A Copa do Mundo de 2014 é um evento que vem sendo concebido segundo os princípios da sustentabilidade. Assim, o Brasil estrearia a primeira “Copa do Mundo Verde”. As ações seriam dirigidas aos 12 estádios que vão sediar os jogos em EcoArenas.
Alguns projetistas denominaram de EcoArenas estádios ecológicos construídos de forma a causar o menor impacto ambiental possível, sem desperdício de materiais e com maior eficiência energética. Parte de sua demanda interna de água e energia seria suprida por painéis fotovoltaicos para captura de energia solar e por sistemas de coleta de água de chuva, que seria tratada e reaproveitada na irrigação do campo e em instalações sanitárias.
EcoArenas e soluções sustentáveis em infraestrutura fazem parte da campanha por uma “ Copa verde” no Brasil, em 2014. O enfoque foi dado pela Deutsche Welle Online, em 15 de março de 2009.
A Câmara Brasil Alemanha – AHK, através da Ecogerma, debateu temas ligados ao evento e revelou que os estádios projetados para as cidades-candidatas Brasília e Cuiabá seguirão o modelo ecológico, bem como a reforma projetada para o Maracanã, Estádio Jornalista Mário Filho, no Rio de Janeiro, desenvolvida pelo escritório Castro Mello Arquitetura Esportiva, de São Paulo.
“O Brasil tem a chance de fazer a maior ação coordenadora de green building do mundo, e isso traria não apenas benefícios ambientais, como também seria excelente para a imagem do país”, argumenta o arquiteto Vicente de Castro Mello, lembrando que também as empresas que vierem a associar seu nome à empreiteira sairiam beneficiadas.
A campanha não prevê a construção de novos estádios, apenas, uma nova remodelagem nas estruturas preexistentes com aproveitamento da área e campo de futebol. O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, por exemplo, irá ampliar sua capacidade de 42 mil para 71 mil lugares, em projeto orçado em R$ 522 milhões. A previsão do orçamento para o estádio Governador José Fragelli seria renovado ao custo de aproximadamente R$ 380 milhões, ganhando capacidade para 45 mil pessoas.
A AHK trouxe o exemplo de sucesso em sintonia com as EcoArenas , destaque do debate. O Estádio Badenova, em Freiburg, foi pioneiro ao adotar painéis fotovoltaicos em sua cobertura, que hoje suprem 50% de sua demanda energética.
Além das tradicionais exigências para as cidades e os estádios que vão sediar a Copa do Mundo, a Fifa estabeleceu a partir da Copa da Alemanha, em 2006, o programa dos Green Goals, uma lista de metas verdes a serem alcançadas para tornar o evento mais sustentável.
“A idéia dos Green Goals começou a tomar corpo na Copa da Alemanha e estamos aplicando seus princípios na África do Sul mas acreditamos que a primeira grande aplicação deste caderno de encargos vai ser no Brasil em 2014” , diz Robson Kalil, sócio da empresa Deloitte na área de gestão de riscos empresariais. “O país já vem buscando padrões de comportamento sustentáveis com muita seriedade, e a Copa vai entrar como um catalisador nesse processo todo, acelerando o movimento que hoje já é perceptível.”
Algumas outras soluções tais como as viárias, com investimentos sobre trilhos em detrimento do sobre rodas e todas as recomendações que fazem uma construção sustentável contemplarão o aproveitamento da iluminação natural e ventilação.
O diretor regional da Siemens para o Rio de Janeiro, afirma:” Se os investimentos forem feitos de forma correta, pensando em suas aplicações futuras e contando com o apoio da sociedade, 100% dos investimentos ficarão como legado para depois”. Acrescenta, “nenhum de nós quer um investimento apenas para os 30 dias da Copa. É um evento para o futuro do país”.
A participação do economista americano Ian McKee que trabalhou no Banco Goldman Sachs, em Nova York onde se credenciou pelo LEED – Leadearship in Energy and Environmental Design (ou Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente), através do U.S. Green Building Council – Conselho de Construções Sustentáveis, nos Estados Unidos, está habilitado a certificar construções sustentáveis no mundo todo.
Ian e Vicente participaram do “Fórum Nacional de Arquitetura, Iluminação e Sustentabilidade “que aconteceu nos dias 20 e 21 de agosto passado, em São Paulo, com a presença de 17 arquitetos envolvidos nos projetos da Copa 2014.
Considerando que uma Copa do Mundo é o maior evento de mídia do planeta bilhões de dólares serão gerados com o marketing e a venda dos direitos de imagem. Um bom momento para arregimentar trabalhadores da construção civil e realizar programas de capacitação de mão de obra para o desempenho das funções necessárias e que estejam a altura deste evento.
Fazendo nossas as palavras de Ian e Vicente, obras com o mínimo impacto ambiental possível será a grande vitória brasileira.
Agora dizemos nós, eventualmente, também, sermos o campeão da Copa 2014.
