Metas de desenvolvimento sustentável para os países,
inspiradas nos Objetivos do Milênio da ONU, são propostas para o documento
final da Rio+20
O
secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, aponta para a possibilidade de avanços
materiais no documento final.
—
Uma imagem instantânea do nosso documento de negociação aparece assim: 37 novas
proposituras de iniciativas, uma chamada decisiva para a imediata implementação
de ações, uma identificação dos principais atores a assumirem papéis nessa
implementação — resumiu.
Entre
essas propostas do documento, ele identifica um roteiro para a economia verde,
adaptável às circunstâncias nacionais, identificando os custos de transição nos
países em desenvolvimento.
Mais
que isso, Zukang se mostra otimista para a obtenção, na Rio+20, de um conjunto
de metas, com indicadores para o desenvolvimento sustentável global que possam
ir além do produto interno bruto (PIB). Tais metas seriam inspiradas nos
Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, adotadas pela ONU em 2000, com indicadores
sociais objetivos, nas áreas de educação, saúde e alimentação, que possam levar
à redução da fome e da miséria.
— As
metas de desenvolvimento sustentável deveriam ser integradas e equilibradas,
aplicáveis e esperadas por todos os países. Os objetivos do milênio,
basicamente, são para países em desenvolvimento, mas do que estamos falando
agora são metas para todos os países, tanto os desenvolvidos como os em
desenvolvimento — declarou Zukang, deixando claro aos senadores que a maior
ambição possível na Rio+20 seria estabelecer os objetivos e deixar os detalhes
sobre metas e indicadores para um momento posterior.
No
que diz respeito à governança para o desenvolvimento sustentável, o
secretário-geral da Rio+20 apresentou as propostas em discussão, que, porém,
estão longe de um consenso, e as dificuldades de romper as divisões de
competências atuais entre as diversas áreas como meio ambiente, economia,
agricultura e relações exteriores, entre outras.
Ainda
que Zukang demonstre otimismo com relação à relevância do documento final da
Rio+20, até o momento, as negociações não vêm apontando nessa direção. Em uma
das reuniões preparatórias, realizada na sede da ONU, em Nova York, no início
de maio, a avaliação foi de que, em vez de detalharem possíveis decisões a
serem tomadas na conferência, as negociações estão deixando o Esboço Zero
ainda mais vago. E, como apontou Zukang, o tempo para um acordo amplo é muito
curto. (senado.gov.br)
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