domingo, 7 de dezembro de 2014

2014 deve ser o ano mais quente já registrado

2014 deve ser o ano mais quente já registrado, afirma Organização Meteorológica Mundial
Superação dos índices de 2010, 2005 e 1998 confirma tendência global de aquecimento em longo prazo. Pronunciamento da OMM tem o objetivo de atualizar as negociações sobre as mudanças climáticas em curso no Peru.
O  ano de 2014 está no caminho para se tornar um dos mais quentes já registrados – se não o mais quente -, de acordo com estimativas da Organização Meteorológica Mundial (OMM). As temperaturas globais na superfície marítima atingiram recordes e, aliadas a outros fatores, contribuíram para enchentes e tempestades excepcionalmente intensas em muitos países, enquanto outras regiões enfrentaram secas severas.
Se as tendências de janeiro e outubro deste ano se mantiverem em novembro e dezembro, 2014 provavelmente será o ano mais quente já registrado. A superação dos índices de 2010, 2005 e 1998 confirma a tendência global de aquecimento em longo prazo – apesar de as diferenças serem pequenas e outras pesquisas terem obtido conclusões ligeiramente distintas.
O  documento provisório da OMM foi publicado com o objetivo de fornecer informações para as negociações sobre as mudanças climáticas em curso no Peru, que tiveram início em 01/12.
O relatório ressalta que diversas regiões no mundo apresentaram temperaturas especialmente elevadas nos primeiros dez meses de 2014 – como a Europa, o oeste da América do Norte, boa parte da África e amplas áreas da América do Sul. Recordes de calor atingiram o norte da Argentina, o Paraguai, a Bolívia e o sul do Brasil em outubro.
As temperaturas globais na superfície marítima foram as maiores já registradas, contribuindo para a elevação do nível do mar – ao lado de fatores como o derretimento de calotas polares e de geleiras. No início de 2014, a média global do nível do mar alcançou um recorde para a época do ano.
As enchentes atingiram diversas partes do mundo, incluindo o Reino Unido e a Argentina. No sudeste do Brasil, no Paraguai e no sul da Bolívia, os índices de precipitação foram 250% maiores do que as médias anteriores – afetando mais de 200 mil pessoas no Paraguai, por conta da elevação do nível do rio Paraná.
O relatório ainda chamou atenção para a seca e a falta de água severas no Brasil, em especial na cidade de São Paulo – que vem sofrendo com a escassez do armazenamento de água.
As últimas análises da OMM mostram que os níveis de gases de efeito estufa dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) apresentaram novos máximos em 2013. Os dados referentes a 2014 ainda não foram processados. (ecodebate)

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