sábado, 3 de junho de 2017

45 anos do Dia Mundial do Meio Ambiente

45 anos do Dia Mundial do Meio Ambiente: a responsabilidade também é nossa
Em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, o dia 5 de junho foi instituído como o Dia Mundial do Meio Ambiente. No Brasil, o dia virou semana, com início em 01 de junho. Hoje, portanto, celebramos o encerramento de mais uma Semana do Meio Ambiente. São 45 anos desde a definição da data, mas qual é o cenário diante deste marco tão importante?
De um lado, temos pontos a comemorar. O tema tem sido amplamente debatido pelos governantes mundiais, pela mídia, pelas escolas. Empresas passaram a contar com departamentos inteiros dedicados à sustentabilidade e responsabilidade social. Em toda essa trajetória, instituições ativistas passaram a ser consideradas, ouvidas, capazes de grandes mobilizações. As redes sociais contribuíram para que as pessoas pudessem se informar e participar mais ativamente, com a criação de abaixo-assinados virtuais, boicotes a empresas e produtos. Artistas se engajam, filmes retratam o tema, livros, músicas, artigos e toda uma produção cultural e intelectual permeia o Meio Ambiente e o risco que corremos ao ignorar seus avisos de que estamos indo longe demais na busca por desenvolvimento econômico e material.
De outro, vemos as mesmas empresas com campanhas emocionantes e produtos ditos ecológicos, aproveitando-se do tema para lucrar e produzir mais. Ainda, observando o panorama das atitudes efetivas tomadas pelos políticos, chegamos a um patamar com cada vez mais acordos selados e menos metas cumpridas. Protocolo de Kyoto, Acordo de Paris, grandes eventos como Rio 92, Rio +20, e a própria Conferência de Estocolmo são parte das agendas políticas, mas não se convertem em resultados, em efetividade. O compromisso assumido é divulgado, fotografado, mas não há cobrança por planejamentos realmente transformadores.
Cria-se um cenário positivo, valorizando as assinaturas dos protocolos, que na verdade é apenas um simulacro, quando na realidade a discussão que tem mais força na Câmara é a flexibilização da legislação ambiental. O Brasil se orgulha de ter o conjunto de leis mais completo para a defesa do Meio Ambiente, mas seus resultados estão longe de demonstrar que sua população, suas empresas e seus governantes são defensores e compreendem a importância destas leis e regulamentações. E, pelo exemplo, os indivíduos seguem sem dar tanta importância ao tema.
O primeiro passo para sairmos, então, desta realidade de compromissos assumidos para um cenário de ações e resultados é, senão, assumirmos a responsabilidade que cada um exerce sobre esta questão. Desde o microcosmos, onde se recicla, se reduz o tempo no chuveiro, onde não se é conivente com pequenas infrações, se boicota empresas que usem mão de obra escrava ou poluam a natureza; até o macro, onde se cobra ações efetivas de políticos, se contribui para a fiscalização e denúncia, onde se observa a sustentabilidade da cadeia produtiva de um produto, somos todos responsáveis.
A decisão de utilizar o carro, de descartar uma embalagem na rua, de votar sem estar atento ao que oferece seu candidato, de não se preocupar com questões ambientais porque isso é responsabilidade das empresas ou do governo, impacta diretamente nos resultados que deixamos de obter. Escolha se informar melhor, participe e promova o debate saudável sobre o tema, observe as pequenas atitudes e as grandes mudanças que podemos promover individual e coletivamente. E vamos juntos fazer com que a próxima Semana do Meio Ambiente possa ser cheia de vitórias. (ecodebate)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...