sexta-feira, 25 de julho de 2014

A farsa do superaquecimento e a ideologia do mar vai virar sertão

Não chove nem a pau. Água racionada. Geraldo Alckmin implorando que os argentinos fossem chorar na Serra da Cantareira.
O quadro é ideal para dizer que o mundo vai acabar em seca: o mar vai virar sertão.
Claudio Tognolli comenta a seca em São Paulo e como o aquecimento global virou um “produto” em todo o mundo.
Há em tudo isso uma nova ideologia corrente. Ela é perpetrada pelos países já desenvolvidos: anseiam que nações ainda em desenvolvimento, como o Brasil, sejam eternos exportadores de matérias-primas. A melhor forma de hipnotizar os jovens é a distribuição da ideia de que o superaquecimento global é gerado tão-somente pela cadeia da produção industrial e a consequente poluição. Isso tem dado certo.
Egípcios tornaram o gato um deus porque este lhes devorava os ratos (de resto, tecnicamente os maiores inimigos de uma sociedade cuja economia repousava na produção dos grãos que os ratos amavam devorar).
O adolescente brasileiro, sobretudo o “universotário”, passou a adorar o agrobrega, o sertanojo. E elevar ao status de deuses os artistas dessa cepa, como os egípcios fizeram com os gatos. Não é de espantar: em sociedades baseadas na exportação de grãos, os deuses têm de ser artistas ligados ao campo (ou a aquilo que José Bonifácio de Andrada e Silva chamava de “terras de vastos desertos e charnecas”).
Era isso que os gringos, sobretudo norte-americanos e bretões, queriam: que louvássemos o campo e o não desenvolvimento industrial. Não é para me nos que ex-vice dos EUA fez livro e filme sobre o superaquecimento. Não é para menos que o Príncipe Charles é um dos patronos da WWF, a ONG dos pandas bonitinhos.
Poucas vozes denunciam a farsa que é dizer que o superaquecimento é gerado apenas pelas indústrias.
Uma delas é Luiz Carlos Molion, doutorado em meteorologia, formado na Inglaterra e nos EUA, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, representante do Brasil na Organização Meteorológica Mundial.
Vamos a umas colocações dele:
«O Grupo intergovernamental sobre a evolução do clima (GIEC) afirma que as concentrações de CO2 atingidas em 2005, de 339 ppm (partes por milhão), são as maiores dos últimos 650 000 anos. É ridículo.
Ao longo dos últimos 150 anos, já atingimos 550 ppm e até 600 ppm.
Estarão a recuperar medos antigos? Tenho imagens de uma manchete do Time anunciando, em 1945: «O mundo está a derreter». Depois, em 1947, os títulos anunciavam o regresso de um período de glaciação. Hoje em dia, fala-se de novo de aquecimento. Não quero dizer que os eventos sejam cíclicos, a verdade é que os fatores que afetam a meteorologia terrestre são muito numerosos.
Trata-se de uma atitude neocolonialista: o domínio exerce-se através da tecnologia, da economia, e hoje em dia, também através de um terrorismo climático representado por essa ideia de aquecimento global.
Atualmente existem muitos fundos à disposição dos especialistas que defendem a tese do aquecimento do planeta. Esses fundos proveem de governos que cobram impostos a sectores industriais que são partes interessadas neste negócio. São muitos os cientistas que se vendem para ver os seus projetos aprovados.
Outra explicação técnica dele, contra a ideia de que as ações humanas são responsáveis pela geração de carbono (CO2) em excesso na atmosfera.:
“Os fluxos naturais de CO2, aqueles gerados por oceanos, solo, biota, etc., equivalem a 200 bilhões de toneladas por ano; já o fluxo antropogênico é de apenas 7 bilhões de toneladas por ano. Ou seja: só 3% do fluxo de CO2 produzido naturalmente”, disse ele, na palestra realizada hoje no auditório da UNOESC, durante o II Congresso Sul Americano de Energias Renováveis e Meio Ambiente, na cidade de Xanxerê (SC). Esta estória de efeito estufa foi nasceu a partir de previsões catastrofistas retiradas de ‘modelos climáticos’ criados para evitar que os países pobres usem energia e se desenvolvam… o clima do planeta está mudando por causas naturais. Mas não está aquecendo. As alterações indicam um resfriamento global devido à entrada do sol num período de baixa atividade até 2032″.
Outros vozes
Gildo Magalhães dos Santos Neto, da História, e Aziz Ab Saber, da Geografia, ambos da USP. Fatores extra Terra conduzem ao superaquecimento: como as fases de hiper expansão do sol, a cada seis mil anos, como a que ora vivemos. Os vikings, antes de descerem Mar do Norte abaixo, paravam, para construir seus barcos, num local chamado Terra Verde, por acaso Groenlândia, que vem de “Green Land”. A natureza na Terra Verde era laboriosa em construir madeiras de primeira cepa. Mas ela se congelou. Uai: por que se congelou? A quem interessa dizer que a Terra pode acabar por superaquecimento gerado por fatores apenas “internos”? Interessa a uma elite neoliberal. Há 80 anos começaram a tramar a ideia de que oferecer um literal e figurativo fim do mundo pelo superaquecimento era a forma de congelar os futuros países desenvolvidos. Queriam, e ainda querem, que Brasil, Índia e China sejam eternos exportadores de matéria prima. Trata-se da mais nova velha ideologia: fazer o povão engolir goela abaixo que o desenvolvimento já atingiu os seus limites. Querem ver na Amazônia um território “internacional”. Eis todo o babalaô do ex-vice dos EUA, Al Gore, com aquela cascata (comprada por ele de uma assessoria de imprensa), lastreado em seu “Uma verdade inconveniente”.
