Diante de tantos impasses, escolher a forma em que se dará a luz não é tarefa fácil. E quando a segurança do bebê é um dos quesitos mais importantes, a cesariana costuma ser o parto escolhido, mas os especialistas alertam: "Não existe um tipo de parto mais seguro para todas as crianças. Cada caso deve ser avaliado individualmente por profissional qualificado e as decisões devem ser tomadas juntamente com a família", afirma Fábio. "Ainda que de uma forma geral o parto normal seja mais indicado por contribuir para que o bebê expulse o excesso de líquido pulmonar ao passar pelo canal de parto, diminuindo os riscos de transtornos respiratórios, nem sempre ele é o parto mais seguro", revela Edílson.
"O que ocorre é que em gestações normais, a segurança não está no tipo de parto mas sim como essa assistência é realizada. Partos normais bem assistidos são muito seguros. Cesáreas bem indicadas e bem executadas também o são", enfatiza Luciano. "Por isso, em gestações a termo (idade gestacional maior ou igual a 37 semanas) com feto de peso adequado e em boas condições de oxigenação e nutrição, o parto por via vaginal pode ser considerado seguro para o futuro recém-nascido. Por outro lado, quando há riscos para a mãe, feto ou ambos, as cesáreas são indicadas", sugere Fábio.
Em alguns casos, o parto cesariano torna-se, até mesmo, a única opção. "Quando há risco materno e fetal, hipertensão arterial grave da gestante, o feto encontra-se em posição transversa ou a mulher apresenta mais de duas cesáreas anteriores, a cirurgia é a indicação", lista Luciano. Cássio acrescenta o descolamento placentário prematuro e a desproporção entre a cabeça da criança e o canal do parto como fatores que levam os especialistas a recomendarem o parto cirúrgico.
Edílson o indica em casos de gravidez de gêmeos em que um dos fetos encontra-se sentado ou em gestações múltiplas de três crianças ou mais. Portanto, o pré-natal pode ser a melhor ferramenta para escolher qual parto realizar. Através dele é possível saber de antemão o que será mais seguro para a mãe e para a criança.
Prós e contras de cada parto
De acordo com os especialistas, cada tipo de parto apresenta suas vantagens e desvantagens que, quando colocadas sobre a balança, costumam equilibrá-la. "Se por um lado, no parto normal não há cicatriz aparente, podem ocorrer problemas futuros como queda da bexiga e incontinência urinária", exemplifica Luciano. "No entanto, a recuperação pós-parto do parto normal é mais rápida e o procedimento é menos agressivo, pois na cesariana estamos falando de um ato cirúrgico onde tecidos são cortados para se chegar ao bebê. E os riscos de infecções são muito maiores", compara Cássio. "No entanto, em casos excepcionais, a cesárea pode salvar a vida da mãe ou do bebê", relembra Edílson.
Uma grande diferença entre os dois tipos de parto diz respeito à duração. "Numa cesariana convencional o procedimento desde a incisão até o fechamento da pele leva em torno de 60 minutos, enquanto, numa cesariana de urgência, um bom profissional consegue tirar o bebê em poucos minutos (2 a 3 minutos). Já o parto normal pode levar até 48 horas do início das dores até a expulsão do bebê, mas quando falamos do trabalho de parto em si (a paciente já apresenta dilatação do colo de pelo menos três centímetros) algumas horas são suficientes para a expulsão", revela Cássio. (bolsademulher)
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
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