domingo, 31 de janeiro de 2016

SE/CO terminarão janeiro/16 com 46,5% da capacidade

SE/CO deve terminar janeiro/16 com 46,5% da capacidade dos reservatórios
Afluências altas permitem retomadas da hidrovia Tietê-Paraná.
Nordeste ganha fôlego e deve ter 19,9% do nível.
A revisão das previsões de afluências divulgada em 22/01/16, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, aponta que o nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste deverá ficar em 46,5% ao final de janeiro. Essa projeção representa uma melhoria de pouco mais de dois pontos porcentuais ante o previsto na semana passada pelo órgão. De acordo com a revisão 4 do PMO de janeiro, o Sul deverá encerrar o mês com 94,2% de sua capacidade ocupada, o Norte com 30,7% e o Nordeste com 19,9%, um incremento de mais de 7,5 pontos porcentuais ante o que se esperava na semana passada como nível de fechamento deste mês.
O volume de energia natural afluente esperado para o final de janeiro é de 125% da média de longo termo no submercado que abriga cerca de 70% da capacidade de armazenamento do país. Já no sul a expectativa é de encerrar o primeiro mês de 2016 da mesma forma que o ano de 2015, chuvas bem acima da média, 207% da MLT. No Nordeste, a perspectiva é de 38% da média histórica e no Norte está em 39%.
Como reflexo desse volume de chuvas, o CMO voltou a recuar no SE/CO e Sul do país. Na semana operativa que se inicia neste sábado, 23 de janeiro, o valor médio é de R$ 6,07/MWh, sendo que os patamares pesado e médio estão equalizados em R$ 7,08/MWh e o leve em R$ 4,31/MWh. No Norte o valor recuou para R$ 7,56/MWh sendo que a diferença entre as cargas pesada e média para a leve é de R$ 0,32/MWh sendo as primeiras em R$ 7,68/MWh e a última em R$ 7,36/MWh. No Nordeste ainda há um descolamento bem acentuado do resto do país, com o CMO médio a R$ 304,29/MWh, sendo as cargas pesada e leve a R$ 323,02/MWh e a leve a R$ 271,44/MWh.
Outro impacto das chuvas é reativação da hidrovia Tietê-Paraná que terá seu retorno, com níveis mínimos flexibilizados e em caráter temporário a partir desse sábado a até 5 de fevereiro. O ONS argumenta que essa medida foi possível ao se analisar os estudos de simulação para as próximas duas semanas. Esses estudos, indica o operador, apresentaram a viabilidade da manutenção da cota mínima de 324,8 metros na UHE Três Irmãos (SP, 804,5 MW).
“Esta indicação temporária se deve à significativa melhoria nas condições hidrológicas das usinas localizadas a jusante das bacias dos rios Grande e Paranaíba, assim como as do rio Tietê”, aponta o ONS. Contudo, avisa que “faz-se necessária a plena recuperação dos estoques armazenados nas usinas localizadas nas cabeceiras dos rios Grande e Paranaíba, para que se garanta a permanência da operação da hidrovia Tietê-Paraná ao longo do ano”.
A previsão de carga do ONS para o encerramento de janeiro é de retração de 4,9% ante o mesmo mês do ano passado. Segundo o operador, esse número ainda não reflete a queda da demanda originada pelo realismo tarifário de 2015, já que o RTE ocorreu em março e ainda há a questão das chuvas mais presentes esse ano e com temperaturas mais amenas que no ano passado. O destaque da retração está no SE/CO cuja previsão é de queda de 7,1% ante os primeiros 30 dias de 2015. No sul a expectativa é de retração de 3,3%, no NE a estimativa aponta para recuo de 3,8% e no Norte, ao contrário do restante do país a projeção é de elevação de 7,3%, ainda por conta da integração de Macapá (AP) ao SIN e, por isso, ainda contar com uma baixa base de comparação do ano anterior.
A geração térmica prevista para a semana é de 14.332 MW médios, sendo que 4.253 MW médios são por ordem de mérito, 2.949 MW médios por inflexibilidade, 7.084 MW médios por garantia energética e 46 MW médios por restrição elétrica. (canalenergia)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...