sábado, 19 de dezembro de 2015

O plástico mais ecológico do mundo

A invenção deste plástico pode salvar a natureza
Um pesquisador da Universidade do Colorado, nos EUA, conseguiu criar um tipo de polímero que 'se monta e desmonta' facilmente na natureza.
Entenda as consequências
Cientista produz primeiro plástico completamente renovável e acessível.
Eugen Chen, um químico da Universidade do Estado do Colorado, experimentou com um monômero a produção deu um biopolímero que pode voltar completamente ao seu estado original. As palavras parecem difíceis, mas, na essência, a descoberta poderá acabar de uma vez por todas com os problemas de desperdício de plástico (principalmente do tipo PET) em todo o mundo.
As estatísticas mostram que em média 90 quilos de polímeros sintéticos (sendo a grande maioria não biodegradável) são utilizados por pessoas a cada ano. Os plásticos são os responsáveis ‘número um’ por colaborar com este nível de poluição, já que a cada ano, uma média de 10 a 20 milhões de toneladas de plástico são jogadas no mar, em uma quantidade estimada de 5,25 trilhões de fragmentos. O que representa uma perda anual de US$ 13 bilhões calculados em danos ao ecossistema marinho.
Até a descoberta, os plásticos biodegradáveis, como o PLA podiam ser submetidos parcialmente a uma reciclagem termal para se recuperarem e voltarem á forma original. Em contraste, a invenção de Chen pode retornar completamente à sua estrutura inicial mais simples, o monômero, apenas por uma relação de aquecimento. O GBL, como é chamada a novidade, pode ser reutilizada a partir do momento em que retorna à sua forma básica.
GBL é um líquido incolor que tem diversas possíveis utilizações indo de removedor de cola à opção de limpeza. Anteriormente, a comunidade científica não acreditava e havia feito uma teoria para provar a ineficiência do GBL na substituição do plástico. No entanto, Chen e o seu companheiro, Miao Hong, resolveram conduzir experimentos para tentar provar. Eventualmente, eles descobriram um método de produção do poly (GBL) e sua transformação em GBL. Indo mais à frente, eles desenvolveram um meio de dar forma ao polímero.
A invenção tem um processo de degradação e recomposição similar ao do P4BH, um tipo de plástico biodegradável, porém seu valor de produção é bem menor, mais abundante e mais amigável ao meio ambiente. As propriedades podem realmente levar a uma mudança radical no potencial industrial. É importante ressaltar que o material não leva petróleo em sua composição e pode ser quebrado facilmente por microorganismo, além de ser completamente reutilizável. (yahoo)

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