terça-feira, 31 de julho de 2012

Supermercados distribuirão sacolas biodegradáveis

Supermercados deverão distribuir sacolas biodegradáveis em São Paulo
Terminou em 30/07/12 o prazo dado pela juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1º Vara Central, para que os supermercados voltem a fornecer aos consumidores "gratuitamente e em quantidade suficiente", sacolas biodegradáveis e de papel em São Paulo. Até ontem, quando a oferta ainda era facultativa, grandes redes como Sondas, Carrefour, Walmart e Grupo Pão de Açúcar ignoravam a recomendação, oferecendo apenas as sacolinhas tradicionais.
As empresas, que são contrárias à decisão, afirmaram que vão cumprir as determinações da Justiça, mas que vão recorrer. "Não há um posicionamento final sobre o assunto, pois a questão da distribuição das sacolas está sendo tratada pelo departamento jurídico", afirmou o Grupo Sondas, por meio de nota.
O parecer da Justiça não especifica punições para quem descumprir a determinação nem como deve ser a sacola biodegradável. No Brasil, ainda falta um certificado que garanta a origem do material, o que dificulta a fiscalização. Os consumidores também não saberão discernir, já que é difícil identificar a diferença entre a sacola biodegradável e a comum, feita de polietileno - derivado do petróleo. "Algumas empresas produtoras de sacolas colocam de forma irresponsável a marca de compostável", diz João Carlos de Godoy Moreira, diretor técnico da Associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis (Abicom).
A embalagem compostável, que pode ser feita com amido de milho, batata, mandioca e outros orgânicos, se decompõe em até 180 dias nas usinas adequadas (que, ao menos na capital, não existem). Já o plástico oxibiodegradável tem a característica de se fragmentar mais rapidamente, mas sem perder seus resíduos tóxicos. "Este tipo de decomposição diminuiu apenas o impacto visual, mas não resolve o problema", afirma Moreira. (administradores)

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