sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Desmatamento amazônico influencia o regime de chuvas brasileiro

O desmatamento na Amazônia e sua influência no regime de chuvas do Brasil.
No artigo veiculado em 2017 neste site sob o título “A importância dos rios voadores e da floresta amazônica”, foi enfatizado pelo autor deste trabalho o quão é relevante a conservação do bioma amazônico para a manutenção e equilíbrio do regime de chuvas em todo território brasileiro. No entanto, o desmatamento na região amazônica continua sem controle.
Informações recentes, por exemplo, dão conta de que em 1 ano foi desmatada uma área equivalente a 13 vezes o tamanho de Belo Horizonte.
Por mais que vários estudos mostrem que a retirada da vegetação da região amazônica afetará, de forma dramática, todas as formas de vida no Cone Sul, parte do Caribe e até mesmo do Planeta, existe aquele segmento da sociedade que não acredita nas mudanças climáticas, contribuindo e até estimulando essa ação predatória em outros lugares. Tal segmento encontra, ainda, fragilidade na fiscalização contra o desmatamento, motivo pelo qual age de forma contínua e na certeza de que não serão afetados ou impedidos de agir.
A floresta amazônica está sob um sistema extremamente frágil, pois seus solos são pouco férteis e predominantemente arenosos; a floresta se mantem a partir da ciclagem de nutrientes, provenientes da decomposição das próprias folhas das árvores que caem e assim formam uma camada superficial rica em matéria orgânica. Nessas condições, uma vez desmatada a floresta, não ocorre sua regeneração, dando origem assim a uma vegetação típica de solos pobres.
A Amazônia contribui com os índices de chuva graças à sua emissão de umidade.
Com a ausência da vegetação de floresta, as massas de ar provenientes do Oceano Atlântico, não serão mais condensadas e exportadas, como ocorre atualmente, seguindo a orientação norte-sul da Cordilheira dos Andes como anteparo até chegar aos estados da região centro-sul. Será então o fim dos chamados “Rios Voadores”. Como resultado, não haverá mais um regime regular de chuvas e o país ficará à mercê de mudanças abruptas de temperatura, aliadas a chuvas escassas intercaladas com temporais, quebrando assim a regularidade que existe atualmente. Ter-se-á então um regime climático implacável, semelhante às regiões desérticas.
Basta lembrar que o Deserto do Saara já teve uma floresta relativamente densa até 5.000 anos atrás. Embora ela tenha desaparecido por influência de fenômenos naturais, principalmente pelo aumento da insolação, de acordo com a corrente de estudos atualmente predominante, é importante saber que sua ausência influencia o modo de vida do povo do Saara, submetendo-o a um regime climático rígido, com privações de toda ordem.
Regime de chuvas amazônicos.
Como brasileiros, principalmente, vamos então nos submeter também a esse regime climático rígido que pode começar daqui a 1 ou dois séculos? (ecodebate)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...