sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Desmatamento da Amazônia cresceu 17% no primeiro semestre

Os alertas de desmatamento para a Amazônia em junho mostram um crescimento de 17% em relação ao primeiro semestre do ano passado, com uma área de 3.610 km2 desmatada em 2021.

Foram 1.062 km2 apenas em junho, o que faz deste montante o maior valor aferido no sexto mês pelo menos desde 2016. Apenas o estado do Pará, que perdeu 438 km2 de florestas, responde por 41% de todo o desmatamento na região durante o mês de junho.

O ritmo de desmatamento da Amazônia em 2021 indica que pelo terceiro ano consecutivo a floresta perderá em torno de 10 mil km2. Esse patamar é 60% superior à média da década anterior ao seu governo (2009-2018), que era de 6,4 mil km2. A meta apresentada pelo General Hamilton Mourão para a nova fase de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia não altera esse cenário. A redução de 12% em relação a 2020, proposta pelo Vice-presidente, permitiria apenas retroceder ao nível de desmatamento alcançado em 2019, quando o desmatamento havia crescido quase 30% em relação ao ano anterior.

Com o Cerrado, a situação não é diferente: a destruição do segundo maior bioma do Brasil, considerado a caixa d’água do país devido ao grande número de bacias hidrográficas que nascem nele, cresceu 16,9% em junho e 6,3% no acumulado do primeiro semestre, na comparação com 2020. A área natural perdida em junho e nos primeiros seis meses deste ano é de 511 km2 e 2.638 km2, respectivamente.

“É rápido desconstruir. O governo Bolsonaro perdeu duas décadas de combate ao desmatamento em dois anos. Provavelmente precisaremos de outras duas para recuperar o legado desse desmonte”, ressalta Maurício Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

“A destruição da Amazônia e do Cerrado coloca em risco a segurança hídrica do país e, por consequência, nossa segurança energética, com sérias consequências para toda a economia. Essa provavelmente será a herança deste governo”, completa. (ecodebate)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...