ciclistas aumenta-se a convivência das pessoas nestas áreas, diminuindo a criminalidade e a depreciação dos espaços no entorno.
O método de planejamento ambiental pode ser adotado por qualquer município, desde que seja levado em conta suas especificidades, e pode ser obtido diretamente com a pesquisadora. (EcoDebate)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...