segunda-feira, 1 de junho de 2015

Governo recua sobre limite de emissões de gases

Governo recua de compromisso sobre limite de emissões de gases de efeito estufa
Passados ⅔ do mês de maio, saudamos o anúncio do Brasil, contido na declaração conjunta com a China sobre mudanças climáticas, que revelava a sua “intenção de estabelecer um limite superior para suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 2030”.
Este sinal sobre o grau de ambição da contribuição brasileira (INDC) era importante para o esforço global de redução de emissões a ser estabelecido no novo acordo global sobre mudanças do clima, em gestação para aprovação no final do ano, na COP 21 em Paris.
Qual não foi a surpresa de todos quando, horas depois da publicação da declaração conjunta, o documento se apresentava alterado e, sem nenhuma explicação. A declaração anterior foi substituída por outra na página do Itamaraty, sem referência ao compromisso brasileiro.
Segundo fontes que participaram das negociações, a retirada foi resultado da interferência pessoal da Presidente Dilma, o que torna o fato ainda mais preocupante. Se nem um compromisso vago – com limite superior de emissões em 2030 – é aceito, o que devemos esperar da INDC brasileira? A repetição de um desvio de curva de tendência de emissões? Seria deslocar o Brasil da liderança em uma economia de baixo carbono.
O que o episódio mostra é que tem gente dentro do governo com o olhar sintonizado com as necessidades globais e que busca um maior grau protagonismo e ambição do Brasil na agenda climática, mas não parece ser os que mais recebem atenção e consideração da Presidente.
Uma pena! (abril)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...