sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rio Tietê ainda oferece espaço e visibilidade

Cada vez mais frequentes, as intervenções urbanas e artísticas no Rio Tietê e em suas margens vêm novamente chamando a atenção para o tema da despoluição.
Em 2008, o artista plástico Eduardo Srur colocou 20 garrafas gigantes feitas de vinil com formato de embalagens PET nas margens do rio, entre as Pontes do Limão e da Casa Verde. A intervenção, chamada de PETS, ficou 60 dias no rio. 'Eram esculturas de 10m por 3m, sobre plataformas feitas com 3 mil garrafas PET cada. Depois, reciclamos tudo, transformando em mochilas para as crianças das escolas que iam visitar a instalação', conta o artista. Ele pretende levar a exposição para a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, e a Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte.
Em março de 2006 o Teatro da Vertigem, companhia responsável por montagens como a premiada O Livro de Jó, levou às águas do Tietê o espetáculo BR-3, sobre uma família cuja matriarca se envolve com o tráfico de drogas em São Paulo.
'Estar dentro do rio foi incômodo no começo. Nós até tomamos cuidados exagerados, remédios. Mas, durante os ensaios noturnos, eu vi a lua refletida nele. E ali ele era um rio, como aqueles que eu visitei no Acre, quando fazíamos a pesquisa para a peça', diz Eliana Monteiro, diretora de cena do espetáculo. Ela diz que, na estreia, choveu nas cabeceiras do rio e ela teve de pedir para que as comportas fossem abertas.
'Com a chuva, o nível foi aumentando e o lixo veio vindo junto com a água. Ali, o Tietê mostrou toda a força viva que tem', diz a diretora. Tanto a peça quanto a exposição só eram acessíveis por via fluvial, de barco. (OESP)

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