terça-feira, 3 de março de 2015

Amazônia perde 137 Ibirapueras em 3 meses

Foram 219 km² de florestas devastadas, de novembro a janeiro, segundo dados do Deter.
Vista aérea da floresta amazônica.
Entre novembro de 2014 e janeiro de 2015, a Amazônia teve 219 km² de Florestas completamente devastadas, de acordo com dados oficiais medidos pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A área equivale a cerca de 137 vezes à do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.
Além do corte raso, o INPE também detectou, no mesmo período, cerca de 70 km² de floresta degradada - isto é, áreas em que a mata não foi inteiramente suprimida, mas foi comprometida pelo fogo ou pela exploração parcial. Com isso, o total de áreas com alterações florestais neste trimestre chega a 291 km² - um aumento de cerca de 5% em relação ao período que vai de novembro de 2013 a janeiro de 2014.
Em novembro de 2014, foram estimados 76,7 km² de áreas alteradas. Em dezembro, a estimativa foi de 85,4 km². Em janeiro de 2015, 129,3 km² sofreram corte raso ou degradação.
De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) - que realiza um monitoramento não oficial operado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) -, a alteração florestal teria atingido 281 km² em novembro de 2014, cerca de 205 km² em dezembro daquele ano e 677 km² em janeiro de 2015. Com isso, o Desmatamento total e a degradação teriam somado 1.163 km² neste trimestre - um aumento de 326% em relação ao mesmo período um ano antes. As estimativas do INPE especificamente relacionadas ao corte raso foram de 30 km² em novembro de 2014, 76 km² em dezembro e 112 km² em janeiro de 2015 - um total de 218 km².
Segundo o SAD, as áreas completamente devastadas entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 foram de 578 km² - estimativa cerca de duas vezes e meia maior do que a do INPE.
O SAD usa imagens do mesmo sensor e do mesmo satélite empregados pelo Deter, mas faz os cálculos com metodologia diferente.
Segundo o INPE, os Estados que mais devastaram foram Mato Grosso, com 179,61 km², Pará, com 58,8 km² e Rondônia, com 21,5 km². O INPE destaca no boletim que os dados do Deter devem ser analisados em conjunto com a informação sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. Em novembro de 2014, 50% da Amazônia estava coberta por nuvens. Em dezembro, as nuvens impediram a observação de 73% da floresta e, em janeiro de 2015, a floresta tinha 59% da superfície encoberta.
Suporte
O Deter usa dados de satélites de resolução moderada, de 250 metros, e é concebido para dar suporte à fiscalização de Desmatamento, de acordo com as necessidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Enquanto o sistema Prodes, também operado pelo Inpe, fornece dados oficiais anuais, com base em imagens de alta resolução, no caso do Deter o que importa é a velocidade: as imagens são analisadas em até cinco dias após a passagem do satélite, indicando onde a devastação está, para ações contra os desmatadores ilegais. Embora o Inpe envie diariamente dados ao IBAMA, um acordo entre as duas entidades, assinado 2014, determina que a divulgação seja trimestral.
● Por mês
72% Foi o crescimento do Desmatamento e da degradação florestal na Amazônia em janeiro de 2015, em relação ao mesmo mês do ano anterior; em dezembro, o índice teve uma queda de 8%, em relação ao mesmo mês de 2013. Em novembro, a queda foi de 29%. (OESP)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...