domingo, 7 de outubro de 2012

A população da Rússia em 2100

A Rússia é o país com maior território do mundo. Foi o país que sofreu as maiores perdas humanas durante as duas Guerras Mundiais do século XX. Também possui uma das menores densidades demográficas, apenas 8 habitantes por km2. A despeito de todas as transformações ocorridas no século passado, a Rússia é um país que já apresenta um dos maiores declínios população. O decrescimento demográfico já vem ocorrendo desde a década de 1990.
Em 1950, a população da Rússia era de 102,7 milhões de habitantes (quase o dobro dos 52 milhões de brasileiros na mesma data), chegou ao pico de 148,9 milhões de habitantes em 1993, sendo 69,7 milhões de homens e 79,2 milhões de mulheres e depois caiu para 143 milhões em 2010, devendo continuar caindo a 126 milhões até 2050, segundo a projeção média da ONU. Nota-se que durante todo este período existe um grande superávit de mulheres em relação aos homens, ao contrário, por exemplo, da China e da Índia que possuem uma razão de sexo com superioridade masculina. Para o ano de 2100, as projeções da ONU são: 184 milhões na hipótese alta, 111 milhões na hipótese média e apenas 61,7 milhões na hipótese baixa.
A taxa de fecundidade total (TFT) da Rússia já era baixa em 1950, sendo de 2,85 filhos por mulher (no Brasil era mais de 6 filhos nesta época) caiu para o nível de reposição (em torno de 2,1 filhos) entre 1965 e 1990, mas despencou depois do fim da União Soviética e a desorganização do país, chegando a recorde de baixa de 1,25 filhos por mulher no quinquênio 1995-00. Depois aumentou um pouco, mas ainda se encontra em níveis baixos, estando em apenas 1,44 filhos por mulher em 2005-10. O número médio de nascimentos anuais de crianças foi de 2,8 milhões em 1950-55, caiu ligeiramente para 2,4 milhões em 1985-90 e despencou para apenas 1,3 milhões de nascimentos em 1995-00. No quinquênio 2005-10 houve uma pequena recuperação para 1,6 milhões de nascimentos anuais (O Brasil neste período tinha cerca de 3 milhões de nascimentos anuais e o Paquistão 4,7 milhões anuais).
Além da baixa fecundidade a Rússia sofre com a redução da esperança de vida. A esperança de vida média de homens e mulheres era de 64,5 anos no quinquênio 1950-55 e subiu para 69,1 anos em 1985-90. Mas depois da crise econômica e social decorrente do fim da União Soviética, a esperança de vida caiu e chegou a 64,9 anos no quinquênio 2000-05. Em 2005-10 houve uma ligeira recuperação, para 67,7 anos, mas assim mesmo abaixo de nível de 20 anos atrás. No quinquênio passado, a esperança de vida das mulheres estava em 74 anos, mas a esperança de vida dos homens estava em meros 61,6 anos. Ou seja, a diferença na expectativa de vida entre os sexos era de mais de 12 anos, a maior diferença do mundo. Os altos níveis de alcoolismo dos homens explicam em grande parte estas diferenças.
Os brasileiros vivem mais do que os russos. Mas a mortalidade infantil na Rússia é menor do que no Brasil. No quinquênio 1950-55 morriam 97,5 bebês para cada mil nascimentos. Esta taxa caiu para 23,7 por mil no quinquênio 1985-90 e continuou caindo mesmo depois do fim da União Soviética, chegando a 11,3 por mil em 2005-10.
A Rússia faz parte do grupo dos BRICS e entre os 5 países é o que possuia o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2011, no valor de 0,755, contra 0,72 no Brasil, 0,69 na China, 0,62 na África do Sul e de 0,55 na Índia.
Tendo o maior território do mundo e sendo rica em recursos naturais, a Rússia tinha uma pegada ecológica per capita de 4,4 hectares globais (gha) em 2008 para uma biocapacidade per capita de 6,62 gha, segundo o relatório Planeta Vivo, da WWF. Portanto, o país tem um superávit ambiental e pode melhorar ainda mais a preservação da natureza se reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e investir em energias renováveis. (EcoDebate)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...