quinta-feira, 19 de março de 2015

Nível do Cantareira sobe de 15,3% para 15,6%

Nível do Cantareira sobe de 15,3% para 15,6% da capacidade
É a 12ª alta em seguida do sistema, que ainda não teve queda em março.
Outros quatro sistemas que abastecem a Grande SP tiveram alta.
O nível do Sistema Cantareira subiu de 15,3% para 15,6%, segundo boletim divulgado pela Sabesp em 18/03/15. Foi o 12º dia consecutivo de alta no nível das represas que abastecem 5,6 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
O nível do Cantareira também subiu se levada em conta a nova metodologia adotada pela Sabesp, que considera na capacidade total do sistema as duas cotas de volume morto adicionadas no ano passado. Por essa metodologia, o nível subiu de 11,9% para 12% em 18/03.
O aumento ocorreu apesar da pouca chuva registrada no sistema, de apenas 0,1 mm. No mês, porém, o acumulado já é de 157,6 mm, o equivalente a 88,5% do esperado para março.
Apesar disso, a situação ainda é crítica, e a chuva que caiu nos últimos meses conseguiu recuperar apenas a segunda cota do volume morto.
Os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo também tiveram alta, com exceção do Rio Grande
Novo método
A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) passou a divulgar em 17/03 duas formas de medição do nível de água armazenado no Sistema Cantareira. A publicação do novo gráfico foi feita após recomendação do Ministério Público (MP), que pediu mais detalhes da situação do manancial com o uso de duas cotas do volume morto desde 2014.
Até então, a Sabesp não inseria no cálculo a quantidade de litros acrescentada pelas reservas técnicas (182,5 bilhões de litros do volume morto 1 e 105 bilhões de litros do volume morto 2) autorizadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica (DAEE).
A conta para chegar ao índice do nível do reservatório só considerava o volume útil do sistema, que é de 982 bilhões de litros.
Para dar "mais transparência às informações", segundo nota oficial, a Sabesp apresentará também um gráfico considerando o volume útil e o volume morto,  especificando o volume total do sistema para cada situação. Nesta terça-feira, portanto, com o novo cálculo, o índice é de 11,9%.
A companhia informou, por meio da assessoria de imprensa, que apesar da divulgação de dois gráficos, o índice oficial para série histórica será o mesmo de antes e que o volume de água disponível para a população não sofreu alteração. As duas formas de medição podem ser encontradas na página na internet da Sabesp.
Queda no n° de clientes
Antes da crise, o Cantareira abastecia 8,8 milhões de pessoas, mas hoje produz água para 5,6 milhões de clientes na Grande São Paulo. O sistema conseguiu recuperar apenas uma quantidade de água equivalente a segunda cota do volume morto.
O sistema teve um corte de 56% na vazão em relação a fevereiro de 2014. A quantidade de água fornecida passou de 31,77 mil litros por segundo para 14,03 mil litros/segundo. Já o Guarapiranga aumentou a vazão de 13,77 mil litros por segundo para 14,9 litros/segundo, e se tornou o maior reservatório de São Paulo. (g1)

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