terça-feira, 21 de abril de 2026

Floresta amazônica pode sobreviver a secas cada vez piores?

Será que a floresta amazônica pode sobreviver a secas cada vez piores.
A sobrevivência da Floresta Amazônica a secas intensificadas está em risco, com estudos indicando que, embora possua resiliência, a floresta pode atingir um "ponto de não retorno" e se converter em savana. Secas extremas, agravadas pelo desmatamento e aquecimento global, matam árvores, diminuem a absorção de carbono e podem tornar até metade da floresta instável até 2050.

Principais Riscos e Impactos:

Mortalidade Arbórea e Savanização: Secas severas, como a de 2015/2016 e a de 2023, causam a morte de árvores de grande porte, alterando a estrutura da floresta para um ecossistema mais seco, similar a uma savana.

Perda de Função Climática: A floresta está perdendo capacidade de sequestrar carbono, passando a emitir CO2 e intensificar o aquecimento global.

Ponto de Não Retorno: Se o desmatamento atingir 25% e a temperatura global subir >2,5°C, a floresta pode perder a capacidade de gerar sua própria umidade, gerando um ciclo vicioso de seca e fogo.

Áreas Vulneráveis: A Amazônia Ocidental e áreas no Sudeste/sudoeste, próximas à expansão agrícola, são as mais vulneráveis à mortalidade por estresse hídrico.

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A vulnerabilidade da Amazônia à embolia florestal (falha hidráulica) varia espacialmente, sendo maior no leste e sul da bacia, áreas com secas mais intensas e desmatamento. A resiliência florestal diminuiu desde 2000, com secas extremas (2005, 2010, 2015-16, 2023-24) aumentando a mortalidade de árvores e o risco de incêndios.

Padrão Espacial: A vulnerabilidade não é uniforme; áreas de borda e regiões com menor precipitação pluviométrica sazonal apresentam maior risco de colapso do sistema hidráulico das árvores.

Fatores de Risco: A combinação de secas severas, aumento de incêndios (que aumentaram de 51% da destruição em 2024), degradação florestal e altas temperaturas impulsionam a embolia.

Tendência: Estudos indicam que a resiliência vem caindo nas últimas duas décadas, indicando um aumento contínuo na vulnerabilidade da floresta a secas extremas.

O monitoramento via satélite é fundamental, com os maiores riscos concentrados nas áreas que sofrem com o aumento da sazonalidade seca e interferência humana direta, como a região sul-sudeste da bacia.

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Indico um novo artigo sobre a floresta amazônica, que enfrenta dificuldades devido à intensificação das mudanças climáticas, que causam aquecimento em larga escala e estresse hídrico.

Como essas mudanças afetarão a biodiversidade e as comunidades arbóreas hiper diversas da Amazônia?

Um impacto potencialmente letal do estresse hídrico é o desenvolvimento de embolias (pequenas bolhas de ar em seus vasos condutores de água) que impedem a água de chegar à copa das árvores, levando-as à morte.

Utilizando dados de quase 450 parcelas florestais distribuídas por toda a Amazônia, avaliamos a vulnerabilidade relativa de comunidades arbóreas inteiras a essas embolias letais.

Descobrimos que certas espécies arbóreas, especialmente as da família das leguminosas (Fabaceae), são bastante resistentes às secas, mas muitas outras espécies e famílias de árvores são muito mais vulneráveis.

As árvores leguminosas são mais comuns nas áreas mais secas da bacia, que também sofrem com as secas mais severas. Outras áreas, especialmente na Amazônia Ocidental, região extremamente úmida, apresentam menor quantidade de leguminosas e maior diversidade de espécies sensíveis à seca.

Essas descobertas sugerem que as áreas mais úmidas da Amazônia serão as mais vulneráveis a futuras secas, que podem matar milhões de árvores e gerar bilhões de toneladas de emissões de carbono, intensificando o aquecimento global.

Variação espacial estimada em toda a bacia da vulnerabilidade amazônica à embolia florestal.

(ecodebate)

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