Promessa é do futuro primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, que assume o cargo neste mês.
O próximo chefe de governo japonês, Yukio Hatoyama, que deve substituir Taro Aso no dia 16, prometeu reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa em 25% até o ano de 2020, tendo como base 1990. "É uma das promessas feitas em nosso programa (eleitoral), portanto devemos ter a vontade política para cumpri-la", afirmou Hatoyama, presidente do Partido Democrático, de oposição, que venceu as eleições com grande vantagem no mês passado.
Mais informações sobre medidas para reduzir emissões de carbono
A nova proposta é bem mais ambiciosa que a do atual governo. Em junho, eles haviam falado em redução de 15% até 2020, mas com relação a 2005, e não a 1990. Ou seja, se a proposta de Aso tivesse como referencial o ano de 1990, a redução seria de cerca de 8% apenas. Para combater o aquecimento global, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) recomenda um corte de pelo menos 40% (mais informações nesta página) em relação aos níveis de 1990.
O futuro primeiro-ministro afirmou ontem, durante um simpósio sobre o clima em Tóquio, que a mudança no governo japonês vai trazer grandes alterações nas políticas para o aquecimento global. Hatoyama também afirmou que as nações industrializadas devem unir forças para reduzir as emissões de CO2, em busca do "desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza tendo como base o princípio da responsabilidade comum".
O Japão é, ao mesmo tempo, um dos países pioneiros na promoção de tecnologias limpas e um dos cinco principais emissores de CO2. O país também não conseguiu cumprir os compromissos assumidos no Protocolo de Kyoto, de 1997: o de reduzir, até 2012, a sua cota de contaminação em 6%, também em relação a 1990. Um substituto para o Protocolo de Kyoto deve ser negociado em dezembro, na próxima reunião de cúpula do clima, em Copenhague.
As últimas semanas têm sido marcadas por intensas discussões a respeito de metas de reduções.
REPERCUSSÃO
A proposta do futuro governante foi imediatamente celebrada por ambientalistas. Martin Kaiser, diretor de políticas internacionais do clima do Greenpeace, classificou a proposta de Hatoyama de "um grande passo à frente", mas lembrou que ainda está longe dos 40% recomendados pelo IPCC. "É um sinal muito claro para outros grandes líderes mundiais, especialmente para o presidente Barack Obama", afirmou.
Nos Estados Unidos, um projeto aprovado pela Câmara dos Deputados e que aguarda aprovação pelo Senado propõe o corte de 17% para o ano de 2020, mas com base nas emissões de 2005. Segundo dados do país, as emissões de gases causadores do efeito estufa cresceram 15% de 1990 a 2005. O projeto é bastante criticado por políticos que preveem aumento no custo de energia e perda de empregos.
Empresários japoneses também temem o corte em escala significativa, temendo diminuição da competitividade econômica.
PROPOSTAS DE OUTROS PAÍSES
Para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) recomenda um corte de pelo menos 40% em relação às emissões de 1990. Mas nenhuma proposta feita até agora alcança tal índice.
A União Europeia, bloco formado por 27 países que inclui França, Reino Unido, Alemanha e Itália, propõe redução de 20% a 30% em relação a 1990. Suíça e Liechtenstein, que não fazem parte do bloco, têm proposta idêntica.
Outros europeus de fora da UE fizeram propostas diversas: Noruega fixou a redução em 30%; Ucrânia e Mônaco, em 20%; Islândia, em 15%; a Rússia, de 10% a 15%; a Bielo-Rússia, de 5% a 10%.
Fora da Europa, a Nova Zelândia propôs redução de 10% a 20%, também em relação a 1990. Austrália (5% a 25%) e Canadá (20%) adotam como referência 2000 e 2006, respectivamente.
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
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