O lixo tecnológico é uma das conseqüências da popularização da tecnologia em todo o planeta. Equipamentos eletrônicos usados (televisores, rádios, telefones celulares, pilhas, baterias, eletrodomésticos portáteis, equipamentos de microinformática, vídeos, filmadoras, ferramentas elétricas, DVDs, lâmpadas fluorescentes, brinquedos eletrônicos e materiais de escritório) acabam sendo descartados em depósitos de lixo. Boa parte deles é composta de materiais altamente tóxicos (como chumbo, mercúrio ou cádmio) e não-biodegradáveis, elevando o potencial de risco para a população, pois não são reciclados ou tratados para evitar a poluição e suas conseqüências.
Os números desse setor impressionam. A previsão é de que, até o ano de 2009, somente nos Estados Unidos serão jogados fora 550 milhões de unidades de computadores pessoais e televisores analógicos. Um estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revela que, para cada computador fabricado, são necessários dez vezes o seu peso em produtos químicos e combustíveis fósseis. Se esse número for multiplicado pelo total de unidades esperadas para serem descartadas nos Estados Unidos, é possível ter uma idéia do tamanho da agressão ao meio ambiente. Isso sem levar em conta os computadores pessoais que vão ter o mesmo destino em todos os outros países.
A necessidade de mudança desse cenário é cada vez maior, e a saída pode ser buscada em exemplos de outros setores. Alguns fabricam produtos bem maiores e com menos impacto, como o caso dos automóveis, que exigem apenas uma ou duas vezes o seu peso entre combustíveis e produtos químicos. HP e Dell, dois dos principais fabricantes de computadores pessoais, anunciaram recentemente mudanças nos produtos, incluindo materiais mais alinhados à sustentabilidade ambiental.
Enquanto na Europa existem sistemas obrigatórios para a coleta de resíduos tecnológicos, monitoramento, tratamento ambientalmente correto e destinação do material, no Brasil as iniciativas para isso ainda são muito tímidas. Apesar de a legislação ambiental brasileira ser uma das mais vigorosas e atualizadas do mundo, um dispositivo para o controle apropriado dos descartes de resíduos sólidos ainda não existe. Por outro lado, especialistas afirmam que essa não seria a solução adequada. O mais correto seria a reciclagem do lixo tecnológico, com reparo, reutilização, atualização de equipamento existente e uso de materiais menos agressivos ao ambiente.
O problema cresceu tanto que o Brasil já conta com empresas especializadas em dar o destino adequado ao lixo tecnológico. Estimativas revelam que só em uma delas, localizada no interior paulista, o volume de equipamentos descartados alcance três toneladas semanais. No início dos anos 90, países desenvolvidos começaram a propor a exportação do lixo eletrônico como alternativa imediata para a situação. Em 1992, para evitar isso, um acordo internacional foi assinado durante a Convenção de Basel para regulamentar a exportação de lixo eletrônico tóxico e forçar as próprias empresas produtoras a encontrar solução para o problema.
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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