Os ideólogos
Veja você: até James Lovelock, criador da famosa Hipótese Gaia (segundo a qual o ser humano é um dos “órgãos” do corpo que é a Mãe Terra), agora defende a energia nuclear. E expõe ao osso os babacas do Partido Verde (que usam em suas propagandas políticas os moinhos de vento eólicos). Saiba você: um moinho de vento eólico consome dez mil toneladas de concreto para ser construído. Em toda a sua existência, o moinho de vento eólico jamais produzirá energia limpa que compense a poluição gerada para poder produzir as milhares de toneladas de concreto que o erigiram.
Toda essa babaquice da preservação da terra a todo o custo foi lentamente engendrada por um bando de intelectuais “New Age”. O trabalho não é novo, mas com subprodutos novíssimos. Têm epígonos famosos e antigos. Datam da Escola de Copenhaque: composta de físicos que defendiam que a base do universo é o “caos”. E já que o caos é imutável, referem não nos resta modificar nada: apenas surfar o caos. Físicos como Wolfgang Pauli, Niels Bohr, o filósofo Bertand Russell, deram as mãos com o misticismo de Jung: vindicavam que deveríamos adotar o Taoísmo como preceito fundamental. Justamente o Taoísmo que, ao contrário do confucionismo (uma teoria da ação) prevê o que os chineses chamam de “wu wei”, ou não ação. Defendiam a meditação. Postulavam que a natureza resolve as coisas “sozinhas” - justamente o que os neoliberais pregam a existência da “mão invisível” do mercado, tão defendida por Adam Smith. Todos esses novos profetas, da preservação da Terra, supõem-se místicos do caos. Grandes intelectuais do Primeiro Mundo há anos estão envolvidos na ideologia que tenta engessar, com esse tipo de droga, o desenvolvimento do parque industrial de nações emergentes, como o Brasil.
Pauli
É necessário aqui fazer uma pausa sobre o guru dessa moçada, Wolfgang Pauli, de resto o pensador predileto de Fritjof Capra, autor do incensado “O Tao da Física”.
Veja a barbaridade que chegou a resgatar. Para os neoplatônicos, a causa de todas as mudanças era a anima mundi, a alma do mundo. As ciências experimentais do renascimento e a ideia da causalidade substituíram a anima mundi. A divisão entre alma e matéria é posta em caixa alta por Descartes, que passa a distinguir nitidamente a “substância pensante” (recogitam) e substância caracterizada pela sua extensão no espaço, ou matéria (res extensa). Wolfgang Pauli passa a tentar destruir o cartesianismo. Diz que a teoria dos quanta substituiu isso, referindo que cada sistema individual é substancialmente livre e não sujeito a leis. É o que ele chama de “irracionalidade do real”. Pauli volta ao medieval pré-cartesiano. Refere que é necessário voltarmos ao irracional para que se fuja dos a priori. Nesse sentido, disse: “Temos de tentar despir a túnica de Nesso que a revolução do século XVII teceu. É tempo de reconhecer o elemento irracional da realidade e o lado obscuro de Deus”. Karl Jung, de resto coautor de Pauli, torrou sua existência em tentar fazer crer a todos que a psicanálise e o oculto poderiam ser duas faces da mesma moeda, cujos destinos seriam loucamente prefixados por um universo essencialmente caótico e não linear. As tentativas de Pauli, junto a Jung, de tentar nivelar, lado a lado, a pulsões do Id com certo “livre-arbítrio” dos elétrons, consistiram numa potente tentativa de retorno ao mundo pré-cartesiano da anima mundi. E Einstein, ao ver tudo isso, escreveu: “Não posso suportar a ideia de que um elétron exposto a um raio de luz possa, por sua própria e livre iniciativa, escolher o momento e direção segundo a qual deve saltar. Se isso fosse verdade, preferia ser sapateiro ou até empregado de uma casa de jogos em vez de ser físico”.
Em 1968 o industrial italiano Aurelio Peccei fundou o Clube de Roma, quando se falou a primeira vez em desenvolvimento sustentável. (veja aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Roma) Por que você acha que o Príncipe Charles, e outros milionários de países de primeiro mundo, são patrocinadores e padroeiros do WWF? Porque a nova ideologia faz uso de ongueiros preservadores da natureza para drogar jovens com a febre anti-desenvolvimentista.
Lembremos que Neil Young, que há 4 anos saiu nas Páginas Amarelas de Veja, veio aqui no Festival SWU com um único papel: ele é agente do “capetalismo” internacional, contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro. (yahoo)

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