sexta-feira, 25 de abril de 2025

Mesmo com o La Niña, verão de 2024/2025 foi o 6º mais quente registrado no Brasil

Mesmo sob efeito La Niña, o verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente já registrado no Brasil, segundo o Inmet, com temperaturas 0,34°C acima da média. A estação teve chuvas acima do normal no Norte e abaixo no Sudeste e Centro-Oeste.

Fenômeno climático que resfria a América do Sul não impediu o país de ficar 0,34°C acima da média no período; chuvas foram além do normal no Norte, mas ficaram abaixo no Sudeste e no Centro-Oeste.
Verão 2024-2025 foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961 quando se iniciou as medições.

Termômetro registra 40°C em Porto Alegre (RS), cidade que sofreu 3 ondas de calor neste verão.

Verão terminou em 20/03, foi o 6° mais quente já registrado no Brasil, informou o Instituto Nacional de Meteorologia. Os termômetros do país ficaram 0,34°C acima da média das últimas 3 décadas, mostra um levantamento que é feito desde 1961 pela entidade.

A estação quente com calor acima da média era algo já esperado pelos cientistas, por causa da do aquecimento global, e neste ano é especialmente relevante, por causa da configuração climática na América do Sul.

Transição entre 2024 e 2025 foi marcada pelo estabelecimento do fenômeno La Niña, que é o resfriamento das águas equatoriais do Pacífico. Normalmente essa condição torna o verão sul-americano mais ameno, o que não ocorreu neste ano.

Na verdade, o anúncio de que o último verão está entre os 10 mais quentes e mais de meio século indica que ele poderia ter sido muito pior, não fosse o La Niña.

"O fato é que, para o Brasil, esta última década foi mais quente que a anterior, conforme alertado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que enfatiza o aumento da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera e o aquecimento global", afirmou o Inmet em comunicado.

Dos outros 6 verões mais quentes que o atual, na verdade, 5 ocorreram sob o efeito El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico, espalhando mais calor na América do Sul.

O recorde de calor, por enquanto, continua sendo o do verão anterior (2023/2024), que ficou 0,73°C mais quente do que a média de 1991 a 2010, usada como padrão pelo Inmet para observar a evolução do aquecimento global no Brasil.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, por outro lado, o verão foi um pouco mais seco do que o normal, com chuvas abaixo da média.
Recordes de calor

Os verões mais quentes registrados no Brasil

Um dos estados que mais contribuíram para a onda de calor neste período foi o Rio Grande do Sul, que passou por três ondas de calor. A situação na região Sul foi muito fora do normal, sobretudo considerando que Inmet adota a definição de onda de calor da Organização Meteorológica Mundial (WMO), que considera onda de calor um período de 5 dias com temperaturas mais de 5°C acima do normal.

Este verão também foi muito marcado pelas chuvas, sobretudo na região Norte, que já é muito chuvosa. Houve localidades em estados da Amazônia e no Piauí com mais de 700 mm de chuva acumulada.

"Os constantes temporais que atingiram a faixa norte do país durante o verão tiveram como principal responsável o sistema meteorológico Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é formado pela confluência dos ventos alísios provenientes do Nordeste, com origem no Hemisfério Norte, e também de ventos do Sudeste, com origem no Hemisfério Sul", explica o comunicado do Inmet.

Verão de 2023/2024 foi mais seco do que o normal nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, com chuvas abaixo da média.

O que aconteceu?

O fenômeno El Niño elevou as temperaturas em grande parte do Brasil.

A umidade do solo estava entre as mais baixas dos últimos 95 anos.

A vazão dos rios deve continuar baixa, afetando culturas como café, milho e cana-de-açúcar.

Como foi a previsão para o outono?

A tendência para o outono é de chuvas abaixo da média histórica em grande parte da região Centro-Oeste.

A umidade do solo está entre as mais baixas dos últimos 95 anos.

A vazão dos rios deve continuar baixa, afetando culturas como café, milho e cana-de-açúcar.

O que aconteceu no verão de 2024/2025?

As chuvas ficaram abaixo do normal no Sudeste e no Centro-Oeste.

O país ficou 0,34°C acima da média no período.

A região Centro-Oeste do Brasil apresenta clima predominantemente tropical, com verões úmidos e invernos secos, só que o verão 2024/2025 ficou muito abaixo da média pluviométrica. (oglobo)

Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...