terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Glaciar da Patagônia retrocede 1 km

Glaciar da Patagônia retrocede 1 km por aquecimento global
A redução do glaciar Montt significou mudanças na geografia dos mais de 13.000 Km2 do Campo do Gelo Sul, a terceira maior superfície congelada do planeta.
O glaciar Jorge Montt no sudeste da Patagônia, a cerca de 1.800 km de Santiago: "uma das que apresentaram um maior afinamento e mais acentuada regressão no Hemisfério Sul"
Santiago - O glaciar Jorge Montt, localizado no Campo do Gelo Sul da Patagônia chilena, retrocedeu 1 km em um ano devido ao aquecimento global e às condições oceanográficas, afirmou em 07/12/11 uma investigação realizada pelo Centro de Estudos Científicos (CECs) do Chile.
"O glaciar Jorge Montt é o que tem o recorde de retrocesso", disse o cientista do CECs, Andrés Rivera, durante a apresentação da pesquisa.
O estudo evidenciou que a estrutura do glaciar de 454 km2 "é uma das que apresentaram um maior afinamento e mais acentuada regressão no Hemisfério Sul", afirmou o especialista.
Mesmo assim, a redução do glaciar Montt significou mudanças na geografia dos mais de 13.000 km2 do Campo do Gelo Sul, a terceira maior superfície congelada do planeta atrás a Antártida e da Groenlândia.
Durante a década de 1990, o glaciar Montt sofreu um retrocesso de cerca de 7 km, mas nessa ocasião, o retrocesso "acelerou-se", o que produziu uma grande quantidade de blocos, completou Rivera.
A pesquisa foi realizada entre fevereiro de 2010 e janeiro deste ano, tempo no qual foram tiradas 1.445 fotos com duas câmeras instaladas perto do glaciar e programadas para disparar diariamente em quatro ocasiões. (exame)

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