domingo, 23 de novembro de 2014

Manancial também divide água com hidrelétricas

Ação
SOS Mata Atlântica diz que País prioriza grandes reservatórios para produção de energia em vez de abastecimento.
Não é só a severa estiagem que prejudica o nível dos reservatórios.
A geração de energia com a água da Represa Paraibuna e com o restante da Bacia do Rio Paraíba do Sul deixa a crise hídrica ainda mais problemática na região do Vale do Paraíba, no interior paulista.
De acordo com Malu Ribeiro, coordenadora da Rede Água da SOS Mata Atlântica e especialista em Recursos Hídricos, a seca da Paraibuna também é responsabilidade do setor hidroelétrico. “O setor sempre mandou na questão da água. Existem reservatórios grandes, mas que não são de usos múltiplos, como é o caso da Represa Paraibuna. A única saída para resolver isso são planos estratégicos de bacias hidrográficas”, afirma.
Segundo ela, a falta de opções para gerar energia é um problema nacional, o que deixa o País dependente das águas dos reservatórios que poderiam ser economizadas nas secas.
Sobre o estudo do governo do Estado de criar um volume morto de 162 bilhões de litros de água para atender o Rio, ela concorda com o uso da reserva em estiagens, desde que o governo tenha planos de como usar o recurso. “Está se correndo atrás de todas as águas que restam. O que a sociedade civil quer é que haja um plano maior que detalhe os próximos passos sobre o uso do volume morto e as medidas que serão tomadas para encher novamente os reservatórios”, afirma.
Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), cerca de 11 milhões de pessoas dependem da água da Bacia do Rio Paraíba do Sul. A bacia atende cidades do Vale do Paraíba, mas a maior parte dos consumidores está no Estado do Rio. (OESP)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...