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
sábado, 21 de novembro de 2009
Copa de 2014 promete dar uma goleada de sustentabilidade
A Copa do Mundo de 2014 é um evento que vem sendo concebido segundo os princípios da sustentabilidade. Assim, o Brasil estrearia a primeira “Copa do Mundo Verde”. As ações seriam dirigidas aos 12 estádios que vão sediar os jogos em EcoArenas.
Alguns projetistas denominaram de EcoArenas estádios ecológicos construídos de forma a causar o menor impacto ambiental possível, sem desperdício de materiais e com maior eficiência energética. Parte de sua demanda interna de água e energia seria suprida por painéis fotovoltaicos para captura de energia solar e por sistemas de coleta de água de chuva, que seria tratada e reaproveitada na irrigação do campo e em instalações sanitárias.
EcoArenas e soluções sustentáveis em infraestrutura fazem parte da campanha por uma “ Copa verde” no Brasil, em 2014. O enfoque foi dado pela Deutsche Welle Online, em 15 de março de 2009.
A Câmara Brasil Alemanha – AHK, através da Ecogerma, debateu temas ligados ao evento e revelou que os estádios projetados para as cidades-candidatas Brasília e Cuiabá seguirão o modelo ecológico, bem como a reforma projetada para o Maracanã, Estádio Jornalista Mário Filho, no Rio de Janeiro, desenvolvida pelo escritório Castro Mello Arquitetura Esportiva, de São Paulo.
“O Brasil tem a chance de fazer a maior ação coordenadora de green building do mundo, e isso traria não apenas benefícios ambientais, como também seria excelente para a imagem do país”, argumenta o arquiteto Vicente de Castro Mello, lembrando que também as empresas que vierem a associar seu nome à empreiteira sairiam beneficiadas.
A campanha não prevê a construção de novos estádios, apenas, uma nova remodelagem nas estruturas preexistentes com aproveitamento da área e campo de futebol. O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, por exemplo, irá ampliar sua capacidade de 42 mil para 71 mil lugares, em projeto orçado em R$ 522 milhões. A previsão do orçamento para o estádio Governador José Fragelli seria renovado ao custo de aproximadamente R$ 380 milhões, ganhando capacidade para 45 mil pessoas.
A AHK trouxe o exemplo de sucesso em sintonia com as EcoArenas , destaque do debate. O Estádio Badenova, em Freiburg, foi pioneiro ao adotar painéis fotovoltaicos em sua cobertura, que hoje suprem 50% de sua demanda energética.
Além das tradicionais exigências para as cidades e os estádios que vão sediar a Copa do Mundo, a Fifa estabeleceu a partir da Copa da Alemanha, em 2006, o programa dos Green Goals, uma lista de metas verdes a serem alcançadas para tornar o evento mais sustentável.
“A idéia dos Green Goals começou a tomar corpo na Copa da Alemanha e estamos aplicando seus princípios na África do Sul mas acreditamos que a primeira grande aplicação deste caderno de encargos vai ser no Brasil em 2014” , diz Robson Kalil, sócio da empresa Deloitte na área de gestão de riscos empresariais. “O país já vem buscando padrões de comportamento sustentáveis com muita seriedade, e a Copa vai entrar como um catalisador nesse processo todo, acelerando o movimento que hoje já é perceptível.”
Algumas outras soluções tais como as viárias, com investimentos sobre trilhos em detrimento do sobre rodas e todas as recomendações que fazem uma construção sustentável contemplarão o aproveitamento da iluminação natural e ventilação.
O diretor regional da Siemens para o Rio de Janeiro, afirma:” Se os investimentos forem feitos de forma correta, pensando em suas aplicações futuras e contando com o apoio da sociedade, 100% dos investimentos ficarão como legado para depois”. Acrescenta, “nenhum de nós quer um investimento apenas para os 30 dias da Copa. É um evento para o futuro do país”.
A participação do economista americano Ian McKee que trabalhou no Banco Goldman Sachs, em Nova York onde se credenciou pelo LEED – Leadearship in Energy and Environmental Design (ou Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente), através do U.S. Green Building Council – Conselho de Construções Sustentáveis, nos Estados Unidos, está habilitado a certificar construções sustentáveis no mundo todo.
Ian e Vicente participaram do “Fórum Nacional de Arquitetura, Iluminação e Sustentabilidade “que aconteceu nos dias 20 e 21 de agosto passado, em São Paulo, com a presença de 17 arquitetos envolvidos nos projetos da Copa 2014.
Considerando que uma Copa do Mundo é o maior evento de mídia do planeta bilhões de dólares serão gerados com o marketing e a venda dos direitos de imagem. Um bom momento para arregimentar trabalhadores da construção civil e realizar programas de capacitação de mão de obra para o desempenho das funções necessárias e que estejam a altura deste evento.
Fazendo nossas as palavras de Ian e Vicente, obras com o mínimo impacto ambiental possível será a grande vitória brasileira.
Agora dizemos nós, eventualmente, também, sermos o campeão da Copa 2014.
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