sábado, 5 de dezembro de 2015

Desmatamento já atinge quase 50% do Cerrado

Cobertura natural do Cerrado, bioma será monitorado de forma sistemática, com objetivo de conter o desmatamento.
O Cerrado brasileiro tem 54,5% de sua vegetação natural preservada. Piauí, Maranhão, Tocantins e Bahia são os Estados com as maiores reservas desse bioma. Esses dados foram anunciados em 25/11/15 pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
“Essa é a nossa fotografia real”, afirmou a ministra, com base em dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE).
“A boa notícia é que muitas pessoas achavam que tínhamos menos Cerrado. Temos mais Cerrado e vegetação nativa preservados”, comemorou. Os números mostram que, em 2015, o Brasil já cumpriu a meta que havia sido estipulada para o bioma em 2020.
Segundo maior bioma do País, o Cerrado ocupa uma área de 2 milhões de km2, cerca de 22% do território nacional, no qual encontram-se as nascentes das bacias do Araguaia-Tocantins e São Francisco, além dos principais afluentes das bacias Amazônica e do Prata. O Cerrado abrange áreas nos Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná e São Paulo.
Excluindo os 55% de vegetação natural, 30% do Cerrado estão hoje ocupados, principalmente, por pastagens, enquanto a agricultura responde por 8,5% do total. Há também espaços ocupados, por exemplo, por áreas urbanas. Os Estados com os menores níveis de vegetação natural são: São Paulo, com 17%, Mato Grosso do Sul, com 31%, e Minas Gerais, com 48%.
Os dados do estudo TerraClass Cerrado 2013, destinado ao mapeamento do uso da terra e da cobertura vegetal do Cerrado, e do Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS), também referente ao bioma, no período de 2011. O trabalho envolve esforços dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Desmatamento
Junto ao dado inédito sobre a cobertura natural da região, a ministra anunciou que o desmatamento no Cerrado foi de 7.248 quilômetros quadrados em 2011, no dado mais recente.
Com base nessas informações, Izabella Teixeira anunciou que os biomas do Cerrado e, também, o da Mata Atlântica passarão a ser monitorados nos níveis como atualmente são monitoradas as florestas da Amazônia. A iniciativa vai abranger todo o País até 2018.
Ela informou que o Ministério do Meio Ambiente possui mais de R$ 200 milhões para serem investidos em sistemas de controle de desmatamento e derrubada de vegetação nos biomas brasileiros.
“Vamos, agora, fazer um trabalho de monitoramento, como temos na Amazônia, para o Cerrado e demais biomas brasileiros”, disse.
Segundo a ministra, em 2016 e 2017, o monitoramento intensivo e sistemático das vegetações nativas se estenderá ao Cerrado e à Mata Atlântica e em 2018 aos demais biomas (Caatinga, Pantanal e campos do Sul do País).
Esse monitoramento será feito pelo INPE, por meio do uso dos satélites, em cooperação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O objetivo é fazer com que o Brasil tenha condições de definir, até 2020, uma estratégia de monitoramento de todos os biomas, com dados sobre desmatamento, definição de taxa de queimadas e dados sobre a recuperação da vegetação. (ecodebate)

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