Para combater a pobreza é preciso ter crescimento econômico e geração de emprego. Acontece que nos últimos duzentos anos de desenvolvimento os países centrais conseguiram reduzir bastante a pobreza e avançar no bem-estar da população, mas com sérios danos ambientais. O desenvolvimento econômico transferiu os custos de suas atividades para futuras gerações e o custo de limpar o Planeta será enorme. A experiência mundial, tal com conhecemos, mostra uma oposição entre desenvolvimento (geração de emprego, renda e consumo) e a preservação do meio-ambiente.
Contudo, a equação entre desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza pode ser solucionada por meio da criação de novos e diferentes empregos, numa perspectiva de uma economia de baixo carbono e atividades verdes e limpas. Portanto, não é verdade que uma economia ecologicamente correta seja destruidora de empregos. Ao contrário, ao eliminar as atividades econômicas que agridem e destroem a natureza, abre-se a possibilidade de criar novas atividades harmônicas com a natureza e a geração de empregos compatíveis com o meio ambiente, os chamados “empregos verdes”.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define empregos verdes como “postos de trabalho nos setores da agricultura, indústria, construção civil, instalação e manutenção, bem como em atividades científicas, técnicas, administrativas e de serviços que contribuem substancialmente para a preservação ou restauração da qualidade ambiental. Específica, mas não exclusivamente, eles incluem empregos que ajudam a proteger e restaurar ecossistemas e a biodiversidade; reduzem o consumo de energia, materiais e água por meio de estratégias de prevenção altamente eficazes; descarbonizam a economia; e minimizam ou evitam por completo a geração de todas as formas de resíduos e poluição” (OIT, 2009).
A OIT busca articular o conceito de ‘trabalho decente” com “emprego verde” analisando os pilares social, econômico e ambiental. A transição para uma economia ambientalmente sustentável depende sobretudo da adoção de novos padrões de consumo e de produção. A OIT (2009) sintetiza essas transformações do modelo vigente em torno de seis grandes eixos e leva em conta inclusive as particularidades da economia brasileira:
Maximização da eficiência energética e substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis;
Valorização, racionalização do uso e preservação dos recursos naturais e dos ativos ambientais;
Aumento da durabilidade e reparabilidade dos produtos e instrumentos de produção;
Redução da geração, recuperação e reciclagem de resíduos e materiais de todos os tipos;
Prevenção e controle de riscos ambientais e da poluição visual, sonora, do ar, da água e do solo; e
Diminuição dos deslocamentos espaciais de pessoas e cargas.
O Brasil é um país privilegiado do ponto de vista da extensão territorial e marítima e conta com ampla disponibilidade de terras, de ventos, de radiação solar, de marés e de biomassa. Ao fazer a transição da economia poluidora e que degrada o meio ambiente para uma economia verde e ecologicamente sustentável, o país poderá não só salvar a natureza, como eliminar a pobreza e a desigualdade, possibilitando que sua população conviva com um desenvolvimento humano e sustentável.
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Empregos verdes
Para combater a pobreza é preciso ter crescimento econômico e geração de emprego. Acontece que nos últimos duzentos anos de desenvolvimento os países centrais conseguiram reduzir bastante a pobreza e avançar no bem-estar da população, mas com sérios danos ambientais. O desenvolvimento econômico transferiu os custos de suas atividades para futuras gerações e o custo de limpar o Planeta será enorme. A experiência mundial, tal com conhecemos, mostra uma oposição entre desenvolvimento (geração de emprego, renda e consumo) e a preservação do meio-ambiente.
Contudo, a equação entre desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza pode ser solucionada por meio da criação de novos e diferentes empregos, numa perspectiva de uma economia de baixo carbono e atividades verdes e limpas. Portanto, não é verdade que uma economia ecologicamente correta seja destruidora de empregos. Ao contrário, ao eliminar as atividades econômicas que agridem e destroem a natureza, abre-se a possibilidade de criar novas atividades harmônicas com a natureza e a geração de empregos compatíveis com o meio ambiente, os chamados “empregos verdes”.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define empregos verdes como “postos de trabalho nos setores da agricultura, indústria, construção civil, instalação e manutenção, bem como em atividades científicas, técnicas, administrativas e de serviços que contribuem substancialmente para a preservação ou restauração da qualidade ambiental. Específica, mas não exclusivamente, eles incluem empregos que ajudam a proteger e restaurar ecossistemas e a biodiversidade; reduzem o consumo de energia, materiais e água por meio de estratégias de prevenção altamente eficazes; descarbonizam a economia; e minimizam ou evitam por completo a geração de todas as formas de resíduos e poluição” (OIT, 2009).
A OIT busca articular o conceito de ‘trabalho decente” com “emprego verde” analisando os pilares social, econômico e ambiental. A transição para uma economia ambientalmente sustentável depende sobretudo da adoção de novos padrões de consumo e de produção. A OIT (2009) sintetiza essas transformações do modelo vigente em torno de seis grandes eixos e leva em conta inclusive as particularidades da economia brasileira:
Maximização da eficiência energética e substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis;
Valorização, racionalização do uso e preservação dos recursos naturais e dos ativos ambientais;
Aumento da durabilidade e reparabilidade dos produtos e instrumentos de produção;
Redução da geração, recuperação e reciclagem de resíduos e materiais de todos os tipos;
Prevenção e controle de riscos ambientais e da poluição visual, sonora, do ar, da água e do solo; e
Diminuição dos deslocamentos espaciais de pessoas e cargas.
O Brasil é um país privilegiado do ponto de vista da extensão territorial e marítima e conta com ampla disponibilidade de terras, de ventos, de radiação solar, de marés e de biomassa. Ao fazer a transição da economia poluidora e que degrada o meio ambiente para uma economia verde e ecologicamente sustentável, o país poderá não só salvar a natureza, como eliminar a pobreza e a desigualdade, possibilitando que sua população conviva com um desenvolvimento humano e sustentável.
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